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BUSCANDO A OPINIÃO DOS MENOS FAVORECIDOS

QUEREMOS OS RICOS NO GOVERNO

BUSCANDO A OPINIÃO DOS MENOS FAVORECIDOS

São Paulo, 03/04/2008  (Revisada em 21-10-2018)

  1. BUSCANDO A OPINIÃO DOS MENOS FAVORECIDOS
  2. OS RICOS DECIDINDO QUEM VAI GOVERNAR
  3. OS PRECONCEITOS DOS ELEITORES MENOS FAVORECIDOS
  4. A LAVAGEM CEREBRAL PRATICADA PELOS DOMINADORES

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

1. BUSCANDO A OPINIÃO DOS MENOS FAVORECIDOS

Conversando com um jardineiro, que também é pescador profissional quando a pesca não está proibida, e com operários da construção civil e de empreiteiras de obras públicas que residem nos bairros mais pobres de uma cidade praiana do litoral paulista, ouvi respostas interessantes.

Uns disseram: não voto aqui porque deixei o meu titulo de eleitor com um cabo eleitoral na cidade do nordeste de onde vim.

Outros disseram o mesmo que diz a quase totalidade dos nordestinos: votei nele para não perder o voto ou porque não havia outro em quem votar.

Então, retruquei: Pelo que fiquei sabendo, havia uma funcionária pública como candidata ao cargo de prefeito, a qual é conhecida como líder comunitária de vocês!

Não quiseram responder a pergunta sobre a compra de votos pelos candidatos com elevados sinais exteriores de riqueza.

2. OS RICOS DECIDINDO QUEM VAI GOVERNAR

Ou seja, os partidos que representam somente os interesses mesquinhos daquele que detêm o poderio econômico formam coligações praticamente impedindo que os pequenos partidos geralmente de esquerda tenham condições de competir. E estes, de forma inconsequente brigam entre si. Os dissidentes, que seriam mais úteis se ficassem no partido combatendo eventuais desvios de conduta, constituem um novo partido e como quaisquer outros corruptos se aliam aos partidos dos representantes do poder econômico para combaterem seus antigos pares.

3. OS PRECONCEITOS DOS ELEITORES MENOS FAVORECIDOS

Para felicidade dos membros da “sociedade civil”, a grande realidade é que os pobres nunca votam em candidatos de sua comunidade.

Os pobres sempre votam nos candidatos mais ricos, sob a mesma alegação de que eles já são ricos e por isso não precisam “roubar”. Por isso existe aquela campanha do PCO - Partido da Causa Operária com o seguinte slogan: Quem bate cartão não vota em patrão!

Novamente retrucando, podemos dizer que a realidade nos mostra que geralmente determinado fulano é rico porque roubou ou vive explorando a coletividade. Então, justificando, o eleitor devidamente doutrinado, inconsequentemente diz: ele rouba, mas faz!

Para infelicidade geral da nação, as mulheres sempre votam em homens bonitos ou em “celebridades” ocasionais, como os artistas, os figurantes e os desportistas.

Do outro lado da questão, os negros e mestiços, mesmo reclamando da perseguição racial, dificilmente votam em seus pares.

4. A LAVAGEM CEREBRAL PRATICADA PELOS DOMINADORES

Talvez os eleitores ainda venham agindo dessa forma por guardarem em seu âmago o resquício preconceituoso ou discriminatório introduzido em seus antepassados pelos nobres senhores feudais e depois pelos “coronéis” fazendeiros durante o império e a república oligárquica.

Parece que sempre existiu e ainda existe determinado modelo de doutrinação psicológica (lavagem cerebral) que é utilizado com grande sucesso pelos partidos políticos que representam acintosamente as classes dominantes como forma de iludir a população carente.

É definido como lavagem cerebral o processo de demolição da personalidade ou da identidade imposto por dominadores. Como consequência, os dominados renunciam às suas convicções (políticas, sociais ou religiosas), atitudes e padrões de comportamento tradicionais, adotando os que lhes são impostos pelos seus dominadores.