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AS GRANDES EMPRESAS SÃO AS MAIORES SONEGADORAS DE TRIBUTOS

PARAÍSOS FISCAIS CAUSAM A FALÊNCIA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNDIAL

AS GRANDES EMPRESAS SÃO AS MAIORES SONEGADORAS DE TRIBUTOS

São Paulo, 28/04/2015 (Revisado em 10/07/2018)

1. AS GRANDES EMPRESAS SÃO AS MAIORES SONEGADORAS DE TRIBUTOS

  1. O VERDADEIRO INTENTO DA ELISÃO FISCAL É A SONEGAÇÃO DE TRIBUTOS
  2. ESCONDENDO A VERDADE DOS FATOS DANOSOS ÀS NAÇÕES
  3. AS BIG FOUR PARTICIPANDO DO ESQUEMA DE SONEGAÇÃO FISCAL MUNDIAL
  4. OS PARAÍSOS FISCAIS NÃO DEIXARÃO OS PAÍSES CRESCEREM
  5. MERCADORES DE ESCRAVOS - TERCEIRIZAÇÃO VERSUS SEMIESCRAVIDÃO
  6. CONCLUSÃO

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

1.1. O VERDADEIRO INTENTO DA ELISÃO FISCAL É A SONEGAÇÃO DE TRIBUTOS

Embora muitos dos governantes participantes dos G20 tardiamente reconheçam que o Sistema Tributário Mundial está sendo amplamente prejudicado pelos Paraísos Fiscais, todos se esquivam de falar sobre o tema, assim como também não se manifestam os jornalões em todo o mundo.

Os países do G20 são: África do Sul, Argentina, Brasil, México, Canadá, Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia, União Europeia (que representa uns 20 países), Alemanha, França, Itália, Rússia, Reino Unido (que representa 4 países = Inglaterra, Irlanda, Escócia e Gales) e Austrália.

No Relatório do G20, de 16/11/2014, foi reconhecido que os países do Primeiro Mundo, somados aos Estados Unidos e o Japão estão mal das pernas. Só faltou dizer que estão prestes a andar em cadeiras de rodas empurradas pelos países do Terceiro Mundo (o colonizado), que os sustentam principalmente desde a Revolução Industrial inglesa.

Mas, na tentativa de não causar "pânico geral", alguns entendidos dizem que os Estados Unidos, a Inglaterra e o Canadá estão crescendo um pouquinho, embora estejam com grande parte das suas indústrias desativadas, porque foram transferidas para a Ásia, especialmente para a China.

Mesmo diante da transferência das indústrias para a Ásia, os palpiteiros dizem que os países asiáticos e outros emergentes estão perdendo força, mas não dizem o motivo. De fato os países emergentes estão perdendo força porque os seus principais compradores são os países desenvolvidos, que estão falidos.

Essa falência acontece por falta de produção para exportação. Por sua vez, o consumo interno vem sendo suprido por importações. O constante resultado negativo em "conta corrente" (entre as exportações e importações), gerou défices nos Balanços de Pagamentos dos países desenvolvidos, aumentando a Dívida Externa.

De outro lado, a recessão provocada pela fuga das grandes empresas acarretou grande declínio na arrecadação tributária, o que gerou Défices Orçamentários com o consequente aumento da Dívida Interna. O mesmo vem acontecendo no Brasil desde Aécio Neves foi derrotado por Dilma Russeff.

Isto significa que neste século XXI os países desenvolvidos estão com problemas mais graves que os enfrentados pelo Brasil no século anterior. Por quê?

Porque pelo menos nós temos matérias-primas para ser utilizada nas indústrias, eles (os países desenvolvidos) não têm. Dependem dos países que foram colonizados desde os tempos dos descobrimentos marítimos.

Veja explicações complementares sobre os mencionados palpiteiros em A Máscara das Estatísticas e a Farsa das Previsões.

1.2. ESCONDENDO A VERDADE DOS FATOS DANOSOS ÀS NAÇÕES

Para não mexerem com as multinacionais, nem com os paraísos fiscais, os participantes do G20 optaram pelos meios protelatórios, entre eles os "Ajustes Fiscais", comprometendo-se a manter os investimentos em infraestrutura, mesmo que isso cause défices orçamentários.

Isto significa que o resultado final da reunião do G20 (da qual participou Dilma Russeff) foi inexpressivo, diante do mais grave problema enfrentado por todos os países, que é o da sonegação fiscal processada com a cumplicidade dos senhores feudais titulares dos paraísos fiscais e com a conivência das empresas de auditoria conhecidas como "Big Four". Elas prestam serviços também para as grandes empresas brasileiras, inclusive às estatais.

Desde que o COSIFE foi colocado na Internet em 1999, o seu coordenador vem apresentando as falcatruas que os empresários nacionais e multinacionais têm praticado para desmoronamento das Nações. E, tais fatos eram explicados, desde 1984, para auditores do Banco Central, da Recita Federal e da CVM - Comissão de Valores Mobiliários e também desde 1994 no MBA em Finanças (Direito Econômico - Planejamento Tributário) do IBMEC em São Paulo.

1.3. AS BIG FOUR PARTICIPANDO DO ESQUEMA DE SONEGAÇÃO FISCAL MUNDIAL

A Presidenta Dilma, servindo de exemplo aos ex-países industrializados, poderia ter proibir que as empresas brasileiras contratassem os serviços dessas de auditorias independentes, assim como várias empreiteiras de obras públicas foram proibidas de prestar serviços à Petrobrás. Mas, tal como Michel Temer, Dilma nada fez e ainda desonerou (com incentivos fiscais) os verdadeiros inimigos dos trabalhadores, os patrões escravocratas.

Afinal, aquelas citadas empresas de auditoria estão sendo acusadas de prestar serviços para empresas sediadas em paraísos fiscais, que têm como principal objetivo a sonegação de tributos nos seus antigos países de origem e agora fazem o mesmo no mundo todo mediante o subfaturamento das exportações e superfaturamento das importações.

Desse modo, todas aquelas empresas de auditoria estão provocando a falência do sistema tributário mundial que tem resultado em enormes défices orçamentários e no balanço de pagamentos principalmente nos países por enquanto ainda chamados de desenvolvidos.

Uma daquelas empresas de auditoria presta serviços à Petrobras e todas elas devem estar fazendo o mesmo para empreiteiras de obras públicas, grandes bancos, multinacionais e sabe-se lá para quem mais.

Poderíamos até imaginar que seria um plano conspiratório para que Estados Nacionais abstenham-se de qualquer atividade econômica, promovendo a total e urgente privatização do patrimônio público, mesmo com sensíveis perdas para a soberania nacional e com intuito de promover a exploração do trabalho em regime de semiescravidão de 95% das populações.

1.4. OS PARAÍSOS FISCAIS NÃO DEIXARÃO OS PAÍSES CRESCEREM

Obviamente será difícil o mundo voltar a crescer diante de toda essa sangria nos cofres públicos feita pelas grandes empresas, em muitos casos apoiadas pelos falsos representantes do Povo e também pelos auditores independentes multinacionais.

Não resta dúvida de que todas as grandes empresas vêm abstendo-se do pagamento de tributos com a conivência dos políticos em todos os países e com o auxílio das "Big Four".

Todos sabem que, para evitar a tributação, as multinacionais fecharam suas fábricas nos países industrializados, transferindo-as para outros países em que a tributação seja menor ou inexistente. Elas têm preferência pelos países em que é possível a exploração do trabalhador em regime de semiescravidão, razão pela qual no Brasil existem muitos indivíduos favoráveis às reformas trabalhista e previdenciária para que sejam tirados os direitos sociais dos trabalhadores, os quais são sempre taxados de consumistas quando resolvem ter algo somente destinado aos mais ricos.

Por isso, os nossos falsos representantes do Povo no Poder Legislativo, aqueles que defendem somente os interesses dos patrões, querem adotar no Brasil a Doutrina Ultraliberal do Mercadismo que teve seu auge na década de 1990 com a privatização das empresas estatais e com a terceirização da mão de obra trabalhadora.

1.5. MERCADORES DE ESCRAVOS - TERCEIRIZAÇÃO VERSUS SEMIESCRAVIDÃO

Diante dessa onda de autorregulação libertária (anarquista), em 2015, os nossos legisladores mostraram-se dispostos a aprovar nova legislação para definitivamente colocar o empresariado da terceirização como intermediário entre os patrões e seus empregados. Seria a implantação do mesmo sistema existente antes da Lei Áurea, em que os trabalhadores eram negociados pelos Mercadores de Escravos.

Agora o sistema é bem pior.

Naquela época da escravidão, o patrão fazia um investimento na compra do escravo. Logo, precisava mantê-lo vivo, para obter lucro com o seu trabalho. Com a nova Lei o patrão não faz investimento e assim pode escravizar o empregado até à morte, como vem acontecendo em alguns países em que o trabalhador geralmente não ultrapassa os 50 anos de idade. Assim, o trabalhador só chegaria à aposentadoria em razão de acidentes no trabalho, ou seja, por incapacidade física ou mental.

Veja no texto sobre as Sociedades de Capital e Indústria como seria contabilizada a compra dos Escravos e dos Semoventes (animais de tração) e, ainda, a compra dos Passes dos Desportistas, de conformidade com o contido no Código Comercial de 1850.

1.6. CONCLUSÃO

Diante do escrito, considerando que as empresas de paraísos fiscais são maiores sonegadoras de tributos, o leitor apresentaria como solução a isenção de impostos para todas as multinacionais, de modo que elas voltem a operar em seus países de origem.

Pergunta-se: De quem os países vão cobrar os tributos para manutenção da administração de um desenvolvimento integrado?

Parece claro que os países vão ser obrigados a cobrar do Povo, que assim vai empobrecer mais ainda. Além de ganhar pouco ainda será mais pesadamente tributado.

Então: - O que fazer para colocar ordem na casa, acabando com essa bagunça provocada pelas grandes empresas e pelos paraísos fiscais?

Simples, repetindo o que já foi escrito em outros textos. Os governantes dos países devem estatizar as suas respectivas economias, mediante o confisco dos investimentos vindos de paraísos fiscais.

Dessa forma, ninguém precisará pagar imposto porque os governos receberão das suas empresas os lucros ou dividendos sobre suas participações acionárias. E quem tiver economias, poderá investir seu dinheirinho em títulos públicos ou nas ações das empresas estatais.

Para quem gosta de apostar em cassinos, as Bolsas de Valores continuarão a funcionar para que seja possível a compra e venda de ações das empresas estatais e também dos títulos públicos e privados (emitidos pelas empresas).

Este é o único jeito de minorar ou acabar com todos os problemas que vêm sendo enfrentados na economia mundial.

Do mesmo modo como o Brasil, por exemplo, pode combate o desmatamento da Amazônia, pode combater o trabalho escravo explorado pelo empresariado, pode confiscar bens dos traficantes e das organizações criminosas, também pode confiscar os bens das multinacionais e dos auditores que participam dos crimes mencionados nesta página.


(...)

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