início > textos Ano XXI - 18 de novembro de 2019



QR - Mobile Link
A EXTINÇÃO DO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL

OS ESTADOS UNIDOS E A CONVERSÃO DA SUA DÍVIDA

A EXTINÇÃO DO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL

São Paulo, 28/03/2009 (Revisado em 13-09-2018)

Referências: Derrocada Financeira Norte-Americana, Crise Mundial ou Internacional, Estados Unidos como Emissor Mundial de Papel Moeda Sem Lastro, Cesta de Moedas, Moeda Padrão, Padrão-Ouro e Padrão Commodities, O Fim dos Balanços de Pagamentos, Comércio Exterior - Importação e Exportação - Débitos e Créditos entre Empresas e Não entre Países.

23. A EXTINÇÃO DO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Agora vem a parte hilariante da questão, mediante a apresentação de uma solução deveras radical para nos divertirmos com a incapacidade administrativa dos arrogantes governantes de nossos "brothers" (ianques).

Para salvar os Estados Unidos de sua elevada dívida em Reservas Monetárias (dólares) seria necessária a extinção do Sistema Monetário Internacional.

A extinção desse sistema monetário gerido pelo FMI acabaria com a necessidade de levantamento de Balanços de Pagamentos nos países como Estados (Nações politicamente organizadas). Dessa forma seria definitivamente implantado um sistema anárquico como o pretendido pelos neoliberais. Não mais existiriam os débitos e créditos entre países. Passariam a existir apenas débitos e créditos entre empresas, que assumiriam definitivamente o livre comércio internacional, quando passaria a imperar a autorregulação dos mercados.

Ou seja, não mais existiriam as contas nacionais entre países. Assim, nenhum país seria credor dos Estados Unidos e este também não seria devedor das reservas monetárias dos demais. O FMI não mais poderia interferir na economia de qualquer país, assim como não interfere na economia norte-americana. No máximo, como uma espécie de auditor independente internacional, o FMI poderia ser incumbido de exercer idêntico controle monetário sobre as grandes empresas (as multinacionais e as demais empresas constituídas em paraísos fiscais).

Com a implantação desse sistema anárquico internacional, os créditos e as dívidas externas seriam apenas entre empresas privadas e estatais, que negociariam tais créditos no sistema financeiro internacional. Mas, para garantir o funcionamento desse novo sistema talvez fosse necessário criar um título de crédito universal (ou direito de saque) que seria comprado pelas empresas com seus créditos em moeda de cada país.

Diante desse sistema neoliberal, os países credores dos Estados Unidos perderiam todas as suas reservas se não encampassem as empresas norte-americanas, entre outras "multinacionais", estabelecidas em seu território. A partir daí os países continuariam controlando apenas o seu orçamento interno (receitas, despesas e investimentos) e suas empresas estatais e as demais estabelecidas em seus territórios nacionais. Se os países necessitassem dos “direitos de saque” teriam que comprá-lo diretamente de suas empresas exportadoras ou através do sistema financeiro internacional.

É claro que os governos continuariam controlando as importações e exportações para efeito de arrecadação de tributos e de controle do fluxo internacional, como normalmente é feito no seu território nacional por qualquer país.

Somente assim os Estados Unidos deixaria de ter essa elevada dívida em dólares. Entretanto, eles estão pouco preocupados com isso. Afinal, o não pagamento da dívida externa pelos ianques seria uma espécie de socialização dos prejuízos. Ou seja, os países, digo, os povos credores ficarão com o prejuízo (trabalharam em vão; foram meros escravos do capitalismo selvagem norte-americano).

Portanto, para evitar a perda de suas reservas monetárias, a melhor solução para os países credores é a estatização das empresas estrangeiras em seus territórios. Para os Estados Unidos a melhor solução é essa da extinção do sistema monetário internacional, do FMI e dos Balanços de Pagamentos com a consequente extinção de sua dívida externa.

PRÓXIMO TEXTO: CONCLUSÃO SOBRE A CONVERSÃO DA DÍVIDA EXTERNA NORTE-AMERICANA


(...)

Quer ver mais! Assine o Cosif Eletrônico.