início > textos Ano XX - 13 de dezembro de 2018



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SOCIALIZAÇÃO DOS PREJUÍZOS COM INADIMPLENTES

SOCIALIZAÇÃO DOS PREJUÍZOS COM INADIMPLENTES

BRASIL QUER SALVAR OS NEOLIBERAIS DA FALÊNCIA CAUSADA POR INADIMPLENTES

São Paulo, 19/09/2018 (Revisada em 24/10/2018)

Referências: Desfalque no Tesouro Nacional - Títulos Públicos como lastro de Operações Compromissadas para financiar Défice Público - Orçamento Nacional, Banco Central e COPOM = Crime de Lesa-Pátria, Banco do Brasil Comprando Derivativos de Crédito de Bancos Privados = Títulos Emitidos por Inadimplentes, Fundos de Investimentos Abutres = Títulos Podres e Privatização. Contabilidade de Custos - CUSTO BRASIL = Corrupção, Doleiros, Lobistas e Corruptores. Terceirização. Fraudes em Licitações Públicas. Sonegação Fiscal, Blindagem Fiscal e Patrimonial em Paraísos Fiscais = Lavagem de Dinheiro Sujo. Neocolonialismo = Multinacionais = Transnacionais = Cartel Internacional. A Inadimplência Causada pelos Neoliberais.

  1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
  2. TEXTO PUBLICADO PELO THE INTERCEPT BRASIL
  3. NO TEXTO EM DESTAQUE UMA COISA IMPORTANTE NÃO FOI DITA
  4. PAULO SKAF E O PROGRAMA ENERGIA A PREÇO JUSTO
  5. AS PRIVATIZAÇÕES DO BB DA CAIXA E DO BNDES SÃO IMPOSSÍVEIS DE FAZER
  6. O POVO ASSUMINDO OS PREJUÍZOS DOS BANCOS = CANIBALISMO ECONÔMICO
  7. CONSEGUINDO AS VERBAS PARA O CAIXA DOIS DA CAMPANHA ELEITORAL
  8. EM 1996, O GLOBO MOSTRAVA QUE BB E CAIXA SALVAVAM BANCOS PRIVADOS
  9. VÍDEO: ROBERTO REQUIÃO DETONA A CORRUPÇÃO E O CAPITAL VADIO

Coletânea por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE e por  Fábio de Freitas Parada - Bacharel em Direito.

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Umas das páginas na Internet atribuídas ao site The Intercept diz que aquele site foi lançado em 2014 com o objetivo de produzir um jornalismo destemido e combativo. Eles acreditam que o jornalismo deve promover [a máxima] transparência [das informações], responsabilizando instituições governamentais e corporativas. Portanto, seus jornalistas contam com a liberdade editorial e o suporte jurídico necessários para desempenhar tal missão.

Na realidade, todo o descrito no parágrafo anterior é o que vem fazendo o contador, auditor, perito contábil, inspetor, analista contábil na esfera micro e macroeconômica e foi ainda coordenador de grupos de fiscalizadores (auditores) do Banco Central do Brasil (de 1976 a 1995). Como servidor público, exerceu a honrosa posição de facilitador de aprendizado na ESAF - Escola de Administração Tributária do Ministério da Fazenda (de 1984 a 1998) e desde 1999 vem atuando como coordenador deste COSIFE, sítio da Rede Mundial de Computadores.

Embora quase todos os seus visitantes saibam disto, torna-se importante novamente explicar que sempre se prendeu à divulgação de atos e fatos contábeis, econômicos, administrativos, operacionais e financeiros que, considerados ilegais (simulados ou dissimulados), podem comprometer não somente a reputação de empresários e contabilistas, como também a de servidores públicos desavisados ou que não tenham a necessária experiência prática, teórica e científica para que consigam entender os trâmites empresariais e os atos nada louváveis diuturnamente praticados no sistema financeiro nacional e internacional, em que se incluem o mercado de capitais, onde também são praticadas fraudes ou crimes contra investidores e contra as entidades públicas.

Veja quais são os crimes praticados em Direito Econômico.

Diante dessa premissa irrefutável (incontestável), o sistema financeiro brasileiro e internacional apresenta-se como verdadeiro intermediador da imensa sonegação fiscal que se processa com o indispensável auxílio dos senhores feudais detentores de paraísos fiscais.

Veja em As Ilhas do Inconfessável a Lista Negra dos Paraísos Fiscais publicada na Instrução Normativa RFB 1.037/2010. Veja outros textos sobre o aqui colocado em Tudo sobre Paraísos Fiscais.

Então, correlacionado com tudo isto, em 09/08/2018 no referido The Intercept Brasil foi publicado o seguinte:

2. TEXTO PUBLICADO PELO THE INTERCEPT BRASIL

Coletânea por Fábio de Freitas Parada - Bacharel em Direito.

THE INTERCEPT BRASIL

 Com anotações [entre colchetes], endereçamentos complementares, negritos e itálicos por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenado do COSIFE

QUANDO O JORNALISMO se refere a esse ente abstrato chamado “mercado”, saiba que é apenas o nome impessoal dado a um punhado de empresas do setor financeiro, de origem nacional e estrangeira, cujas sedes [em paraísos fiscais possuem escritórios, dependências ou representantes legais no Brasil que] se concentram no Rio e em São Paulo.

O Banco Central divulga semanalmente o Relatório Focus, que apresenta as expectativas do “mercado” sobre uma série de variáveis econômicas. Em seu último número, [publicado antes de 09/08/2018], vê-se que “ele” [o mercado] esperava para 2018 uma inflação de 4,11%, e de 4% para 2019 e 2020.

O valor científico dessas previsões é próximo de zero, já que os economistas não acertam sequer a inflação do mês corrente. Mas isso não significa que elas [as previsões feitas nas coxas] são inúteis. O fato de o mercado projetar uma inflação no centro da meta para os anos vindouros, significa que [o mercado] está tranquilo em relação ao próximo governo do país.

Na República Velha, que durou entre 1889 e 1930, São Paulo era café, e os cafeicultores elegiam seus presidentes. Na Nova República, São Paulo é derivativos, e o setor financeiro elege seus presidentes.

Mesmo quando um outsider ameaça romper a política do café-com-leite moderno, ele é obrigado a beijar a mão do “mercado”.

Exemplo claro disso foi Lula em 2002, com sua Carta aos Brasileiros e a [impositiva] escolha de Henrique Meirelles para comandar o Banco Central. Meirelles era àquela altura deputado federal eleito pelo PSDB e ex-funcionário da alta cúpula internacional do Bank Boston [incorporado pelo Banco Itaú]. Ou seja, [Meirelles] era um digno representante dos que mandam nesta terra, feito o filho bacharel de um grande cafeicultor de Campinas no início do século passado.

Agora, o Plano A do “mercado” é Alckmin. Além de paulista, e com bom trânsito nas regiões da Paulista e Vila Olímpia, sede de grandes empresas e bancos, Alckmin tem sua equipe econômica liderada por Pérsio Arida.

Arida é ele mesmo um desses milionários do “mercado”, sendo quem assumiu o controle do banco BTG Pactual quando André Esteves foi para o xilindró, na esteira da queda de Delcídio do Amaral.

Nascido em São Paulo, Arida é doutor em Economia pelo MIT, o badalado Massachusetts Institute of Technology [instituição incumbida da lavagem cerebral de estudantes oriundos do Terceiro Mundo, o colonizado e neocolonizado]. Tornou-se nacionalmente conhecido no início dos anos 1980 como professor da PUC-Rio, quando elaborou um plano de combate à inflação junto com André Lara Resende, que serviria de base para o Plano Real.

[Como representante Capital Estrangeiro, tal como Meirelles e muitos outros] Arida trabalhou na burocracia estatal já no governo Sarney, durante a implementação do Plano Cruzado [que fracassou]. Depois voltou à cena no governo FHC, dirigindo o Banco Central e o BNDES. Na época do BC, surgiram denúncias de que ele teria repassado informações privilegiadas para Fernão Bracher do banco BBA, banco de investimentos que administra fortunas incorporado pelo Itaú em 2002.

Saindo do governo, [Arida] entrou pela porta da frente do “mercado”.

Arida é um liberal. Em entrevista recente disse: “O Estado tem de deixar de ser empresário. O que as pessoas querem hoje e o que Brasil precisa é de uma economia dinâmica. Para isso, não precisa de estatal”. Acredita que o Brasil não pode crescer mais de 2% ao ano, bem como que os juros bancários só poderão ser reduzidos se forem retiradas as interferências governamentais [como protetor dos menos favorecidos - função do CADE para evitar CARTEL e DUMPING]. Subsídios creditícios (créditos subsidiados, determinados pelo governo) e crédito direcionado (créditos com destino específico fixado também pelo governo), acredita, são as causas dos juros elevados. Portanto, Arida acredita que não há nada de errado com os bancos.

Sua proposta é, resumidamente, a de avançar nas privatizações, abrir a economia à competição internacional [Crime de Lesa-Pátria] e reduzir a regulamentação estatal sobre o funcionamento dos mercados.

[Assim sendo, ARIDA seria partidário do CANIBALISMO ECONÔMICO centrado no SALVE-SE QUEM PUDER].

No caso do Plano "A" falhar, o “mercado” está claramente disposto a acionar seu Plano "B": Bolsonaro.

[As declarações de Bolsonaro] afirmando ser ignorante em assuntos econômicos têm duas dimensões.

  • A primeira, suas óbvias limitações cognitivas.
  • Segunda, e mais importante, sinaliza ao “mercado” que todas as coisas que disse ao longo de sua vida parlamentar sobre assuntos econômicos, que tendiam para um nacionalismo do tipo Médici-Geisel, eram palavras ao vento de um incauto.

A equipe econômica de Bolsonaro é liderada por Paulo Guedes.

Guedes é doutor em Economia pela Universidade de Chicago, [ou seja: também recebeu doutrinação estrangeira] a mais famosa escola econômica liberal do mundo. Como Arida, teve seu momento como acadêmico, lecionando na PUC e na FGV do Rio. No início dos anos 1980, foi um dos fundadores do Banco Pactual, que está na origem do BTG Pactual há pouco mencionado.

Coincidência? Quiçá.

A verdade é que o universo das grandes finanças do nosso país é pequeno. E o BTG Pactual orgulha-se de ser o quinto maior banco brasileiro, e o maior banco de investimento “puro sangue” da América Latina.

Estamos, pois, falando de uma máquina de fazer dinheiro em grande escala e cujos donos interferem de maneira republicana (ou não) nos rumos da política nacional.

Guedes era um dos dirigentes da Bozano Investimentos, empresa do bilionário Júlio Bozano (que ganhou uma bolada na época das privatizações dos anos 1990). A empresa tem hoje uma carteira de investimento acima dos 3 bilhões de reais

Guedes é também um dos principais nomes do Instituto Millenium, o think tank ultraliberal, cujo panteão de colunistas conta com grandes nomes do “mercado”, como Gustavo Franco e Alexandre Schwartsman, para ficar nos mais conhecidos.

[Torna-se importante observar que todos os dirigentes do Banco Central, desde a sua fundação em 1964 pelo Governo Militar Golpista  de 1964, tendenciosamente sempre trabalharam em favor do Grande Capital e por isso nada fizeram em favor dos trabalhadores, nem para os do Banco Central que sempre se esforçaram para combater os desmandos administrativos daqueles, principalmente depois de constituído o SINAL - Sindicato dos Funcionários do Banco Central]

A “agenda Guedes” é a mesma de Arida, mas sob o efeito de anabolizantes.

[Bolsonaro, criticando a inversa pretensão de Paulo Guedes, disse que quer um país sem impostos. Logo, isto só será possível se as grandes empresas brasileiras e estrangeiras existentes no Brasil forem estatizadas. Isto é, controladas pelo governo na forma de sociedades de economia mista tal como é o BB - Banco do Brasil e a Petrobrás. Assim, os impostos existentes seriam substituídos pela distribuição de dividendos e de lucros acumulados se não forem necessários ao desenvolvimento da própria empresa. Esses lucros acumulados poderiam ser usados para participação acionária em outras empresas de economia mista controladas pelas três esferas de governo: Federal, Estadual e Municipal, que fossem utilizadas como empreiteiras de obras públicas, necessárias ao desenvolvimento nacional de forma integrada.]

E SE TUDO der errado, há ainda Marina Silva, que viveu encangada [submetida, subjugada] com Neca Setúbal, filha do fundador e sócia do banco Itaú. O maior banco privado do país (junto com Bradesco) e uma de nossas grandes multinacionais. Cabe lembrar que Itaú, BB, Caixa e Bradesco controlam quase 80% de todos os depósitos bancários do país.

Marina conta ainda com o auxílio de Lara Resende, parceiro intelectual de Arida nos anos 1980.

Lara Resende tem currículo parecido com os dois anteriormente citados: doutor pelo MIT, passagem pela academia, pela burocracia estatal e pelo “mercado”. [Ou seja: é mais um daqueles doutrinados no exterior]

Foi recentemente apedrejado por seus pares, quando suspeitou de que poderia haver algo de errado no sistema financeiro nacional, dono das maiores taxas de juros.

Lara Resende, porém, está a anos-luz de ser um heterodoxo ou outsider. Só vacilou em sua fé.

Enfim, não tem como dar errado. O “mercadojá elegeu seu próximo presidente.

Não se governa país algum indo-se contra a elite econômica local. E a elite econômica do Brasil de hoje são as empresas financeiras.

A nós, resta o voto de cabresto desse CORONELISMO repaginado.

NOTA DO COSIFE:

Assim, ao contrário do que cantava ou ainda canta Milton Nascimento, com a eleição de tais candidatos, TUDO SERÁ COMO ANTES, porque as peças desse xadrez, aqui mencionadas, têm a cabeça feita pelos ultraliberais que colocaram os STATES como PAÍS mais endividado do mundo. Mas, são eles os emissores daquele papelucho verde tão SEM LASTRO tal como também são as moedas virtuais criptografadas.

Então, com eles na condição de gestores das Políticas Econômica e Monetária, no Brasil acontecerá (e no Governo Temer já estava acontecendo) como lá no país do capitalismo bandido dos barões ladrões, onde o empobrecimento da população está cada vez mais visível, conforme vem afirmando Paul Krugman, que recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2008, justamente no ano em que ficou patente a falência econômica (por enquanto irreversível) dos Estados Unidos da América.

Diante desse incontestável fato, podemos dizer que os ianques também estão sendo vítimas do NEOCOLONIALISMO PRIVADO implantado pelas multinacionais ou transnacionais, sediadas em Paraísos Fiscais, que se apresentam como gestoras um novo tipo de Regime Feudal que recebeu a alcunha de NOVA ORDEM MUNDIAL.

Veja em O Pessimismo do Presidente do Banco Central - A Política Econômica dos Países Capitalistas Vai Mal - 24/07/2012

Veja ainda: O Sonho Americano é Uma Ilusão - Problemas Norte-Americanos: Imigração e Desigualdade Social - 24/03/2015

3. NO TEXTO EM DESTAQUE UMA COISA IMPORTANTE NÃO FOI DITA

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE, com a colaboração de Fábio de Freitas Parada - Bacharel em Direito.

O que se quer mostrar neste tópico não se refere às candidaturas à Presidência da República do Brasil acima comentadas. Trata-se das candidaturas ao Governo do Estado de São Paulo que muito têm influenciado nas decisões nacionais, inclusive em prejuízo de todos os brasileiros, conforme será demonstrado a seguir.

Correndo por fora nessa verdadeira pista de um jóquei clube vem o Paulo Skaf que indiscutivelmente foi o mentor da destruição de Dilma Russeff e das pretensões do PT de continuar governando o Brasil.

Vejamos como se processou essa lógica não percebida pela grande maioria das pessoas.

Paulo Skaf estabeleceu-se quase que definitivamente como líder dos grandes industriais brasileiros filiados à CNI - Confederação Nacional da Indústria e principalmente dos grandes industriais filiados à FIESP - Federação da Indústrias do Estado de São Paulo.

Durante à campanha do Governo do Estado de São Paulo contra Dilma Russeff, no seu primeiro mandato e principalmente depois de reeleita, derrotando o PSDBista Aécio Neves, Skaf apareceu Avenida Paulista pelo menos numa daquelas passeadas promovidas pela Extrema Direita (Elite Oligárquica ou Escravocrata ) incentivando e liberando seus comandados para que participassem de uma nova epopeia semelhante àquela chamada de Marcha com Deus pela Liberdade dos que acreditavam que o comunismo era um perigo para o mundo.

Claro que o comunismo era perigo, mas não exatamente para o mundo. Justamente em razão de os comunistas terem se AUTODESTRUÍDO, com a indispensável participação antinacionalista de Gorbachev e Yeltsin, atualmente o mundo se concentra nas mãos de poucos magnatas capitalistas que são os controladores das multinacionais cujos produtos dominam as prateleiras dos supermercados não somente no Brasil como no resto do mundo.

E grande parte das básicas mercadorias produzidas aqui no Brasil é exportada como matéria-prima (in natura). Depois da industrialização efetuada no exterior, especialmente nos paraísos fiscais industriais, o produzido com nossas matérias-primas é recomprado pelos brasileiros elitistas porque eles acreditam que o fabricado no exterior (mesmo com a utilização de trabalho escravo) é melhor que o produzido aqui pelos liderados por Paulo Skaf.

Assim agindo, a nossa elite escravocrata inocentemente tem deixado que os exorbitantes lucros das multinacionais, conseguidos com as riquezas naturais do Povo brasileiro, fiquem sem tributação em paraísos fiscais.

Enquanto tudo isso ocorre, a nossa elite (preconceituosa, discriminadora e inerte) acompanha o empobrecimento da nossa população, com o consequente aumento da criminalidade, que não lhe deixa sair das dependências do condomínio fechado em que está aprisionada ou de um shopping center de alto luxo, apinhado de paramilitares (seguranças).

Em razão desse fato, quase todos aqueles que marcharam contra o comunismo, atualmente são obrigados a conviver com as chamadas de comunidades (comunas) dos empobrecidos pela falta de emprego e/ou da falta de salários justos. Assim sendo, os brasileiros mais favorecidos também moram em comunas chamadas elegantemente de condomínios fechados tais como os implantados pelos militantes do Partido Comunista em Israel (Kibutz = Comunas).

As grandes indústrias instaladas no Brasil (brasileiras e estrangeiras), assim como os condomínios fechados, transformaram-se em ilhas de prosperidade cercadas de favelas por todos os lados.

Veja informações complementares em O Capitalismo Neoliberal Anarquista e os Dogmas Econômicos.

Então, para que os industriais brasileiros continuassem a produzir aqui (e não na China ou no Paraguai), os liderados por Skaf começaram a exigir a Desoneração da Folha de Pagamentos (redução de contribuições previdenciárias e redução dos Direitos Trabalhistas).

Por sua vez, os membros do PT entenderam que bastava reduzir as contribuições para a Previdência Social. Mas, não era somente isto o que eles queriam.

Por isso colocaram Michael Temer no Governo para que fosse possível a indireta anulação do contido no artigo 6º da Constituição Federal de 1988 que versa sobre os Direitos Sociais dos Trabalhadores.

Ou seja, os industriais liderados por Paulo Skaf queriam ou querem a implantação de um indireto sistema escravagista, em que os empregados diretos (com carteira de trabalho assinada) ou indiretos (autônomos ou microempreendedores) nenhum direito social tenham.

Diante dessa pretensão, os empregados devem trabalhar até que não mais tenham a força física necessária. Foi o que tentou fazer Michel Temer com a sua escravizante Reforma Trabalhista e Previdenciária.

Veja em Reforma Trabalhista - Caminhando para o Trabalho Escravo (18/10/2010).

4. PAULO SKAF E O PROGRAMA ENERGIA A PREÇO JUSTO

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE, com base na coletânea efetuada por Fábio de Freitas Parada - Bacharel em Direito.

Durante sua gestão na FIESP, PAULO SKAF encabeçou o Programa ENERGIA A PREÇO JUSTO. Veja no site da FIESP.

A importância desta advertência reside no fato de que a nossa Mídia Mercenária vem colocando a culpa em Dilma Russeff, embora tenham sido os adversários dela os verdadeiros culpados pelo insucesso do citado programa idealizado por Skaf para reduzir os custos de produção de seus liderados. Vejamos:

Querendo agradar aos grandes empresários brasileiros e multinacionais, no Governo Dilma foi lançado o Programa "Energia a Preço Justo" de Skaf, que ensejou o Programa Nacional de Energia de Dilma para criar um novo patamar de custos no Brasil. Porém, 5 Estados da Federação roeram a corda. Ou seja, Não firmaram o acordo. Quais eram?

Foram os Estados de Santa Catarina governado pelo DEM e os Estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás governados pelo PSDB.

Aqueles governadores justificaram a falta de apoio à redução dos custos operacionais das indústrias daqueles Estados da Federação dizendo que tais subsídios estatais iriam prejudicar os rendimentos (lucros e dividendos) dos acionistas das empresas estaduais de energia elétrica que foram privatizadas.

Roberto Requião (do Paraná) cita tal fato (a privatização das empresas públicas) no vídeo que se encontra no final desta página.

E quem comprou as empresas estatais privatizadas? É fácil de supor. Obviamente aqueles desgovernadores não as venderam para seus adversários políticos.

Então, para o cumprimento do tal Programa, o Tesouro Nacional foi obrigado a assumir a diferença (o aumento) desse custo operacional imposto por tais governadores às indústrias estabelecidas em seus respectivos Estados da Federação.

Assim fazendo, tais governantes revelaram-se como grandes inimigos dos micros, pequenos e médios empresários e também inimigos dos trabalhadores que passaram a pagar mais pelos serviços públicos e pelos produtos consumidos.

Ou seja, tais governadores contribuíram para o aumento da inflação que depois foi combatida com o desemprego em massa que gerou a recessão e a inadimplência de mais de 60 milhões de brasileiros que adquiriam bens financiados a longo prazo.

Dessa forma, tais governadores também quebraram o sistema financeiro e no todo provocaram a redução do nosso PIB - Produto Interno. Em síntese, provocaram o total desgoverno assumido por Michel Temer.

E depois que Temer se apoderou do Brasil, Paulo Skaf levou à presença do nosso querido desgovernador muitos industriais que solicitavam empréstimos do BNDES para que pudessem reerguer suas industrias, que foram fechadas para gerar desemprego e assim prejudicar o Governo Dilma.

Mas, Temer não atendeu aos reclamos de Paulo Skaf e de seus liderados, obviamente dizendo a eles que não existiam verbas, por falta de Arrecadação Tributária incidente sobre o consumo popular. E ainda explicou:

O Povo não está comprando justamente em razão da falta de emprego. E esse desemprego foi artificialmente gerado pelos industriais que se destacaram como grandes inimigos dos trabalhadores. Por isso querem implantar o INDUSTRIA 4.0.

Como não existe remédio para essa doença viral criada por economistas ortodoxos e pelos engenheiros da mecatrônica industrial, o Brasil está se endividando muito rapidamente em razão das altas taxas de juros pagas pelo Tesouro Nacional por intermédio do Banco Central para o financiamento do défice no Orçamento Nacional. Pior é que esse financiamento do défice público está sendo efetuado por meio de operações compromissadas por recompras a curto prazo, lastreadas com encalhados títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional.

Temer deve ter bradado: Pára esse TREM que eu quero descer antes que ele definitivamente despenque no próximo precipício.

5. AS PRIVATIZAÇÕES DO BB, CAIXA E DO BNDES SÃO IMPOSSÍVEIS DE FAZER

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE, com a colaboração de Fábio de Freitas Parada - Bacharel em Direito.

Por que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES não podem ser privatizados?

Legalmente, podem. Porém, verdadeiramente não podem. Por quê?

Porque, se esses importantes bancos estatais forem privatizados, pergunta-se:

Quem assumirá os eternos Prejuízos Acumulados pelos incompetentes Neoliberais sonegadores de tributos?

Na realidade, historicamente os Neoliberais não conseguem sobreviver sem benesses governamentais. Quando conseguem lucrar, esses lucros são privatizados entre seus pares, para serem gastos em megalomaníacos SINAIS EXTERIOR DE RIQUEZAS supérfluas que não geram receitas e sim despesas.

Então, quando amiúde sofrem prejuízos, estes são socializados, assumidos pelo governo. Ou seja, são assumidos por bancos estatais que lhes emprestaram com juros subsidiados o dinheiro que não tinham para constituição de suas empresas. Isto é, os custos da incompetência neoliberal são assumidos pelo Governo e são repassados aos eleitores na forma de cobrança de Tributos incidentes sobre o consumo popular.

Assim sendo, não havendo bancos estatais, pergunta-se novamente:

Quem financiará as empresas de verdadeiros nacionalistas ou patriotas que de fato queiram trabalhar em prol do desenvolvimento da Nação sem a internacionalização (blindagem fiscal e patrimonial) de seus bens direitos e valores em paraísos fiscais?

É claro que os empresários realmente honestos não são muitos, porém, eles existem.

6. O POVO ASSUMINDO OS PREJUÍZOS DOS BANCOS = CANIBALISMO ECONÔMICO

Alguém lendo um texto publicado por um jornal, questionou:

Se um Banco repassa sua PDD para uma empresa de cobrança ou factoring, por qual percentual será comprada a dívida?

Primeiramente torna-se necessário explicar o que é o PDD tão repetido pelos enganados jornalistas.

PDD é a sigla relativa à Provisão para Devedores Duvidosos que nas instituições do sistema financeiro é calculada mensalmente de conformidade com as normas expedidas pelo Banco Central (impostas pelo Comitê de Supervisão Bancária de Basileia). A forma de cálculo dessa Provisão está explicada no COSIF 1.6 - Operações de Crédito.

Porém, de conformidade com a Legislação Tributária Brasileira essa provisão não é dedutível para efeito do cálculo do IRPJ (Imposto de Renda - Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social do Lucro Líquido).

Para que sejam dedutíveis esses custos ou essas perdas com a inadimplência, só podem ser contabilizados como Despesa Operacional os valores encontrados de conformidade com a legislação compilada no RIR/1999 com suas eventuais alterações.

Veja em Perdas no Recebimento de Créditos.

Agora vamos ao cálculo do Valor Presente de um Ativo Financeiro.

No site da CETIP existem diversos cadernos explicativos, um para cada tipo de Títulos ou Valores Mobiliários (TVM) registrados e liquidados por intermédio daquela Câmara de Registro e Liquidação de TVM - Títulos e Valores Mobiliários. Mediante fusão ou incorporação, agora a CETIP está dentro da B3 - Brasil, Bolsa, Balcão que é a nova denominação da antiga BOVESPA que foi transformada na BM&F-BOVESPA.

Veja explicações complementares no MTVM - Manual de Títulos e Valores Mobiliários, cuja atual compilação foi elaborada pelo coordenador deste COSIFE.

Em síntese, levando-se em conta as NBC - Normas Brasileiras de Contabilidade, deve ser calculado o valor presente da dívida, com base na taxa de juros que o banco está cobrando daquele tomador do empréstimo.

Porém, as taxas de juros podem variar diariamente (taxa de mercado) assim como a cotação do dólar varia e também varai a Taxa DI dos CDI - Certificados de Depósitos Interfinanceiros. Taxa DI é um índice negociado na Bolsa de  Mercadorias e Futuros que tem como intuito proteger os ativos e passivos financeiros das altas variações ocorridas com as taxas de juros. Portanto, trata-se de uma operação de HEDGE (seguro ou proteção).

Entretanto, como no caso em questão, trata-se da dívida de um cliente inadimplente, que não tem os recursos financeiros e patrimoniais necessários à liquidação da sua dívida, por estar desempregado, a venda do correspondente Derivativo de Crédito pelo banco credor pode ser efetuada por valor inferior ao seu valor presente (com deságio) ou por valor superior (com ágio). Na realidade, geralmente é cedido um deságio pelo banco que ficou insolvente simplesmente porque seus clientes desempregados estão na categoria de inadimplentes.

Para se fazer uma estimativa de quanto um banco quer receber pela venda dos títulos emitidos por inadimplentes é preciso simular uma operação.

Como exemplo, poderíamos supor que o cliente estava pagando juros de 300% ao ano e a dívida inicial seria de 100 unidades monetárias.

Então o valor total da dívida inicial (capital + juros) para pagamento em prestações mensais seria de 400 unidades monetárias. Isto, considerando-se que o banco fez o empréstimo a juros simples para facilitar os cálculos neste exemplo (e não a juros compostos, como seria o normal).

Assim também acontece nos casos de Portabilidade de Créditos.

Nestes casos, embora exista certa burocracia, na prática o cliente de um Banco A que está cobrando 300% de juros ao ano, consegue um empréstimo no Banco B a taxa de 100% ao ano. Então, o inadimplente pede que aquele Banco A faça o cálculo de sua dívida para pagamento à vista. Pega o dinheiro emprestado no outro Banco B a 100% ao ano e paga a dívida existente no Banco A. E passa a pagar as prestações mensais ao Banco B.

Essa complicada questão foi colocada porque muitas pessoas no Facebook estão ironizando a promessa do presidenciável Ciro Gomes quando diz que vai tirar 63 milhões de pessoas do SPC, do Serasa ou ainda do Cadastro de Inadimplentes administrado pelo Banco Central. Veja no MNI 2-17 - SCR - Sistema de Informações de Crédito.

Então, alguns participantes do facebook pediram uma explicação de como são negociados os Derivativos de Crédito lastreados com Títulos de Crédito emitidos por tomadores de empréstimos bancários.

Como não existe muito dinheiro em circulação em razão do alto índice de desemprego que atinge aquelas mais de 60 milhões de pessoas que não estão ganhando o suficiente para pagamento de suas dívidas, certamente no eventual governo de Ciro Gomes ou do Fernando Haddad e até mesmo do Jair Bolsonaro os BANCOS PÚBLICOS irão reestruturar essas dívidas com juros mais condizentes com a realidade internacional, comprando essas dívidas de inadimplentes dos BANCOS PRIVADOS credores, que estão com dificuldades para resgatar os CDB - Certificados de Depósitos emitidos para captação dos recursos financeiros a serem emprestados.

Em síntese, desde que o desemprego em massa causou esse descompasso econômico ocorrido a partir do Governo Dilma e que se tornou alarmante no Governo Temer, os bancos privados brasileiros paulatinamente estão perdendo o seu Patrimônio da mesma forma como aconteceu com o banco imobiliário e hipotecário norte-americano Lehman Brothers que gerou a Crise Mundial de 2008, porque ficou durante muito tempo Manipulando (falsificando) suas Demonstrações Contábeis para que não ficasse visível que estava falido.

Nestes casos, assim como tentou fazer o Lehman Brothers, os bancos brasileiros credores dos inadimplentes, para que possam captar dinheiro no mercado financeiro e de capitais, podem vender Derivativos de Crédito. Ou seja, o Banco Credor dos Títulos Podres (de inadimplentes) emite um Certificado de Títulos de Crédito lastreado pelos emitidos por inadimplentes, títulos estes que são protestáveis.

O Protesto de Títulos de Crédito pode ser resumido como Ato Jurídico por meio do qual se registra a falta de pagamento de um título de crédito, a fim de receber a dívida por vias judiciais.

Os Ativos dos bancos credores de empréstimos concedidos são os contratos de empréstimos ou de financiamentos. Os títulos de crédito emitidos por clientes tomadores dos empréstimos bancários (Cédulas de Crédito Bancário entre outros títulos protestáveis) são as garantias de pagamento por meio de protesto judicial que podem resultar em Penhora de Bens pelo Poder Judiciário em defesa da integridade patrimonial das pessoas jurídicas credoras.

Embora tudo isto esteja previsto em lei, na prática resume-se na permanente transferência do patrimônio dos menos favorecidos para os mais favorecidos, resultando em maior concentração da renda nas mãos de poucos, conhecidos como o 1% mais rico.

Essa prática, cada vez mais comum, tem sido chamada de CANIBALISMO ECONÔMICO porque os bens patrimoniais dos devedores (inadimplentes) podem ser arrestados pelo Poder Judiciário. Assim, os menos favorecidos (inadimplentes, desempregados) vão empobrecendo. Por sua vez, os novos detentores daquele patrimônio arrestado tentam vendê-lo aos especuladores e aos aproveitadores da situação adversa dos endividados.

Então, alguns participantes dos questionamentos quiseram saber se os bancos insolventes em razão da grande massa de inadimplentes poderiam lucrar com a venda desses Derivativos de Crédito.

Poderíamos dizer que é possível ter lucros, mas diante da conjuntura atual (no Desgoverno Temer) o mais provável é que consigam apenas reduzir o montante dos prejuízos a serem contabilizados.

Diante dessas premissas surgiu a derradeira questão:

O banco privado detentor de Cédulas de Crédito Bancário, emitidas pelos seus cliente inadimplentes, poderia vendê-las aos bancos públicos?

Suponhamos que o BANCO PÚBLICO comprador dos (ou investidor nos) Derivativos de Crédito seja o Banco do Brasil (que é uma sociedade de economia mista) que tem suas ações negociáveis na Bolsa de Valores.

Suponhamos ainda que o BB comprou os títulos de crédito emitidos pelos inadimplentes em definitivo, não na qualidade de investidor, mas assumindo a total responsabilidade pelo risco de não recebimento dos empréstimos renegociados com os inadimplentes.

Assim, ao receberem o dinheiro vindo do BANCO PÚBLICO, aqueles BANCOS PRIVADOS, que estavam tecnicamente falidos, passam para qualidade de instituições financeiras com seu Patrimônio Líquido integro, sem nenhuma perda significativa contabilizada.

Então, se o BB não conseguir cobrar todas as prestações desses refinanciamentos de dívidas, obviamente poderá chegar a uma condição de irreversível insolvência. Ou seja, o BB passa a ser o único BANCO FALIDO.

Para compra dessas dívidas em definitivo o BB poderia captar dinheiro desses mesmos BANCOS PRIVADOS insolventes mediante a emissão de CDI - Certificados Depósitos Interfinanceiros de longo prazo, sabendo-se que, diante da recessão vivida durante o Governo Temer, nenhum banco privado arriscaria seu patrimônio emprestando para particulares ou para empresas privadas. Nestes casos é bem mais seguro, segundo entendimento dos magnatas internacionais, aplicar em títulos públicos ou em empresas estatais de capital aberto.

Em tempo é preciso explicar que os CDI só podem ser emitidos por instituições financeiras entre outras instituições do sistema financeiro. E, só podem ser vendidos para outras instituições do SFN.

Depois dessas explicações, um dos interlocutores repetiu o que foi dito, segundo ele, por Ciro Gomes:

O importante é não deixar que os bancos privados mantenham como ESCRAVOS os seus clientes inadimplentes, lançando-os no SPC - Sistema de Proteção ao Crédito (dos bancos, neste caso).

Contra esse ato, se eleito Presidente da República, o Ciro Gomes (ou o Fernando Haddad ou o Jair Bolsonaro) na qualidade de representante do Acionista Controlador (que é a União = Brasil como país) obrigaria o BB a comprar esses créditos para repassá-los para empresas de factoring, para empresas de cobrança ou para os chamados de Fundos de Investimentos Abutres que sempre compram os chamados de Títulos Podres que também foram utilizado para compra das empresas estatais privatizadas durante o Governo FHC.

Factoring é outro tipo de empresa que compra dívidas. Mas, só pode COBRAR essas dívidas diretamente dos devedores amigavelmente ou pela via judicial, não sendo permitida a retrocessão (cobrança do vendedor do título de crédito). O mesmo fazem aquelas citadas empresas de cobrança, sabendo-se que estas, assim como as empresas de Factoring são investidores pessoas jurídicas como quaisquer outras empresas. Essas empresas também operam como Abutres. Mas, elas não têm o mesmo cacife dos Fundos de Investimentos Abutres. Nessa qualidade de Abutres também podem agir as Empresas de Securitização de Créditos.

Em seguida um dos interlocutores disse que geralmente os chamados de Fundos Abutres compram dívidas de países para depois fazer uma maracutaia com o governante de plantão que recebe um troco.

Sobre as maracutaias, veja o vídeo sobre a Auditoria da Dívida (brasileira), em que a diretora da homônima ONG, Maria Lucia Fontinelli, explicou em 2016 o que aconteceu com a Argentina. Títulos já vencidos e PRESCRITOS foram comprados por Fundos Abutres. Mesmo assim (sem valor legal), os títulos foram pagos pelo Governo.

No Brasil, fato idêntico aconteceu. Com lastro em títulos prescritos, foram emitidos os tão falados BRADIES.

Neste COSIFE, veja a historieta sobre o Risco Brasil e sobre os Bradies, que foram emitidos em 1994 para vencimento em 2014. Isto significa que o Desfalque no Tesouro Nacional foi efetuado durante o Governo FHC, para pagamento a prazo, e o dinheiro foi obrigatoriamente desembolsado no Governo de Dilma Russeff.

A grande verdade é que Temer e os seus apoiadores, por exemplo, não querem salvar os insignificantes inadimplentes da sanha dos bancos privados, como diria o bocudo Ciro Gomes.

Na verdade os governantes a serviço dos banqueiros querem salvar os BANCOS PRIVADOS que estão falidos por causa da inadimplência, que foi causada pelos industriais filiados à CNI - Confederação Nacional da Indústria, os quais causaram o desemprego em massa. Assim sendo, o Governo estaria transferindo a falência dos BANCOS PRIVADOS para os BANCOS PÚBLICOS.

7. CONSEGUINDO AS VERBAS PARA O CAIXA DOIS DA CAMPANHA ELEITORAL

A estatização das perdas com inadimplentes

Pergunta-se: Quanto vale essa estatização das perdas com inadimplentes em dinheiro (propina) para o CAIXA DOIS da campanha eleitoreira dos falsos representantes do Povo?

Portanto, é bem provável que o BB e a CAIXA paguem bem mais que do que valeriam os TÍTULOS PODRES para que os BANCOS PRIVADOS não tenham prejuízo, sabendo-se que seus controladores seriam obrigados a repor o capital perdido.

Logo, o verdadeiro intento dos inimigos do Brasil  é o de ferrar os bancos públicos que depois terão aumento de capital feito pelo governo.

O GOVERNO ASSUMINDO OS PREJUÍZOS DOS BANCOS PRIVADOS

Dessa forma, poderíamos dizer que indiretamente é o Governo Federal quem estaria assumindo os prejuízos dos bancos privados, porque a inadimplência existe exatamente em razão da política econômica suicida adotada pelo Henrique Meirelles com a anuência de Temer.

É claro que os acionistas minoritários do BB vão reclamar desse prejuízo assumido. Por isso o Governo será obrigado a ficar com o prejuízo. Assim sendo, os neoliberais não seriam tão loucos a ponto de exigirem a privatização do BB e dos demais bancos públicos.

A existência desses bancos públicos é a garantia que os neoliberais têm de nunca perderem a possibilidade de socializar seus prejuízos mediante a cobrança de tributos incidentes sobre o consumo popular.

Afinal, como dizem por aí, são os menos favorecidos entes populacionais que sempre pagam a conta deixada pelos nossos eternos picaretas.

COMO SE PROCESSA O DESFALQUE NO TESOURO NACIONAL

Como não há dinheiro no Orçamento Nacional devido a drástica redução da Arrecadação Tributária ocorrida em razão da falta dos consumidores que estão desempregados e já são inadimplentes, todo esse sistema mais uma vez resulta num DESFALQUE NO TESOURO NACIONAL (Crime de Lesa-Pátria).

Então, para que seja retomado o dinheiro que foi furtado dos cofres do Tesouro Nacional, este será obrigado a emitir Títulos Públicos que serão comprados por sonegadores de tributos escondidos em paraísos fiscais, os quais são os detentores do tal Capital Estrangeiro que o Brasil vai ser eternamente obrigado a aceitar como Salvador da Pátria, para o bem-estar dos grandes sonegadores de tributos que possuem empresas fantasmas (offshore) sediadas em caixas postais em agências dos correios existentes em paraísos fiscais.

Essa é trama escravocrata engendrada pelos praticantes do Neocolonialismo Privado administrado pelas multinacionais ou transnacionais mediante a formação de CARTÉIS por segmentos operacionais.

Aliás, Idalvo Toscano, economista do Banco Central, na Revista Por Sinal 33 de janeiro de 2011, escreveu que, por intermédio do FGC - Fundo Garantidor de Créditos são os bancos públicos que garantem o pagamento das dívidas dos bancos privados falidos.

Veja em Quem Garante os Bancos Privados São os Bancos Públicos, publicado em 21/02/2011.

8. EM 1996, O GLOBO MOSTRAVA QUE BB E CAIXA SALVAVAM BANCOS PRIVADOS

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE, com base em coletânea efetuada por Fábio de Freitas Parada - Bacharel em Direito.

A seguir está a página do Jornal O Globo - Economia, publicada em 17/03/1996, durante o Governo FHC, mostrando e dizendo com outras palavras que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (Bancos Estatais) apresentavam gigantescos prejuízos justamente por absorverem os Prejuízos sofridos pelos Banco Privados, tal como o explicado no tópico acima.

Naquela época aconteceu o mesmo que está acontecendo agora durante o DESGOVERNO TEMER tendo Henrique Meirelles como Ministro da Fazendo e banqueiros na diretoria do Banco Central.

Durante o Governo FHC foi também provocado o desemprego em massa para combater a inflação e isto, tal como na era Temer como vice-presidente e como presidente da República, provocou grande horda de inadimplentes, colocando os Bancos Privados em situação pré-falimentar.

Obviamente, na segunda metade da década de 1990 aqueles Bancos Estatais foram novamente capitalizados mediante empréstimos concedidos pelo FMI - Fundo Monetário Internacional que foram liquidados durante o Governo Lula em razão da grande acumulação de RESERVAS MONETÁRIAS que chegou a quase US$ 400 bilhões, fato INÉDITO (nunca acontecido) em toda a história do Brasil.

Essas Reservas Monetárias acumuladas eram oriundas do grande acréscimo nas exportações brasileiras (mediante incentivos fiscais e financiamentos à Produção Rural) e também em razão do Combate à Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998) e do Combate às Fraudes Cambiais e à Evasão de Divisas (artigos 21 e 22 da Lei 7.492/1986).

Essa intensa ação fiscalizadora, tornou-se possível somente depois da extinção do Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes no início do ano de 2005.

Nessa época, Henrique Meirelles, na posição de figura decorativa na presidência do Banco Central, representando apenas o tal Capital Estrangeiro dos lavadores de dinheiro sujo, foi obrigado a engolir em seco as ordens emanadas inicialmente de Antonio Palocci e depois de Guido Mantega, ambos como Ministros da Fazenda. Durante a gestão de Palocci, o Guido Mantega era Ministro do Planejamento.

Nessa posição, Mantega era membro do CMN - Conselho Monetário Nacional, juntamente com Palocci e Meirelles. Este último ficou na confortável posição minoritária (2 contra 1). Ou seja, para quem ainda não sabe, torna-se importante dizer que Meirelles apenas obedecia as ordens vindas de seus superiores.

Veja também:

BANCOS DO PROER TINHAM DÍVIDA DE R$ 29,3 BILHÕES - Segundo o Estadão de 03/11/2015.

Só falta agora a porta se abrir e ao lado do Novo Presidente da República chegar um novo Dilson Funaro que, com sua TABLITA em 1986, reduziu a dívidas dos Bancos Privados junto ao Banco Central a aproximadamente zero.

Veja em A SANGRIA NOS COFRES PÚBLICOS = DESFALQUES NO TESOURO NACIONAL, publicado em 20/03/2003, mas era parte de apostila distribuída em curso ministrado pelo Coordenador deste COSIFE na ESAF - Escola de Administração Tributária no final da década de 1980.

9. VÍDEO: ROBERTO REQUIÃO DETONA A CORRUPÇÃO E O CAPITAL VADIO

ASSIM, REQUIÃO DETONOU O CANIBALISMO ECONÔMICO

Requião errou: Não foi somente um bilhão que o Trump conseguiu liberar.
TRUMP conseguiu um trilhão e quinhentos bilhões de dólares para gerar empregos nos Estados Unidos.
Temer e seus apoiadores fizeram o inverso. Os investimentos públicos foram proibidos durante 20 anos.