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AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA PRIVATIZAÇÃO

MENTIRAS E VERDADES SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DAS TELES

OS MOTIVOS DA ESTATIZAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA

São Paulo, 15/04/2011 (Revisado em 15/03/2019)

Referencias: Terceirização, Privatização das Empresas Estatais de Telecomunicações, Monopólio, Oligopólio, Avaliação de Empresas, Lei 7.913/1989 - Crimes Contra Investidores, Manipulação da Cotações nas Bolsas de Valores por Corretores de Valores. Fiscalização do Mercado de Capitais - CVM - Comissão de Valores Mobiliários. Motivos da Criação das Estatais. Sonegação Fiscal, Lavagem de Dinheiro, Blindagem Fiscal e Patrimonial, Internacionalização do Capital, Fraudes e Desfalques contra o Patrimônio Público. Governabilidade e Desenvolvimento Nacional, Tributos - Receitas Governamentais e Gastos Públicos - Investimentos.

12. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA PRIVATIZAÇÃO

  1. AS ESTATAIS COMO AS MOLAS MESTRAS DO DESENVOLVIMENTO
  2. DEPOIMENTO DE EMPRESÁRIO DO TURISMO
  3. A GERAÇÃO DE EMPREGOS E A CRISE MUNDIAL DE 2008

Por Fábio F Parada - Bacharel em Direito e Américo G Parada Fº - Contador

Aqui o articulista critica a fiscalização governamental, que não pode ser feita porque as Agências Reguladoras são completamente independentes (dissociadas) das Decisões Nacionais. Vejamos o que escreveu:

Se avaliasse com objetividade e isenção os resultados da privatização, o governo federal deveria, sim, aplaudir o novo modelo e lutar por seu aprimoramento constante - com a formulação de políticas públicas ambiciosas e, em especial, com cumprimento de sua obrigação de fiscalizar com rigor a qualidade do atendimento e da prestação dos serviços.

Durante a privatização das estatais foi arquitetada uma forma de tirar do governo a sua tradicional ação fiscalizadora do segmento privado. Isto aconteceu mediante a criação das Autarquias Especiais denominadas Agências Nacionais Reguladoras.

Entre essas Agências Reguladoras está a ANATEL que durante o Governo Lula esteve na mira da Advocacia Geral da União e do Ministério Público Federal devido à inércia nas suas atribuições, obviamente, por corporativismo de seus administradores que se alternam nos postos de comando entre a Autarquia e as suas respectivas empresas de telecomunicações.

12.1. AS ESTATAIS COMO AS MOLAS MESTRAS DO DESENVOLVIMENTO

Por Fábio F Parada - Bacharel em Direito e Américo G Parada Fº - Contador

Como já foi mencionado, quando as empresas estatais foram privatizadas elas já possuíam toda a tecnologia agora utilizada, inclusive a mencionada pelo Jornal da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, Estado de São Paulo, já citado neste texto.

A privatização na realidade teve a intenção de apenas terceirizar a administração das empresas estatais porque os seus mentores (governantes à época) se julgavam incompetentes para realização desse trabalho.

Reforçando a ideia de que a estrutura foi concedida pelo governo e que muito pouco investimento privado foi realizado para o aumento dos canais de transmissão de dados e comunicação, se o custo do investimento fosse repassado para as tarifas, somente os ricos teriam acesso ao setor, pois seriam ainda mais caras.

Mesmo depois das privatizações, os melhoramentos só chegaram aos menos favorecidos brasileiros a partir de 2003. Isto não há como negar. Até os extremistas de direita admitem que tiveram mais lucro depois que povo começou a consumir.

12.2. DEPOIMENTO DE EMPRESÁRIO DO TURISMO

Por Fábio F Parada - Bacharel em Direito e Américo G Parada Fº - Contador

Noutro dia, ainda neste mês de abril de 2011, na Band News, o Sérgio Weib no seu "Giro Business" entrevistava um empresário do ramo do Turismo que elogiava o Governo Lula por ter aumentado o contingente da classe média, que passou a ser o principal consumidor na sua área de atuação empresarial (Turismo).

Portanto, a expansão das telecomunicações, incluindo a da internet, só se concretizou depois que foram criados empregos para que o povo pudesse consumir.

12.3. A GERAÇÃO DE EMPREGOS E A CRISE MUNDIAL DE 2008

Por Fábio F Parada - Bacharel em Direito e Américo G Parada Fº - Contador

O aumento do consumo no setor de telecomunicações tem como mérito o desenvolvimento social ao longo desses anos de governo populista (que governa para o povo). Os direitistas classificam como demérito fazer algo pelo povo. Justamente esse demérito governamental possibilitou que o povo pudesse pagar a 4ª maior tarifa do setor no mundo, porque passou a ter emprego e consequentemente o dinheiro no bolso.

Ao contrário, a partir do Governo Temer, apoiado pelos mentores das privatizações, foi artificialmente gerado o desemprego em massa para deposição do Governo, e assim as empresas de telecomunicações ficaram à beira da falência.

A grande geração de empregos foi a principal razão pela qual o Brasil não sofreu com a Crise Mundial iniciada em 2008, provocada pela bancarrota norte-americana, acontecia em razão da inconsequente teoria neoliberal da autorregulação dos mercados.

Veja outras explicações sobre os problemas que estão sendo enfrentados pelos STATES em razão da sua economia ser totalmente privada em A Internacionalização do Capital Norte-Americano.

PRÓXIMO TEXTO: A INSATISFAÇÃO COM A ADMINISTRAÇÃO DAS TELES