início > textos Ano XX - 17 de outubro de 2018



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EM TEMPOS DE CAOS ECONÔMICO E SOCIAL SÓ RESTA ESTATIZAR

EM TEMPOS DE CAOS ECONÔMICO E SOCIAL SÓ RESTA ESTATIZAR

ESTATIZAR OS BANCOS PARA O BRASIL CRESCER

São Paulo, 15/04/2018 (Revisada em 30/04/2018)

Referências: SELIC = 6,5%, Leilões do Tesouro Nacional perto de 20%, Bancos = 400%. Cartel, Oligopólio, Multinacionais, Transnacionais, Paraísos Fiscais. 60 milhões de Inadimplentes. Geração Perdida (Geração NEM NEM = nem trabalha, nem estuda), A Crise do Desemprego Estrutural e Conjuntural. Capitalismo Bandido dos Barões Ladrões.

EM TEMPOS DE CAOS ECONÔMICO SÓ RESTA ESTATIZAR EM BENEFÍCIO DO POVO

  1. O PODER DO CAPITALISMO BANDIDO DOS BARÕES LADRÕES
  2. OS PROBLEMAS CAUSADOS PELO DESEMPREGO E PELAS REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA
  3. O NEOCOLONIALISMO E O LIMBO IRREVERSÍVEL PARA NOSSOS JOVENS
  4. A EXTINÇÃO DOS OPERÁRIOS
  5. COMBATENDO OS COLECIONADORES DE DINHEIRO SUJO
  6. ESTATIZAR OS BANCOS PARA O BRASIL CRESCER

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

1. O PODER DO CAPITALISMO BANDIDO DOS BARÕES LADRÕES

Mais uma vez nos meios de comunicação volta-se a encontrar textos que nos relembram do publicado por este COSIFE há alguns anos. Semelhantes comentários foram veiculados em pelo menos uma emissora de televisão. As demais fazem propaganda dos benefícios de não se ter empregados oriundos das classes "C" e "D" em razão da maciça utilização da robótica. E essa campanha em detrimento dos operários conta com o apoio financeiro do SESI / SENAI / CNI, que propagam como benéfica a apocalíptica 4ª Revolução Industrial.

Em razão de fatos semelhantes ocorridos na década de 1990, neste COSIFE foram publicados os textos:

  1. Geração Perdida
  2. A Crise do Desemprego Estrutural e Conjuntural
  3. Capitalismo Bandido dos Barões Ladrões.

2. OS PROBLEMAS CAUSADOS PELO DESEMPREGO E PELAS REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

Interessante foi o divulgado em 15/04/2018 por aquela emissora de televisão sobre a Geração NEM NEM = nem trabalha, nem estuda. Isto está ocorrendo durante o Governo Temer em razão do extremo índice de desemprego provocado pela caótica política econômica e social levada a cabo pelos nossos extremistas de direta, inimigos dos trabalhadores.

Em síntese, a reportagem explicava que grande número dos nossos jovens entre os 19 e 25 anos de idade não consegue emprego e por isso não tem dinheiro para estudar. Assim as instituições de ensino privadas tendem a falir. Pior, quase todos eles são dependentes da aposentadoria de seus país, que não chega a dois salários mínimos. Isto significa que esses jovens não têm a mínima condição de entrarem no rol dos consumidores. E sem consumo não há arrecadação tributária e também não há geração de novos empregos. Os ex-empregados tornam-se inadimplentes, gerando a insolvência dos bancos e das demais entidades do sistema financeiro.

E o Governo Golpista ainda quer acabar com a previdência social assim como indiretamente está acabando com a Carteira de Trabalho, porque as empresas podem optar pela contratação de MEI - Microempreendedor Individual.

Isto significa que, não mais havendo empregados, também não haverá contribuição previdenciária, nem a contribuição para o FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Assim sendo, indiretamente ficam prejudicadas todas as formas de arrecadação tributária, tanto da União como dos Estados e Municípios, nesse rol incluindo-se o Distrito Federal.

Sendo os trabalhadores os principais consumidores e considerando-se que todos os tributos indiretamente incidem sobre o consumidor, o BRASIL JÁ É UM PAÍS SEM FUTURO.

Veja o texto Reformas Trabalhista e Previdenciária - Caminhando para o Trabalho Escravo.

3. O NEOCOLONIALISMO E O LIMBO IRREVERSÍVEL PARA NOSSOS JOVENS

A grande verdade que se apresenta como lógica irreversível (ou limbo irreversível para nossos jovens) é que os donos do dinheiro escondido em paraísos fiscais tornam-se cada vez mais vorazes de forma extremamente inescrupulosa a ponto de ser facilmente notado que querem o retorno daquele velho regime feudal agora comandado por magnatas que cultuam a extrema pobreza do povo não somente no Brasil como no mundo inteiro, inclusive nos chamados de países desenvolvidos que exploram o neocolonialismo em suas antigas colônias no Terceiro Mundo para que possam sobreviver da exploração de recursos naturais que eles já dizimaram em seus territórios.

4. A EXTINÇÃO DOS OPERÁRIOS

Para que não mais sejam necessários os operários, querem implantar a 4ª Revolução Industrial que eles chamam de INDUSTRIA 4.0. Assim, criarão empregos somente para as classes sociais "A" e "B" e deixarão as demais classes sociais a mercê da servidão ou, se não concordarem com esse infeliz destino, ficarão exprimidos nos guetos periféricos ou suburbanos, nas favelas agora tidas como comunidades, explorando a economia paralela da pirataria, do contrabando e do narcotráfico, este indiscutivelmente sustentado pelos mais ricos. Algumas empresas chegam a contratar moradores desses bairros periféricos ou suburbanos para que tragam as drogas para consumo daqueles que estão na metade mais alta da pirâmide hierárquica.

5. COMBATENDO OS COLECIONADORES DE DINHEIRO SUJO

Com base em tudo isso e atacando mais precisamente os colecionadores de dinheiro sujo, o Jornal do Brasil em 15/04/2018 publicou um histórico editorial, apresentando-se como defensor das classes sociais menos favorecidas em que também se encontram os micros, pequenos e médio empresários como vítimas fatais do descontrole econômico em que vivemos graças aos capatazes (executivos) a serviço dos escravocratas que vem dominando o mundo por meio de CARTÉIS operados por empresas multinacionais ou transnacionais. E os grandes bancos são os incontestáveis intermediadores desse capitalismo bandido, que se torna totalmente excludente daqueles trabalhadores que a nossa Elite Vira-Lata classifica como integrantes das "classes sociais inferiores".

Vejamos o que escreveu o Jornal do Brasil na qualidade de Editorial.

6. ESTATIZAR OS BANCOS PARA O BRASIL CRESCER

Diante da queda histórica da Selic para 6,5%, a mais baixa de toda a história, resta claro que o oligopólio que forma o sistema bancário brasileiro, não só no Brasil como no mundo inteiro, aqui composto por quatro famílias que administram 60% da base monetária, não se sensibiliza diante do caos instalado na economia, cujo principal motivo são as taxas de juros que cobram, não só de quem cria riquezas e gera empregos, mas também de 62 milhões de trabalhadores que se encontram inadimplentes junto aos bancos e financeiras.

Estando claro que nada temos contra a atuação de bancos privados em nosso regime econômico, somos, sim, radicalmente contra o oligopólio que impera em nosso país. Não convém deixar de mencionar  que a causa do endividamento público nos últimos 20 anos [desde a implantação do REAL na década de 1990 = 25 anos] deveu-se, sobretudo, às taxas de juros que o Estado brasileiro pagou aos bancos e, na última linha, aos rentistas que, sem nada produzir, vivem do suor alheio.

Não há justificativa para que as quatro famílias continuem cobrando, das empresas e dos trabalhadores deste país,  juros acima do que cobra qualquer agiota que atua na clandestinidade. E ainda gozam do privilégio de não pagar imposto sobre os generosos dividendos. Não é possível - e já provamos neste jornal – que à revelia de qualquer fundamento macroeconômico e/ou político, as taxas praticadas possam continuar sendo de 400% ao ano!

Mas os bancos brasileiros, tamanho o poder que possuem, não se sensibilizam com a situação calamitosa causada por eles e, assim, como donos do país, continuam cobrando o que querem. E, claro, com apoio do Banco Central, cujos presidentes são sempre funcionários dos bancos que formam o oligopólio. Todos fazendo vistas grossas diante da criminosa imposição da compra de seguros, consórcios e outros penduricalhos sobre os tomadores de financiamento. Um escárnio.

Em nenhum país do mundo há tamanha aberração e permissividade. E, o mais grave, com o olhar complacente da Justiça, pois, na maioria das ações contra as empresas e  trabalhadores, dá-se ganho de causa aos bancos, jogando o devedor no precipício da desesperança, diante dessa injustiça “legalizada. Da mesma forma, quando os bancos são perdoados de dívidas, como foi o caso do Itaú, que teve perdoada, no CARF, dívida fiscal de R$ 25 bilhões. Santander, Bradesco e Safra também estão sendo processados por suposta compra de votos no CARF para anular multas bilionárias.

Mesmo com esse alto índice de inadimplemento no país, os lucros dos bancos não diminuem, tamanha a brutalidade das taxas que cobram. E, quando um cliente para de pagar, porque não consegue suportar a agiotagem praticada, os bancos conseguem na Justiça o valor supostamente devido. Nos acordos, \os valores recebidos voltam como lucro para engordar ainda mais os seus balanços. Inacreditável!

É preciso insistir: os lucros alcançados pelas quatro famílias são maiores do que qualquer outro banco localizado nos países ricos, a começar pelos Estados Unidos. Nada se compara aos ganhos ilegais auferidos por esse oligopólio bancário. O estrangeiro Santander tem seu maior lucro global nas operações brasileiras. O Congresso, que devia ser a voz da nação, faz ouvido de mercador e não se pronuncia, permitindo que os brasileiros continuem sendo sangrados pelos bancos.

A população sofre por causa dos bancos. As empresas, sufocadas pela recessão ainda não de todo superada no governo Temer, não sabem a quem recorrer para poder continuar sobrevivendo. Se, de um lado, os impostos sufocam, do outro, os juros as condenam à inadimplência e ao fim de suas atividades.

Os bancos, no modelo atual, em geral com respaldo de decisões judiciais, são os principais causadores do desemprego e do crescimento zero de nossa economia. Trata-se, portanto, do maior problema do Brasil, cabendo ao próximo presidente da República [se houver eleição direta] agir, de forma firme, contra o oligopólio existente. Não vimos, ainda, salvo Ciro Gomes, nenhum pré-candidato abordar o tema e quais as medidas que devem ser tomadas contra os quatro bancos que destroem a economia e matam o futuro da nação.

Em nada o oligopólio bancário contribui para o desenvolvimento. Ao contrário. Uma das medidas que poderiam ser tomadas pelo próximo presidente seria, assim como ocorre nos Estados Unidos, a proibição de bancos nacionais. Em outras palavras, só poderiam atuar em um estado da Federação, o que diminuiria o poder das quatro famílias, e, definitivamente, liquidaria com o monopólio existente. Melhor, ainda, seria um incentivo à criação de bancos regionais, também no exemplo dos Estados Unidos (mais de 10 mil bancos), como tínhamos aqui nos anos 50 e 60. Nessa época, cada cidade de porte médio possuía um ou dois bancos locais.

O oligopólio demonstra não ser sensível às demandas da sociedade por juros mais baixos e linhas de crédito em condições suportáveis pelos trabalhadores e empresas. Mas se nada for feito para estancar a sangria causada pelos  bancos Itáu, Bradesco, Santander e Safra, outra solução não há: a estatização do sistema bancário. Porque somente sem eles nossa economia poderá voltar a crescer.