O DÓLAR DO APOCALIPSE
BACEN - CENÁRIO POLÍTICO-ECONÔMICO - INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS - 01/10/2019
São Paulo, 01/01/2026
LEIS DE COMBATE AOS CRIMES NA ESFERA EMPRESARIAL: Lei 6.404/1976 regulamentada pelo Decreto-Lei 1.598/1977 - Lei 7.492/1986 (Lei do Colarinho Branco) - Lei 7.913/1989 (Crimes contra Investidores) - Lei 8.021/1990 (extinção das Operações Ao Portador) - Artigo 19 da Lei 8.088/1990 (extinção dos Títulos ao Portador) - Artigo 2º da Lei 8.137/1990 + Decreto-Lei 9.295/1946 (Só o CFC pode expedir as NBC) - Artigo 64 da Lei 8.383/1991 (Combate às Contas Bancárias Fantasmas) - Lei 11.941/2009 (Altera a Lei 6.404/1976 para adaptá-la às NBC) - Lei 12.973/2014 (Altera a Legislação Tributária para adaptá-la às NBC) - RIR/2018 (artigo 286 - cita Lei 6.404/1976 - Capitulo XV - Escrituração e Demonstrações Contábeis) - Código Civil de 2002 - Direito da Empresa - Escrituração - Sigilo Contábil - SPED - Sistema Publico de Escrituração Digital - NBC-PG-01 - Código de Ética Profissional do Contador.
Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do site COSIFE
Segundo a IA do GOOGLE, o termo "dólar do apocalipse" não é um termo oficial utilizado pelo Banco Central do Brasil ou [por] qualquer outra autoridade financeira [?]. É uma expressão metafórica usada nos mercados financeiros e na análise econômica [não-contábil] para descrever um cenário de instabilidade significativa.
Mas, sem medo de errar, podemos afirmar que a nossa legislação tributária é clara: "só vale o que está escrito" na Escrituração Contábil - todo o restante é ilegal = clandestino = criminoso.
O texto denominado O DÓLAR DO APOCALIPSE foi encontrado no site do BACEN (BCB.gov.br) em ARQUIVO.PDF pelo coordenador deste COSIFE, que o tem em seu arquivo particular.
Segundo o BACEN, o original foi publicado em 01/10/2019 pelo Jornal Valor Econômico - Opinião e foi catalogado naquela AUTARQUIA FEDERAL fiscalizadora do Sistema Financeiro como:
Assuntos e Palavras-Chave: Banco Central - Perfil 1 - Instituições Financeiras | Cenário Político-Econômico - Colunistas = 2019-10-01 - O Dólar do Apocalipse.pdf.
Hoje (01/01/2026) o texto podia ser encontrado no site do nosso antigo Ministro da Fazenda - Bresser Pereira. Nele consta uma atualização em DESTAQUE no dia seguinte à publicação que ocorreu em 01/10/2019, em que se lê:
2. DERROCADA IANQUE: LIBERALISMO - MULTINACIONAIS - CAPITAL NÃO TÊM PÁTRIA
A Derrocada Financeira Norte-Americana iniciou no Governo Ronald Reagan, que foi seguido por Margaret Thatcher no Reino Unido (Inglaterra + Escócia + Gales + Irlanda).
O extremo liberalismo por eles implantado resultou na fuga das grandes empresas sonegadoras de tributos para Paraísos Fiscais. Foi assim que surgiram as MULTINACIONAIS sob o slogan CAPITAL NÃO TEM PÁTRIA.
3, COMBATE AOS EXECUTIVOS MANIPULADORES DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Torna-se importante aqui destacar que nos STATES foi sancionado o Sarbanes-Oxlei Act de 2002 justamente para que as grandes empresas norte-americanas deixassem de esconder seus prejuízos (Desfalque promovidos por Executivos [CEO's]) mediante a contabilização de FALSAS previsões de LUCROS FUTUROS.
No Brasil, tais atos (criminosos) são tido como Falsificação Material e Ideológica das Demonstrações Contábeis (Decreto-Lei 1.598/1977).
4, AS RAZÕES DA CRISE MUNDIAL DE 2008 - NOVA FALÊNCIA DOS STATES
Em razão da continuidade de tais MANIPULAÇÕES DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (atos nocivos à economia nacional e global), ocorreu a crise mundial de 2008, provocada pela insana especulação imobiliária que resultou na falência do Lehman Brothers (Banco Hipotecário ianque).
Ou seja, a Lei norte-americana de 2002 (Governança Corporativa efetuada por meio da Contabilidade = ABR - Auditoria Baseada em Riscos) tornou-se inócua. A falência do Lehman Brothers deixou claro que ela para nada serviu.
Por quê? Porque os ultra-liberais dirigentes do FED e da SEC não fiscalizavam. Apenas SUPERVISIONAVAM as pertinentes instituições. Eles achavam-se INDEPENDENTES das decisões nacionais, como ficou demonstrado por TRUMP ao atacar os anarquistas dirigentes dos referidos órgãos que deveriam ser governamentais.
5. A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA É MAIS ANTIGA QUE A NORTE-AMERICANA
No Brasil, todos deveriam saber, já existia a legislação de combate a falsificação material ideológica da escrituração contábil, que está consolidada no atual RIR/2018 - Artigo 272, que baseia-se nas seguintes:
Isto pode significar que no Brasil as irregularidades cometidas por dirigentes empresariais já eram investigadas e combatidas bem antes dos Estados Unidos da América. No Brasil, a investigação, a apuração e o combate à lavagem de dinheiro sujo escondido no CAIXA DOIS dos sonegadores de tributos efetivamente começou no ano de 1978.
6. CONCLUSÃO
Veja a seguir a transcrição do texto publicado pelo Jornal Valor Econômico - Opinião em 01/10/2019.
O DÓLAR DO APOCALIPSE
Manchete: Os investidores de fora dos EUA, como os fundos de pensão europeus e japoneses, e grandes instituições financeiras seriam duramente atingidos pela depreciação dos ativos em dólar
Por Rana Foroohar (Tradução de Rachel Warszawski)
Por várias décadas, os poupadores mundiais e em particular os poupadores americanos com vistas à aposentadoria ouviram que deveriam pôr a maior parte do dinheiro em um fundo atrelado ao índice S&P (vinculado ao destino das maiores empresas americanas), e que depois deveriam esquecer do assunto até chegar perto da época de se aposentar.
A partir de meados da década de 1980, esse se revelou ser, em maior ou menor grau, um bom conselho. As multinacionais americanas eram, afinal, a melhor maneira de apostar na globalização, e a globalização era muito boa para os preços das ações de muitas grandes empresas.
Mas recentemente comecei a me perguntar: o que aconteceria se todo o paradigma do investimento de longo prazo mudasse?
A globalização, tal como a conhecemos, está em suspenso. Mas, e se também estivermos chegando ao fim de um período muito longo de repressão financeira, no qual as quedas das taxas de juros mascararam uma outra verdade, mais essencial?
O lugar dos EUA no mundo mudou, e o mesmo ocorreu com o potencial de crescimento de suas empresas. Assim, poderemos, muito provavelmente, passar por uma correção não apenas dos preços das ações das multinacionais americanas como também do próprio dólar.
Isso terá implicações profundas para investidores de todos os países, desde poupadores individuais americanos até gigantescos fundos de pensão de Europa e Ásia.
Trata-se de um cenário que a assessoria cambial AG Bisset Associates batizou de “O Dólar do Apocalipse”.
À primeira vista, a ideia de as ações americanas e o dólar caírem ao mesmo tempo parece pouco plausível. Isso porque esses dois ativos muitas vezes variam em direções contrárias.
Um dólar fraco, por exemplo, eleva a competitividade relativa das exportações de muitas empresas americanas no mercado mundial, como foi o caso nos últimos anos. E, além disso, apesar de alguns países como China e Rússia estarem se retirando dos ativos denominados em dólares por motivos tanto políticos quanto econômicos, o dólar continua sendo amoeda de reserva mundial.
Como destacou estudo da Brookings Institution, a participação do dólar nas reservas cambiais externas mundiais caiu apenas dois pontos percentuais desde 2007, enquanto que a participação do euro recuou seis pontos. E, como todos sabemos, não dá para dizer que os políticos americanos ou que muitas das maiores empresas do país tiveram grande sucesso durante esse período.
Mas mudanças no sistema de reservas mundial levam tempo. As variações cambiais podem ocorrer com mais rapidez, na verdade, como destaca Ulf Lindahl, executivo-chefe da AG Bisset, as principais moedas do mundo tendem a oscilar para cima e para baixo em ciclos de 15 anos.
De acordo com seus cálculos, que monitoram movimentos das moedas a partir do início da década de 1970, começamos um novo ciclo em janeiro de 2017, e, apesar da força revelada pelo dólar desde abril de 2018, esse ciclo ainda está intato.
Se a tese se sustentar, o dólar tende a cair no câmbio com o euro e o iene durante os próximos anos, e em nada menos que 50% a 60%. Quais seriam as implicações de uma mudança dessa envergadura?
Para começar, os investidores de fora dos EUA, como os fundos de pensão europeus e japoneses, os escritórios especializados em patrimônio familiar que administram as finanças de pessoas físicas endinheiradas e as grandes instituições financeiras seriam duramente atingidos pela depreciação dos ativos em dólar.
Se eles começarem a distanciar suas carteiras de investimentos dos ativos em dólar, esse movimento poderá exacerbar a queda das ações americanas — isso é algo que, segundo muitos analistas, está por acontecer, de qualquer maneira, uma vez que as ações atravessam seu segundo período de preço mais elevado dos últimos 150 anos. Isso, por sua vez, prejudicaria os poupadores americanos que mantêm a maior parte de suas carteiras de aposentadoria aplicada nesses fundos vinculados ao índice S&P.
Alguns investidores experientes já prenunciam o apocalipse do dólar e já mudaram para o ouro. Prevejo que outras commodities vão se valorizar também.
Se o cenário do “Apocalipse” terminar, os investidores poderão também acorrer ao euro e ao iene, o que forçará a alta dos rendimentos dos bônus americanos. Isso é algo previsto por poucos — a opinião corrente é a de que estamos em um ambiente de taxas baixas para todo o sempre.
Mas, se os rendimentos subirem, isso poderia ser bom para os poupadores que detêm bônus, e não ações — ao mesmo tempo que prejudicaria empresas altamente endividadas. Nas últimas décadas, não assistimos apenas à vigência de um mercado altista para as ações americanas, mas à de muita engenharia financeira.
As empresas fizeram o que podiam para desafiar as leis da gravidade econômica, lançando mão de qualquer coisa, desde o código fiscal até recompras de ações. Os residentes dos bancos centrais facilitaram essas providências com uma política monetária expansionista.
É por isso que, na minha opinião, tanto os preços das ações americanas quanto os dos ativos denominados em dólares permaneceram tão altos, apesar de haver tantos fatores de risco na economia política e tantos desafios para fazer negócios.
Em última instância, se as empresas americanas forem percebidas como não estando mais entre as mais competitivas do mundo, o preço de suas ações vai cair, o que também ocorrerá com o dólar. Será que chegamos nesse ponto? Ainda não.
Mas, em vista da corrosão da base de qualificações dos EUA, de sua infraestrutura enferma e de sua falta de investimento em pesquisa, pergunto-me se já não estamos próximos disso. As próprias empresas parecem estar confirmando essa projeção.
Recente relatório da auditoria EY mostra que o número de empresas constantes da lista das 500 maiores mundiais da revista “Fortune” sediadas nos EUA caiu de 179 em 2000 para 121, enquanto o número das sediadas na China cresceu de 10 para 119.
Isso sinaliza uma mudança sobre de onde as empresas prevêem que o crescimento virá no futuro – da Ásia. Se isso de fato acontecer, muitos de nós precisaremos de uma nova estratégia de investimentos para um novo mundo.
