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EXAME DE SUFICIÊNCIA-2015-2 - QUESTÃO 48

CFC - EXAME DE SUFICIÊNCIA
BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
EXAME DE SUFICIÊNCIA DE 2015 - 2ª EDIÇÃO

QUESTÕES E RESPOSTAS COMENTADAS (Revisada em 18-11-2016)

Referências: QUESTÃO 48 -  Introdução à Economia, Conhecimentos de Língua Portuguesa

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

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QUESTÃO 48:

Leia o texto a seguir para responder às próximas perguntas.

Em Roma, faça como os brasileiros

Os romanos vivem a primeira hiperinflação da história. Os alemães batem a marca de 1.000% ao mês. Os húngaros, a de 1.000.000%. Mesmo assim, só existe um Pelé no mundo da inflação: o Brasil.

1 A economia é burra. Ou, pelo menos, mais simples do que parece. Tão
  simples quanto um aquário de um peixe só. Se você jogar ração de menos ali, o
  bichinho morre de fome; se der de mais, a ração rouba oxigênio da água, e o
  peixe sufoca.
5 O dinheiro é a ração da economia. Se o governo imprimir de menos,
  ela morre de fome - ninguém produz mais nada, porque ninguém vai ter
  dinheiro para comprar mais nada. Só que, se você dá de mais, ela afoga de
  tanta moeda. A inflação sufoca a economia.
  Na Grécia Antiga, souberam manter o peixinho da economia saudável.
10 Na hora em que a economia deu sinais de fome, eles aumentaram a quantidade
  de dinheiro. E o Estado cortou um pouco a quantidade de prata em cada moeda
  para ter como produzir mais moeda.
  Se exagerassem na dose, o remédio seria tão ruim quanto a doença.
  Mas souberam segurar as pontas. Em Roma, porém, a história foi diferente.
15 Quando tentaram a mesma solução por lá, o peixe da economia acabou
  sufocado, e a consequência desse assassinato foi trágica: um período de
  estagnação econômica que você conhece como Idade Média.
  E tudo tinha começado tão bem... Roma nasceu no século VIII a.C.
  como uma aldeiazinha. Em 500 a.C. já era uma república, com senado e tudo.
20 Mas ainda não usavam moedas por lá. O dinheiro ainda eram barras de cobre,
  sacas de trigo, pepitas de sal grosso. A ideia de cunhar discos de metal só
  chegaria por volta de 300 a.C. Foi mais uma coisa que eles copiaram dos
  gregos, além do Panteão divino e da ideia de ter um governo mais ou menos
  democrático. Era natural: cidades bem próximas de Roma, como Nápoles e
25 outras do sul da Península Itálica, eram gregas antes de serem anexadas pelos
  romanos. Então já usavam dracmas, a moeda helênica. Como ideia boa pega,
  não deu outra: Roma começou a cunhar seu próprio dinheiro.
  Foi a melhor atitude que poderiam ter tomado. A introdução do dinheiro
  serviu de combustível para a expansão das fronteiras do futuro império mais
30 importante da história. [...]
  Alexandre Versignassi. Crash: uma breve história da economia -
da Grécia Antiga ao século XXI. São Paulo: Leya, 2011. p. 49.

48. Com base no texto, é INCORRETO afirmar que:

a) o Brasil é único nos índices de inflação.

b) a economia pode ser compreendida por meio da analogia com a vida no mar.

c) expressões como "segurar as pontas" (l. 14) e "não deu outra" (l. 27) são comuns na linguagem informal, típicas de situações coloquiais de comunicação.

d) as metáforas "O dinheiro é a ração da economia." (l. 5), "souberam manter o peixinho da economia saudável." (l. 9) e "o peixe da economia acabou sufocado" (l. 15-16) são exemplos de linguagem figurada.