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CAPITAL ESTRANGEIRO QUER NOVO AUMENTO DA TAXA DE JUROS

CAPITAL ESTRANGEIRO QUER NOVO AUMENTO DA TAXA DE JUROS

BRASIL É REFÉM DE ESQUEMAS MONTADOS PELOS BARÕES LADRÕES

São Paulo, 19/01/2016 (Revisada em 24-03-2019)

Referências: Desfalque no Tesouro Nacional, Evasão de Divisas ou Reservas Monetárias, Fraudes Cambiais, Internacionalização do Capital, Lavagem de Dinheiro, Blindagem Fiscal e Patrimonial, COPOM e as Altas Taxas de Juros, Sonegação de Tributos, Golpe de Estado, Inescrupulosos Empreiteiros de Obras Públicas, Lobistas Corruptores de Políticos e Funcionários Estatais, Privatização das Empresas Estatais.

  1. CAPITAL ESTRANGEIRO QUER NOVO AUMENTO DA TAXA DE JUROS
  2. ONDE ESTÁ A INTELIGÊNCIA DO BRASIL? PAÍS VIROU REFÉM DE ESQUEMAS MONTADOS EM TORNO DO CAPITAL ESTRANGEIRO

1. CAPITAL ESTRANGEIRO QUER NOVO AUMENTO DA TAXA DE JUROS

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

No site do Jornal do Brasil, em 13/01/2016, foi publicado o texto intitulado "Onde Está a Inteligência do Brasil?". Ressalta que o nosso "País Virou Refém de Esquemas Montados em Torno do Capital Estrangeiro".

Esquemas montados por quem? Obviamente por quem tem o poder supremo de manipulação das taxas de juros.

Torna-se importante relembrar que a Lei 7.913/1989 definiu quais seriam os crimes cometidos contra investidores das Bolsas de Valores. Entre tais crimes está a "manipulação de preços ou criação de condições artificiais de procura, oferta ou preço de valores mobiliários".

Pergunta-se: Que crime comete quem manipula as taxas de juros à vontade dos especuladores estrangeiros?

Veja os textos:

Que órgão público brasileiro defende os interesses mesquinhos de toda essa gente?

The Economist parece ser um importante agente do chamado de Capital Estrangeiro, escondido em Paraísos Fiscais por Sonegadores de Tributos.

Então, diante do tema escolhido pelo JB, que envolve publicação da Revista The Economist, a bem da verdade, torna-se importante a opinião testemunhal do coordenador deste COSIFE, porque desde 1978 até 1995 participou da fiscalização de instituições financeiras nacionais e internacionais que se dedicavam a intermediação da "Lavagem de Dinheiro" obtido na ilegalidade por impatrióticos brasileiros praticantes do que ficou conhecido como Blindagem Fiscal e Patrimonial. Nem se pretende falar do narcotráfico, do contrabando e de outros crimes da mesma espécie.

A expressão "Blindagem Fiscal e Patrimonial" resume o que a legislação definiu como ocultação de bens, direitos e valores. Assim fazendo, os grandes sonegadores de tributos ficam resguardados de eventual aresto de seu patrimônio para pagamento de tributos em razão de ação judicial pela prática do crime de sonegação fiscal e de lavagem de dinheiro. O problema é antigo, mas somente a Operação Lava-Jato apontou qual é o principal segmento operacional corruptor de políticos e servidores públicos. Trata-se das Empreiteiras de Obras Públicas.

O assíduo leitor deste COSIFE já sabe que o trabalho de apuração e combate às fraudes cambiais que geram a Evasão de Divisas efetivamente começou em 1978 e somente vinte anos depois foi sancionada a Lei 9.613/1998, que foi substancialmente alterada pela Lei 12.683/2012, porque aquela era tida como inócua por membros do Ministério Público Federal.

Diante desse fato, nas causas judiciais propostas pelo MPF, quando se referem à Evasão de Divisas, é possível observar que são citados os artigos 21 e 22 da Lei 7.492/1986 (Lei do Colarinho Branco) porque os principais artífices da sonegação fiscal causada pelas fraudes cambiais e pela evasão de reservas monetárias eram e ainda são as instituições financeiras brasileiras que aceitavam e ainda aceitam a abertura contas correntes fantasmas (antigamente em nome de testas de ferro ou laranjas e agora) em nome instituições financeiras fantasmas constituídas em paraísos fiscais. Sobre o efetivo combate a essas contas fantasmas, veja o artigo 64 da Lei 8.383/1991.

Repetindo o que já foi publicado em vários textos deste COSIFE desde 1999, a Evasão de Divisas também pode ser chamada de Evasão Cambial ou Evasão de Reservas Monetárias ou, ainda, chamada de Desfalque no Tesouro Nacional porque as perdas dessas Reservas influencia negativamente no Balanço de Pagamentos extraído da Contabilidade Nacional. Antes de 2003 o Brasil não tinha Reservas Monetárias e, para consegui-las, precisava de empréstimos externos para que os mais ricos brasileiros pudessem importar produtos considerados supérfluos, visto que não eram consumidos pelo Povão por mera falta de suficientes recursos financeiros.

Segundo mencionou um servidor do Banco Central num seminário realizado em 1992 na ESAF - Escola de Administração Tributária, que versava sobre Intercâmbio de Informações entre os órgãos públicos citados no artigo 28 da Lei 6.385/1976, todas as Reservas Monetárias evadidas do Tesouro Nacional imediatamente voltavam ao Brasil como Capital Estrangeiro, tendo como investidoras pessoas jurídicas fantasmas constituídas em paraísos fiscais. O detalhe é que as Reservas Monetárias saíam como "Pagamento Sem Causa" (Perda de Capital = Prejuízo Não Identificado = "Ladrões @ Caixa") e voltavam como Dívida Externa. Assim era criada uma falsa Dívida cujos credores eram os próprios criminosos sonegadores de tributos.

Trata-se de fato semelhante ao de um ladrão que rouba um banco e depois investe o dinheiro no mesmo banco por ele roubado.

Para facilitar a Lavagem de Dinheiro obtido na ilegalidade, no final do ano de 1988 os dirigentes do Banco Central criaram o Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes. Veja o que escreveram os sucessores daqueles na cartilha  O Regime Cambial Brasileiro editada no final do ano de 1993.

Diante daquela constante prática na Evasão Cambial por meio de Fraudes Cambiais, que se resume no mencionado Desfalque no Tesouro Nacional, na década de 1990 foi criado o COPOM - Comitê de Política Monetária. Porém, o que antes acontecia, continuou a acontecer. A extrema prática da Evasão Cambial facilitou a venda de empresas estatais privatizadas para os mencionados estrangeiros (brasileiros sonegadores de tributos de blindaram seus bens, direitos e valores em paraísos fiscais).

Um dos brasileiros acusados da movimentação de dinheiro informal em paraísos fiscais foi eleito presidente do Congresso Nacional durante o Governo Dilma Russef. Mas, declara-se opositor a Ela. Quer tirá-la do Governo e se conseguir também tirar o vice-presidente, será o novo Presidente da República.

Isto não é novidade para o mundo porque Silvio Berlusconi (veja na Wikipédia - Polêmicas e Acusações) foi eleito primeiro ministro na Itália e semelhantes fatos aconteceram em quase todos os países. Talvez não em Bukina Faso (pais africano), cuja denominação no dialeto tribal local significa "Terra dos Homens Honestos".

E, não me venha repetir aquela mesma balela de sempre:

É preciso aumentar a taxa de juros para combater a inflação!!!

Se essa tese fosse verdadeira, Estados Unidos da América seria o país com a maior taxa de juros do mundo. Taxas de juros maiores que a do Brasil, além dos Estados Unidos, também deveriam ter todos os países da Europa e o Japão.

A taxa de juros é alta para melhor remunerar o capital estrangeiro lavado por brasileiros sonegadores de tributos em paraísos fiscais. Essa é a verdade.

Ao contrário do que dizem as Agências de Rating (Agências de Classificação de Riscos), tais sonegadores de tributos investem no Brasil porque aqui não há RISCO algum, sabido que a nossa riqueza em reservas naturais é imensamente grande. O Brasil tem o que exportar para pagamento de eventual dívida assumida. Os países desenvolvidos, agora falidos, quase nada têm para exportar.

Justamente por ser tão grande essa riqueza natural, desde de 1500 o Brasil sustenta toda a Europa e depois, através do neocolonialismo iniciado em 1822, passou a sustentar todos os países chamados de desenvolvidos. Os governantes desses países ficaram podres de ricos e suas populações desfrutavam do mais elevado IDH - Índice de Desenvolvimento Humano. Em contrapartida, o Nosso Povo continua pobre e o "Nosso País" continua dependente desse falso capital estrangeiro, que foi furtado de nós mesmos com a cumplicidade das nossas autoridades monetárias.

Sobre tal fato, veja também Desvendada a Rede Capitalista (sediada em Paraísos Fiscais) que domina o Mundo (neocolonialismo privado) e Cartel - Corporações que Controlam Quase Tudo que você compra. Veja ainda: Risco Brasil - Fusões e Incorporações para Formação de Cartéis e Entreguismo X Nacionalismo.

Trata-se de um Feudalismo Globalizado que tem seus Senhores Feudais (Controladores de Cartéis), incógnitos em paraísos fiscais, explorando vassalos no mundo inteiro (sem a fixação de fronteiras ou de territórios ou sem a fixação de áreas de exploração monopolista).

O efetivo combate à evasão cambial começou em 2003 com a obrigatoriedade de inscrição das pessoas jurídicas não residentes no CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. Entretanto, a fiscalização tornou-se mais efetiva  a partir de março de 2005, quando foi extinto o citado Mercado Câmbio de Taxas Flutuantes. O leitor poderá observar que somente a partir de 2005 o Brasil passou a acumular Reservas Monetárias, tornado-se o 5º pais entre os maiores possuidores dessas Reservas.

Mas, com o injustificado aumento das taxas de juros patrocinado pelos membros do COPOM, o Brasil tende a novamente ser um País eternamente endividado, cujos credores são inegavelmente os sonegadores de tributos que fizeram a Blindagem Fiscal e Patrimonial de seus bens, direitos e valores em paraísos fiscais.

Este é um breve resumo da história econômico-financeira desde os tempos do Brasil Colônia. Desde aquela época a nossa elite vira-lata (política e empresarial) eterniza-se como mera representante do Capital Estrangeiro, que obviamente pertence àqueles citados sonegadores de tributos.

ONDE ESTÁ A INTELIGÊNCIA DO BRASIL?

PAÍS VIROU REFÉM DE ESQUEMAS MONTADOS EM TORNO DO CAPITAL ESTRANGEIRO

Editorial publicado como Opinião pelo Jornal do Brasil em 13/01/2016.

Os últimos acontecimentos levam ao questionamento sobre a atuação da inteligência no Brasil. Aqui, ressalta-se, não se fala da inteligência do povo, mas justamente daquela dos que têm por obrigação resguardar o país e garantir a ordem e o desenvolvimento. Parece haver uma articulação internacional contra os interesses do país e a favor do capital estrangeiro, e a segurança do país não percebe isso.

Vários episódios no cenário político, econômico e social brasileiro evidenciam o processo crescente de desestabilização institucional. Senão, vejamos:

1) Em sua primeira edição de 2016, a revista semanal britânica The Economist escolheu a crise brasileira como sua matéria de capa. Nela são feitas inúmeras críticas à administração da presidente Dilma Rousseff, com foco na perda dos graus de investimento do país por duas agências de classificação de risco, na previsão de baixo crescimento econômico para o ano, e na demissão de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda. A revista chega a afirmar que a queda de Dilma seria necessária para o Brasil retomar seu rumo.

Fica a pergunta: por que a The Economist optou por centrar suas críticas desta forma, pregando até a derrubada do governo?

Por que uma revista que fala da economia mundial escolhe o Brasil para a capa, se há tantos países no mundo em situação pior?

Como se não bastasse, a reportagem da Economist mais parece cópia das reportagens de segmentos da mídia nacional que se dedicam a atacar o governo.

Escritórios de assessorias econômicas internacionais, que contrariam os interesses nacionais, já torcem publicamente pela venda do país. Isso é claro. Declarações e análises, orientadas juridicamente, defendem abertamente o capital estrangeiro em nossa política econômica.

2) Apesar de estar em sigilo judicial há muito tempo, justamente em seguida da publicação da reportagem de capa do The Economist foi divulgado o conteúdo da delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Claramente o objetivo foi desestabilizar ou tentar desestabilizar, através de acusações de recebimento de propina, um graduado funcionário do governo, hoje interlocutor da classe política. 

3) Suspeita também foi a nomeação relâmpago de um importante ex-integrante do Palácio do Planalto por um órgão que centraliza a economia mundial. Foi uma clara afronta ao país, principalmente quando se leva em consideração que, durante sua passagem pelo governo, este ex-integrante travou confrontos com a Câmara dos Deputados, que é a própria casa do povo e da democracia, apontado-a como o principal responsável pela crise política e econômica que o país atravessa. Vindo de alguém que sempre serviu a órgãos estrangeiros, não surpreende. 

4) Israel praticamente impôs ao Brasil, no final do ano passado, a nomeação de Dani Dayan como embaixador do país em Brasília. O que se viu não foi uma solicitação, uma indicação, com base em relações diplomáticas cordiais, mas sim uma afronta à autoridade política brasileira. Dayan, longe de ser um diplomata qualquer, foi um influente líder do movimento de assentamentos judaicos, condenados pela política externa brasileira, que defende a criação de um Estado palestino. A aceitação de seu nome seria a aceitação de uma grosseira afronta aos direitos humanos. 

A vice-ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, chegou a adotar um tom de ameaça ao comentar o problema: "O Estado de Israel deixará o nível de relacionamento diplomático com o Brasil a um nível secundário se o apontamento de Dani Dayan não for confirmado”, afirmou.

Deveria o país, por acaso, se curvar novamente? 

5) Na manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus que ocorreu na última sexta-feira (08/01/2016), em São Paulo, houve confrontos entre mascarados black blocs e a Polícia Militar, que, incompreensivelmente, optou por prender os cidadãos comuns e não os verdadeiros vândalos que enfrentava, talvez por serem mais difíceis de serem identificados. Os responsáveis pelo caos estarão livres para atentar contra a segurança pública no próximo protesto [em 19/01/2016]

6) Como se não bastasse, o país assiste também à premeditada tentativa de desmonte da maior empresa estatal brasileira, responsável por 60% da economia nacional, que custou ao seu criador, Getúlio Vargas, a própria vida. 

A política e a economia brasileiras se tornaram reféns de esquemas estrangeiros que corroem a democracia e o funcionamento adequado das instituições. Se a inteligência não percebe o que está sendo feito com o país, o povo tem mesmo é que esperar pelo carnaval!