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TAL COMO FEZ A ISLÂNDIA, HUNGRIA EXPULSOU BANQUEIROS

TAL COMO FEZ A ISLÂNDIA, HUNGRIA EXPULSOU BANQUEIROS

O QUE OS MERCENÁRIOS DA MÍDIA NÃO PUBLICAM

São Paulo, 10/02/2016 (Revisada em 28-02-2016)

Referências: O Combate ao Shadow Banking System - Sistema Financeiro Fantasma, não conta com o Apoio do FMI - Fundo Monetário Internacional, nem dos Dirigentes dos Bancos Centrais.

Veja também:

Coletânea por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

O QUE OS MERCENÁRIOS DA MÍDIA NÃO PUBLICAM

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

É incrível observar que ao se escrever na pesquisa do Google "Hungria contra Banqueiros" não é achado qualquer tipo de publicação sobre o tema nos meios de comunicação brasileiros. Repetida por um grande número de blogueiros, a notícia é encontrada no também blog Portugal Mundial. E não é nova, está com data de 2013.

O mesmo aconteceu quando a Islândia fez algo parecido a partir de 2009, depois da eclosão da Crise Mundial de 2008, provocada pela insana especulação no mercado imobiliário norte-americano, que repercutiu no imenso Cassino Global (que é o mercado de capitais). Sob pressão popular, o governo socialista islandês eleito depois da deposição dos extremistas de direita, decretou a falência de todos os bancos privados e entregou a massa falida aos credores estrangeiros. Sobrou na Islândia somente o banco estatal.

A notícia mais recente (de 2015) sobre semelhante reviravolta na Hungria vem do Pravda russo, escrito em português, em que é contada a história dos falsos esquerdistas que se venderam ao Grande Capital especulativo, protegido pelos parciais dirigentes do FMI - Fundo Monetário Internacional.

Algumas fatos internacionais importantes tem sido veiculadas no Brasil somente por blogueiros e por jornais e revistas pejorativamente considerados como "esquerdistas".

Antigamente, quando não existia a Internet, os mais curiosos sobre o que de fato vinha acontecendo no mundo eram obrigados a sintonizar as rádios estrangeiras em ondas curtas.

OS PROCEDIMENTOS NA NOSSA ELITE VIRA-LATA

A nossa Elite Vira-Lata, por exemplo, esteve na Marcha da Família com Deus pela Liberdade contra os comunistas (na verdade socialistas) e bradou em favor do Golpe Militar de 1964, totalitário e excludente, totalmente contrário à liberdade, tal como os anticomunistas e todos aqueles que são oposicionistas aos governos populares. Os descendentes ou discípulos daquela mesma "Elite" tentaram fazer o mesmo em 2015. Ninguém mais lembra do Movimento Cansei dos cansados de derrotas desde 2002.

Entretanto, com a promulgação da nossa nova Carta Magna em 1988 ficou permitida  a existência de partidos políticos comunistas e socialistas, entre muitos outros não existentes no passado. Assim, ficou provado que eles nunca foram verdadeiro perigo para nós, nem para o mundo.

Mesmo assim, os paranóicos agora em menor escala continuam fazendo campanhas contra os comunistas não mais existentes no mundo. Como não encontram adeptos, passaram a combater os religiosos tidos como terroristas, sem perceber que todas as guerras, desde a antiguidade, foram feitas em nome de um Deus, por todas as antigas religiões ou credos.

Infelizmente nenhum daqueles quer marchar pela a nossa liberdade de saber, que continua sendo tolhida pelos nossos meios de comunicação. Estes, nitidamente estão a serviço do Grande Capital assim como também fazem quase todos aqueles corruptos que foram eleitos como Representantes do Povo no nosso Congresso Nacional, os quais tramam contra esse mesmo Povo, tentando dele tirar os Direitos Sociais (trabalhistas e previdenciários), assim defendendo somente os interesses mesquinhos de inescrupulosos empresários que têm seus lucros informais escondidos em Paraísos Fiscais.

Em 26/01/2016, no Pravda Brazil lê-se:

UM PUNGENTE RETRATO DE UM MUNDO MARGINAL

Por Edmar Monteiro Filho - mestre em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de São Paulo (Unicamp), título obtido com a dissertação "O major esquecido: Histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos" (2013), e doutorando em Teoria e História Literária na Unicamp.

Ainda hoje, nossas concepções acerca da história sofrem a contaminação de modelos baseados no chamado "senso comum" [conhecimento vulgar], no personalismo e em outros vícios que nosso sistema educacional teima em reproduzir.

Com isso, resta esquecido que para refletir criticamente sobre os acontecimentos do passado - recente ou remoto - é preciso fazer uso de uma mescla de critérios científicos e subjetivos, trabalhados harmonicamente, em constante diálogo.

Aceitar como verdades incontestáveis as informações reproduzidas por determinadas pessoas ou por veículos de comunicação, cuja legitimidade baseia-se apenas em seus percentuais de audiência é, no mínimo, ingenuidade. Sem método para reflexão, sem análise criteriosa, toda informação é especulação.

Por outro lado, os dados e os números frios, desacompanhados de interpretação, também não se traduzem em conhecimento efetivo sobre a realidade.

Mas, então, como confiar no que se vê, no que se ouve, no que se lê, sem correr o risco de reproduzir falácias ou ideias equivocadas?

Questão difícil quando se sabe que a própria escrita da História ainda se debate entre o cientificismo puro ou o relativismo que a coloca como mais uma entre tantas formas de narrativa.

Roger Chartier afirma que o trabalho do historiador não pode se afastar do objetivo de buscar a verdade, mesmo que tal objetivo possa ser, conceitualmente, impossível de atingir. Abandonar tal busca seria deixar o campo livre a toda sorte de falsificações, a todos aqueles que, "por traírem o conhecimento, ferem a memória".

Assim, o exercício constante de um olhar crítico perante toda informação é uma forma de evitar, na medida do possível, a ideia enganada, o ato intempestivo e a reprodução do erro. Por isso, é importante não se fiar em uma única fonte informativa, aceitar que toda ideia evolui ao longo do tempo e, por fim, buscar conhecimentos que permitam discutir e compreender.

Dentre as ferramentas utilizáveis para a construção da história, a memória pessoal é a mais carregada de subjetividade. Assim, seu uso como forma de interpretação de determinado período ou fato histórico estaria contaminado por procedimentos próprios da literatura.

Entretanto, desde que Walter Benjamin fez uso de fragmentos de memória para contar a história de uma cidade em "Infância em Berlim por volta de 1900", aprendemos que se a memória é ineficaz para uma construção linear dos fatos, pode tecer um painel de percepções múltiplas, simultâneas e polifônicas que se entrecruzam para formar o tecido histórico, conforme afirma Pablo Porfírio.

Adelto Gonçalves não omite o fato de que a memória é o reservatório de onde retira os acontecimentos e os personagens que povoam as páginas de "Os vira-latas da madrugada". Em sua infância, vivida à beira do cais do porto de Santos, assistiu ao desfile desses trabalhadores portuários, malandros, bêbados, prostitutas, pequenos comerciantes contra o pano de fundo dos momentos que antecederam o golpe militar de 1964.

É desse material que retira sua narrativa e é a partir dele que vão surgindo as figuras vivas do moleque Pingola, do revolucionário Marambaia, do aspirante a craque Cariri, das prostitutas Irene e Sula, do mendigo Plínio, de Nego Oswaldo, de Quirino, todos vivendo entre as boates, os cortiços, bares, armazéns e bordéis do bairro do Paquetá. O autor assume a condição de espectador dos fatos que deram origem à ficção ao inserir entre um capítulo e outro algumas descrições autobiográficas, que qualifica como "confissões".

Se o recurso tenciona acrescentar credibilidade factual aos eventos narrados, a subjetividade memorialística invade o suporte histórico, resultando num movimento que passa do ficcional ao documental e àquele retorna, expandindo e enriquecendo a leitura. Dessa forma, se a interferência explícita da voz do autor não permite esquecer que estamos diante de suas lembranças, o momento histórico em que a narrativa transcorre surge por inteiro através dos olhos de uma testemunha ocular dos fatos.

"Os vira-latas da madrugada" é um pungente retrato de um mundo marginal, onde o lenocínio e a malandragem convivem com anseios por tempos novos, coroados pelo fim da exploração e da miséria de toda espécie. Aos olhos do leitor, os destinos desses personagens românticos defrontam-se com uma violência maior, implacável. E é então que sua luta por uma justiça social inatingível nos toca de maneira especial. Porque, enfim, ainda hoje partilhamos os mesmos sonhos e ainda buscamos os meios de transformá-los em realidade.

CONCLUSÃO

Essa importante função do esclarecedor, não na qualidade de historiador, mas em razão de sua máxima experiência como fiscalizador, vem sendo desempenhada pelo Coordenador do COSIFE ao contar fatos ocorridos no Brasil e no mundo, muitos deles noticiados sem os detalhes sórdidos relativos às práticas criminosas utilizadas pelos detentores do Grande Capital e por seus asseclas infiltrados nas diversas esferas de governo (os corruptos) e nos meios de comunicação (que escrevem somente o que não contrarie os interesses mesquinhos de seus anunciantes).