início > textos Ano XXI - 16 de dezembro de 2019



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TIRANDO OS ESTADOS UNIDOS DA BANCARROTA - FALÊNCIA ECONÔMICA

OS ESTADOS UNIDOS E A CONVERSÃO DA SUA DÍVIDA

A EXTINÇÃO DO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL

São Paulo, 28/03/2009 (Revisado em 13-09-2018)

Referências: Derrocada Financeira Norte-Americana, Crise Mundial ou Internacional, Estados Unidos como Emissor Mundial de Papel Moeda Sem Lastro, Cesta de Moedas, Moeda Padrão, Padrão-Ouro e Padrão Commodities, Internacionalização do Capital em Paraísos Fiscais, Lavagem de Dinheiro e Ocultações de Bens, Valores e Direitos, Comércio Exterior - Importação e Exportação - Débitos e Créditos entre Empresas e Não Mais Entre Países.

22. TIRANDO OS ESTADOS UNIDOS DA BANCARROTA - FALÊNCIA ECONÔMICA

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Para que o país denominado Estados Unidos da América possa resolver o seu problema de insolvência (bancarrota) também deve fazer algo parecido com o que foi feito no Brasil durante o Governo Sarney.

Por quê?

Porque na realidade os governantes ianques precisam repatriar as antigas matrizes das empresas norte-americanas que agora estão sediadas em paraísos fiscais. Isto é, precisam trazê-las de volta ao seu território nacional. Precisam trazer de voltar ao seu país o capital nacional internacionalizado (que se tornou estrangeiro ou, segundo os dirigentes do Banco Central do Brasil, tornou-se internacional, multinacional ou transnacional).

O que está realmente acontecendo no mundo?

Uma significativa parte das empresas que estão produzindo na China, por exemplo, na verdade são americanas ou têm capital norte-americano ou europeu que foi desviado para paraísos fiscais. Isto significa que na prática as reservas monetárias chinesas não foram geradas pelas empresas chinesas e sim pelos ianques e europeus.

Logo, de conformidade com o sistema monetário vigente, se os controladores das empresas norte-americanas vendessem seu patrimônio em território chinês para o governo daquele país (mediante a estatização), poderiam repatriar para os Estados Unidos os dólares obtidos na venda, desde que as matrizes ou controladoras das empresas vendidas estejam oficialmente nos Estados Unidos. Se as sedes estiverem em paraísos fiscais, os 'STATES" fica sem qualquer cenrtavo.

Para eliminação da dívida norte-americana em reservas monetárias, o mesmo processo deve ser feito com todos os países credores dessas reservas em dólares. Os países credores devem usar suas reservas para comprar (encampar, estatizar) as ex-empresas norte-americanas e europeias estabelecidas em seus respectivos territórios nacionais.

Vejamos como atualmente ocorre essa rotina monetária como medida paliativa para obtenção dos dólares necessários para cobertura do déficit no Balanço de Pagamentos norte-americano.

Como os Estados Unidos não têm reservas monetárias, em razão do crônico déficit acumulado, emite títulos que são comprados pela China (e outros países credores) e assim as reservas voltam aos Estados Unidos, que fica devendo à China agora com lastro em títulos públicos para pagamento no futuro. Estão empurrando a bancarrota derradeira para o futuro.

A estatização das empresas norte-americanas pelos países credores dos Estados Unidos, entre eles o Brasil, romperia esse círculo vicioso no sistema monetário internacional. Mais fácil seria a encampação mediante o cancelamento dos investimentos vindos de paraísos fiscais porque seus credores são sonegadores de tributos e demais criminosos espalhados pelo mundo afora.

Depois de efetuada essa estatização (encampação), tal como acontecia no Brasil até realização das privatizações, parte das ações das estatais poderia ser vendida ao povo e aos capitalistas, que também poderiam investir em títulos públicos, cujos valores captados pelo governo poderiam ser investidos nas empresas estatais.

Portanto, para solucionar o problema enfrentado pelos norte-americanos só resta aos países detentores de reservas monetárias em dólares a estatização das empresas estrangeiras estabelecidas em seus respectivos territórios. Se esperarem por outra forma de pagamento, não vão conseguir receber seus créditos em dólares.

PRÓXIMO TEXTO: A EXTINÇÃO DO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL


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