início > textos Ano XXI - 20 de outubro de 2019



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BANCOS EUROPEUS APOIAM O CRIME ORGANIZADO

BANCOS EUROPEUS APOIAM O CRIME ORGANIZADO

A IRRESPONSÁVEL ATUAÇÃO DOS BANCOS OFFSHORE

São Paulo, 20/12/2012 (Revisado em 21-03-2019)

Referências: Planejamento Tributário, Sonegação Fiscal, Lavagem de Dinheiro, Financiamento do Narcotráfico e de outras Atividades Ilegais, Ocultação de Bens , Direitos e Valores, Blindagem Fiscal e Patrimonial em Paraísos Fiscais, Manipulação das Cotações nas Bolsas de Valores e o Mercado Financeiro Mundial.

A IRRESPONSÁVEL ATUAÇÃO DOS BANCOS OFFSHORE

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFe

Vários textos foram publicados e comentados por este COSIFe relativamente a atuação de muitos banqueiros como principais interlocutores das fraudes e crimes praticadas em todo o mundo, especialmente no que se refere às manipulações das cotações nos mercados bursáteis e também na lavagem de dinheiro obtido na ilegalidade por diversos tipos de criminosos.

Veja especialmente os textos denominados A Responsabilidade Social dos Bancos Offshore e Offshore - Empresas Constituídas em Paraísos Fiscais.

Para manipulação das cotações nas Bolsas de Valores e de Mercadorias e Futuros, os banqueiros e os demais agentes do sistema financeiro sempre usam o dinheiro de seus clientes, especialmente daqueles que aplicam suas economias em fundos de investimentos coletivos, conforme foi tentado explicar nos textos relativos às Fraudes e Crimes Contra Investidores.

Portanto, torna-se inconcebível que, mesmo assim agindo, os banqueiros em todo o mundo sejam periodicamente beneficiados por governantes de extrema-direita que oferecem dinheiro público para tais agentes dos criminosos de colarinho branco e também de outros bem mais perigosos como os narcotraficantes e terroristas.

Também torna-se importante constatar que, pelo menos no Brasil, a maior parte dos assaltos acontecem nos bancos estatais, inclusive quando estes assumem as perdas de banqueiros falidos sem que haja a encampação* do banco insolvente.

(*) Encampação é o ato de desapropriar (controle acionário de determinada empresa), passando o seu controle ao poder público.

Mas, o que realmente se pretende chamar a atenção do leitor é para a forma de atuação dos chamados bancos offshore, que são aqueles falsamente sediados em paraísos fiscais, que na verdade atuam clandestinamente, tal como seus depositantes e seus clientes (tomadores de empréstimos).

Sobre essa atuação irresponsável dos bancos de paraísos fiscais, veja o texto a seguir publicado pelo G1.Globo.com, distribuído mundialmente pela Agência de Notícias Reuters.

UBS ADMITE FRAUDE EM MANIPULAÇÃO DA LIBOR, É MULTADO EM US$1,5 BI

Por Reuters - Publicado por G1.Globo.com em 19/12/2012. Com subtítulos, comentários e explicações complementares em azul por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFe.

MANIPULAÇÃO DA TAXA LIBOR (equivalente a Taxa SELIC)

De Zurique - Suíça - a Agência de Notícias Reuters escreveu que um importante banco suíço recebeu uma multa de 1,5 bilhão de dólares e admitiu nesta quarta-feira responsabilidade em um caso em que foi acusado de fraude em um esquema de manipulação da taxa de juros interbancária Libor.

Segundo a Reuters, o valor acertado entre autoridades dos Estados Unidos e da Suíça é mais que três vezes maior que os 450 milhões de dólares em multas impostas contra o britânico Barclays em junho, também no caso de manipulação da Libor, usada como referência de contratos ao redor do mundo.

Sobre a manipulação da Taxa Libor, veja o texto sobre a atuação do Banco Barclays condenada pelo governo inglês. Sobre a Taxa Selic veja o texto relativo à atuação do COPOM - Comitê de Política Monetária no Brasil.

BANCOS ATUANDO NO FINANCIAMENTO DO NARCOTRÁFICO

Continuando, a Agência de Notícias Reuters faz uma comparação da multa paga pelo mencionado banco suíço com a paga por um banco inglês acusado de financiar o narcotráfico em que se lê:

A multa ao bancos suíço é a segunda maior imposta contra um banco, atrás apenas do 1,92 bilhão de dólares que um banco inglês aceitou pagar na semana passada [a 19/12/2012] por lavagem de dinheiro nos Estados Unidos para o tráfico de drogas.

A multa imposta ao banco suíço se dividirá em 1,2 bilhão de dólares nos Estados Unidos, 160 milhões de libras no Reino Unido e 59 milhões de francos na Suíça, país de origem do banco.

Parece óbvio que tais bancos vêm operando de forma ilegal através de paraísos fiscais, levando-se em consideração que as tramas por eles articuladas seriam mais facilmente descobertas se estivessem operando dentro de seus respectivos países.

Porém, o maior absurdo não está exatamente no fato noticiado. O grande absurdo está na atuação de diversos governantes europeus que forneceram dinheiro público (do povo, dos trabalhadores) para salvar banqueiros inescrupulosos de uma provável falência fraudulenta, como as provavelmente engendradas por vários bancos daquele continente. É óbvio que os bancos não faliram. Apenas transferiram suas riquezas para paraísos fiscais (Blindagem Fiscal e Patrimonial = ocultação de bens, direitos e valores).

Sobre esse tema, veja o texto denominado A Lição Democrática da Islândia.

A ATUAÇÃO DO BANCO CENTRAL INGLÊS

Sobre a atuação do FSA (o Banco Central Inglês), a agência de notícias Reuters escreveu que a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido (FSA), disse que a manipulação da Libor envolveu pelo menos 45 pessoas e aconteceu em várias moedas em que a taxa tem cotação nas Bolsas de Valores, cujos corretores de valores operam nos Mercados Futuros.

A admissão que o Barclays fez em junho [de ter manipulado as cotações da Taxa Libor] deflagrou uma tensão política que levou à saída do presidente de conselho de administração e do presidente-executivo da instituição.

AS PERDAS SOFRIDAS PELO BANCO SUÍÇO

Ainda sobre as perdas sofridas pelo banco suíço, a agência de notícias Reuters escreveu que nos últimos 18 meses foram duros para o banco suíço, que sofreu perda de 2,3 bilhões de dólares num escândalo envolvendo operações financeiras irregulares realizadas por um operador do banco, crise na gestão e milhares de cortes de postos de trabalho na instituição.

Veja ainda o texto denominado Como Quebrar uma Empresa (banco também é empresa).