início > contabilidade Ano XXI - 13 de novembro de 2019



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CENÁRIO ECONÔMICO MUNDIAL - DIANTE DA CRISE MUNDIAL DE 2008

COMÉRCIO EXTERIOR - IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO

2 - OPORTUNIDADES NO COMÉRCIO EXTERIOR (Revisado em 19-05-2018)

2.2 - CENÁRIO ECONÔMICO MUNDIAL - DIANTE DA CRISE MUNDIAL DE 2008

  1. OS ESTRAGOS FEITOS PELA GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL
  2. EXPLORAÇÃO DA MÃO DE OBRA EM REGIME DE SEMIESCRAVIDÃO
  3. COMO COMBATER A CRISE GERADA PELOS NEOLIBERAIS
  4. COMBATE ÀS MULTINACIONAIS DE PARAÍSOS FISCAIS
  5. O BRASIL COMO CELEIRO DO MUNDO

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

2.2.1 - OS ESTRAGOS FEITOS PELA GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL

Com falência dos países desenvolvidos, que vinha acontecendo paulatinamente desde a década de 1970 e ficou plenamente visível a partir de 2008, os Estados Unidos e os países da Europa foram obrigados a reduzir suas importações para que não fossem tão rapidamente aumentados os déficits nos seus respectivos Balanços de Pagamentos.

Em razão daquele descompasso causado pela teoria neoliberal da autorregulação dos mercados, neste Século XXI houve a ascensão dos chamados de países emergentes (ex-subdesenvolvidos, do Terceiro Mundo), que eram as antigas colônias dos principais países europeus. Essas ex-colônias europeias, depois da Segunda Guerra Mundial foram colonizadas economicamente pelos Estados Unidos, que substituiu a decadente Inglaterra.

Depois da eclosão da Crise Mundial de 2008 mais uma vez iniciada em Wall Street (Centro Financeiro de Nova Iorque) em que pratica as mais arriscadas apostas com Derivativos Financeiros, os Países Emergentes tiveram significativa diminuição de suas exportações para a Europa e para os Estados Unidos, em razão bancarrota daqueles países hegemônicos.

Os mencionados países hegemônicos agora têm elevados déficits em seus Balanços de Pagamentos. Isto é, endividaram-se porque tinham suas importações maiores que as exportações (défices em Conta Corrente). Diante da quebra desses principais países importadores, os países asiáticos também tiveram suas exportações diminuídas porque vinham se revelando como os maiores fornecedores daqueles países falidos.

Diante das perspectivas amplamente negativas dos tradicionais países desenvolvidos, a partir de 2008 o Brasil também passou a ter Déficits em Conta Corrente. Isto é, as exportações brasileiras passaram a ser inferiores às importações, embora no final de 2013 o Brasil ainda tivesse elevadas reservas monetárias, oriundas do grande surto exportador ocorrido durante o Governo Lula.

2.2.2 - EXPLORAÇÃO DA MÃO DE OBRA EM REGIME DE SEMIESCRAVIDÃO

Torna-se importante destacar que os países asiáticos, excetuando-se o Japão, transformaram-se em grandes exportadores porque a mão de obra em seus territórios é muito barata.

Isto significa que, por falta de rígidas leis de proteção ao trabalhador, as empresas chamadas de multinacionais abandonaram seus países de origem, onde o preço da mão de obra é muito elevado, passando a produzir naqueles países em que os trabalhadores sujeitam-se à semiescravidão. Essa migração das grandes empresas para a Ásia foi determinante para a quebra ou bancarrota dos países desenvolvidos.

No Governo Temer, as Reformas Trabalhista e Previdenciária, a Lei da Terceirização e a criação do MEI - microemepreendedor individual e da EIRELI - Empresa Individual de Responsabilidade Limita foram as formas encontradas para possibilitar o uso da mão de obra sem a necessidade da Carteira de Trabalho Assinada. Estes fatos simplesmente

2.2.3 - COMO COMBATER A CRISE GERADA PELOS NEOLIBERAIS

Para que o Comércio Exterior fique novamente equilibrado, culminando com a diminuição dos crônicos déficits nos Balanços de Pagamentos dos países desenvolvidos e também nos seus respectivos Orçamentos Nacionais, será necessário que as empresas evadidas para a Ásia voltem a produzir em seus países de origem.

Como é improvável que as empresas chamadas de multinacionais voltem por espontânea vontade aos seus países de origem, seria preciso estatizar a economia norte-americana (e também a europeia), tal como fez o presidente da república ianque, Franklin Roosevelt, depois da Crise de 1929.

Veja o texto denominado Falsa Economia, que rapidamente explica a atuação de Franklin Roosevelt para combater os malefícios causados pela Crise de 1929.

Com as medidas estatizantes adotadas por Roosevelt, odiado pelos capitalistas, os Estados Unidos tornou-se grande potência mundial durante a Segunda Guerra Mundial. A partir de 1947 começaram as privatizações e a consequente derrocada financeira norte-americana que culminou com a extinção do padrão-ouro para o dólar na década de 1970.

Desde aquela época os problemas financeiros estadunidenses agravaram-se até chegar à derradeira bancarrota em 2008, acelerada pela especulação praticada mais uma vez pelos profissionais e pelos apostadores que militam no mercado de capitais de Wall Street.

Em razão desse descalabro (Jogatina nas Bolsas de Valores), surgiu o Movimento "Occupy Wall Street", que pedia a intervenção governamental naquele Centro Financeiro para acabar com a especulação e com os prejuízos causados ao trabalhadores norte-americanos que também se repercutiu na Europa.

2.2.4 - COMBATE ÀS MULTINACIONAIS DE PARAÍSOS FISCAIS

Como não será espontâneo o retorno das grandes empresas para seus países de origem, os governantes daqueles países, ainda chamados de desenvolvidos, poderiam adotar as drásticas medidas já comentadas nesta página.

O grande problema enfrentado por aqueles povos é que seus governantes estão mais interessados em plenamente abastecer seus bolsos com o "ouro do tolo" do que preservar o muito elevado IDH - Índice de Desenvolvimento Humano de seus eleitores.

A grande verdade é que o Milagre Econômico para os povos dos países hegemônicos definitivamente acabou. Veja em O Sonho Americano é uma Ilusão.

Para que aqueles países voltem a exportar seria preciso colocar em operação as fábricas abandonadas pelos que fugiram para paraísos fiscais cartoriais (ilhas do inconfessável) e industriais (onde ficam as fábricas asiáticas).

Depois das fábricas reativadas naqueles países desenvolvidos, seria necessário proibir a importação de produtos fabricados por aquelas mesmas empresas no exterior, tal como queira fazer o Presidente Trump. Outra medida importante seria o confisco de todos os investimentos oriundos de paraísos fiscais e também daqueles efetuados lá.

Aliás, nem precisaria fazer desse jeito. Bastaria anunciar, dando prazo para que os magnatas voltem aos seus antigos países. Parece óbvio que sem essas medidas extremas, não haverá viabilidade futura para os países que ainda são chamados de desenvolvidos ou hegemônicos.

Depois desse forçado retorno dos magnatas para seus países de origem, não mais haverá como retornar ao neoliberalismo (liberalismo absoluto = autorregulação privada).

Para que os países desenvolvidos voltem a produzir, seus governantes definitivamente precisarão assumir as rédeas de comando da economia, não mais deixando os seus eleitores a mercê de inescrupulosos empresários e de seus inconsequentes executivos.

2.2.5 - O BRASIL COMO CELEIRO DO MUNDO

De toda essa reviravolta dependerá o aumento das exportações brasileiras, sabido que o Brasil é exportador de matérias-primas e de produtos alimentícios. Por isso foi chamado de "celeiro do mundo" durante o Governo Getúlio Vargas, ocasião em que a nossa agricultura ainda não era tão importante (diversificada) como neste Século XXI. Algo semelhante foi dito em 2004 por Norman Borlaug, agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 1970.

Por sua vez, todos os países desenvolvidos terão de fazer como o Japão, importar matérias-primas e utilizar sua cara mão de obra para manufaturar a produção exportável. Mesmo assim, o Japão é altamente devedor (dívida interna = mais de duas vezes o seu PIB - Produto Interno Bruto) porque suas exportações são subsidiadas, mediante a chamada de "guerra fiscal", que mantém o iene artificialmente desvalorizado, em razão dos altos salários reinantes naquele país. É uma forma artificial de redução de custos operacionais, levando-se em conta, ainda, que o Japão está sempre em estado de reconstrução, motivado pelos constantes terremotos.

Veja o texto A Contabilidade de Custos no Japão e seus Reflexos na Economia.


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