início > contabilidade Ano XX - 25 de junho de 2019



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EMPRESAS PROMOTORAS DE VENDAS

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  • EMPRESAS PROMOTORAS DE VENDAS
  • PROMOTORAS DE CRÉDITO AO CONSUMIDOR
  • PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS AO CONSUMO POPULAR

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DESENVOLVIMENTO DO CRÉDITO NO BRASIL

Texto apresentado no III SEMINÁRIO BANCO CENTRAL SOBRE MICROFINANÇAS - por Ângelo Graciano Bifulco - Diretor da ANEPS (Não mais existe a página em que foi encontrado o texto no site do BANCO CENTRAL, nem no da ANEPS)

HISTÓRICO DA ANEPS

Desde sua fundação, no dia 17 de agosto de 2001, a Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços (ANEPS), tem pautado sua atuação pela defesa do desenvolvimento e da organização do segmento, que tem papel fundamental na história do mercado de crédito ao consumo no Brasil e apresenta elevado potencial de expansão ao longo dos próximos anos.

De lá para cá a entidade tem obtido o reconhecimento de uma parcela expressiva do mercado, através de sua participação em alguns dos principais eventos ligados ao setor do crédito e ao estabelecimento progressivo de canais de diálogo com entidades representativas de diversos segmentos da economia.

EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS AO CONSUMO

As empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Promotoras de Vendas) surgiram para atender à demanda do mercado, que precisava de um canal comercial apropriado para modernizar e racionalizar sua estrutura de atendimento na intermediação e encaminhamento das propostas de crédito. Essas empresas, atualmente já espalhadas por todo o País, prestam Serviços ao comércio e ao mercado consumidor, que foram terceirizados pelo credor ou financiador e são independentes. Elas atuam no estrito respeito à legislação vigente, com destaque para as normas regulamentares expedidas pelo CMN - Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil e ao Código de Defesa do Consumidor. Portanto, prazos, taxas, modalidades, acordos e aprovações de crédito são decisões exclusivas dos financiadores ou credores.

Veja as Normas Regulamentares relativas às Promotoras de Vendas o de Crédito ao Consumo no roteiro de pesquisa e estudo sobre Correspondentes no País = CORRESPONDENTES BANCÁRIOS.

DESENVOLVIMENTO DO CRÉDITO NO BRASIL

O comércio à uma atividade extremamente dinâmica e permanentemente inovadora, adequando-se com muita criatividade e velocidade às mais diversas situações: excesso de demanda, falta de mercadoria, falta ou deficiência de linhas de crédito, políticas econômicas governamentais recessivas ou expansivas; inadimplência...etc.

Especialmente no capítulo do crédito, registra-se uma evolução interessante: num primeiro momento os financiadores detectaram uma boa oportunidade de negócios na disponibilização de crédito para o consumidor, principalmente de bens de alto valor. Logicamente foram "incentivados" pela indústria, principal beneficiada, pela facilidade que teria no escoamento mais rápido de uma produção que passaria a ser cada vez maior, porém sem vocação e recursos para parcelamentos longos de vendas. A satisfação foi geral: para o consumidor por ter seu sonho de consumo realizado imediatamente; para o comerciante e para o industrial por venderem mais e para o país que experimentou um crescimento/desenvolvimento muito rápido.

Nesta fase cabia ao próprio consumidor procurar junto ao sistema de crédito o financiamento mais adequado à sua necessidade o que, obviamente, não só retardava o processo da realização da venda, como desestimulava os negócios.

o demorou, porém, a apresentarem-se soluções: os comerciantes tomaram a iniciativa de identificar, cadastrar e pesquisar seus clientes, enquadrando-os às normas operacionais e de risco do financiador e submetendo-os à sua alise. De certa forma, o que alguns deles já faziam por conta e risco próprio, porém sem técnicas de avaliação de risco mais acuradas. A situação melhorou, havendo mais segurança na concretização das vendas.

O processo, porém, estava em evolução. Como para a indústria, e comércio a imobilização de recursos em equipes de "atendimento ao financiamento" desvirtuava a atividade principal do comerciante e reduzia sua margem de ganho, mesmo quando o financiador dispunha-se a reembolsar parte dos custos deste atendimento. Ao financiador, por outro lado, o formula existente impedia-o de desenvolver seus negócios de forma mais acentuada, oferecendo o seu financiamento de forma mais ampla e variada. Assim, houve uma natural migração da atividade de "captação dos negócios de financiamento" para a estrutura funcional do financiador, adequando-se os interesses.

Mas o comércio, dinâmico e inovador, adequando-se às formas mais modernas e globalizadas de negociação, requer do parceiro financiador procedimento semelhante de sua estrutura de captação dos negócios, o que este tem dificuldades de oferecer porque sua função principal à a identificação de riscos financeiros, fixação de critérios de alise de crédito e elaboração de manuais de procedimentos e bancagem das operações.

E é deste conflito que surgem equipes especializadas na prestação de Serviços de identificação, registro e cadastramento de possíveis candidatos a operações de crédito, nas diversas modalidades existentes, fundamentadas na filosofia de crédito e disposição de correr riscos de cada um dos financiadores, aplicando os critérios de avaliação e procedimentos de segurança de seu interesse.

As Prestadoras de Serviços/Promotoras de Vendas ou Agente Financeiro prospecta e identifica o consumidor ou nicho de negócios que se enquadrem na filosofia de risco e procedimentos do financiador, dinamizando o processo de comercialização dos produtos.

As Prestadoras de Serviços ou Promotoras de Vendas, são na realidade intermediadoras ou eficazes agentes no encaminhamento das propostas de crédito, com base na documentação e "scoring" apresentados. A aprovação ou negociação à feita pelo credor, Banco, Financeira ou Loja Vendedora.

A atividade comercial com respeito absoluto à legislação vigente e especialmente às Normas Regulamentares expedidas pelo Banco Central do Brasil, bem como o Código de Defesa do Consumidor. Os trabalhadores envolvidos não têm vinculo e nem recebem ordens dos credores. As empresas prestam Serviços ao comércio e ao mercado consumidor, que foram terceirizados pelo credor ou financiador e são independentes, atuando no estrito rigor da Legislação vigente. Portanto, prazos, Portanto, prazos, taxas, modalidades, acordos e aprovações de crédito são decisões exclusivas dos financiadores ou credores.


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