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BRAZIL GLOBAL PLAYER - ESTRANGEIROS ELOGIAM A DIPLOMACIA BRASILEIRA

BRAZIL GLOBAL PLAYER - ESTRANGEIROS ELOGIAM A DIPLOMACIA BRASILEIRA

A AMAZÔNIA AZUL - BRASIL CONSOLIDA A SUA POSITIVA INFLUÊNCIA NO ATLÂNTICO SUL

São Paulo, 18/06/2015 (Revisada em 11-05-2019)

Referências: Os Anarquistas Mercenários da Mídia, BNDES - Financiamento do Comércio Exterior, Incentivo à Exportações, Pensando no Desenvolvimento do Brasil, Geração de Empregos, Combate ao Desemprego, Complexo de Vira-Lata.

  1. BRAZIL GLOBAL PLAYER - ESTRANGEIROS ELOGIAM A DIPLOMACIA BRASILEIRA
    1. FOREIGN AFFAIRS PUBLICA ARTIGO EXALTANDO A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA
    2. A AMAZÔNIA AZUL - BRASIL CONSOLIDA A SUA POSITIVA INFLUÊNCIA NO ATLÂNTICO SUL

Veja também:

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Coletânea por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

1. BRAZIL GLOBAL PLAYER - ESTRANGEIROS ELOGIAM A DIPLOMACIA BRASILEIRA

  1. FOREIGN AFFAIRS PUBLICA ARTIGO EXALTANDO A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA
  2. A AMAZÔNIA AZUL - BRASIL CONSOLIDA SUA INFLUÊNCIA NO ATLÂNTICO SUL

1.1. FOREIGN AFFAIRS PUBLICA ARTIGO EXALTANDO A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

1.1.1. OS ELOGIOS AO BRASIL OS VIRA-LATAS NÃO LÊEM

Por Miguel do Rosário. Publicado por Tijolaço em 14/06/2015. Com edição do texto do Foreign Affasirs, com versão do texto original para o português e com notas em azul por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE.

A Foreign Affairs, a principal publicação norte-americana sobre geopolítica e relações internacionais, uma das mais prestigiadas e lidas no mundo inteiro, publicou um interessante artigo sobre o Brasil, intitulado: “Brasil consolida sua influência para além do Atlântico”.

O “para além do Atlântico”, no caso, é sobretudo o continente africano, com o qual o Brasil estabeleceu parcerias comerciais que elevaram o comércio exterior com essa região do mundo de US$ 4 bilhões em 2000 para $28 bilhões em 2013.

NOTA DO COSIFE:

As visitas de Lula ao continente Africano, durante o seu primeiro mandato, foram importantes para o Brasil.

Veja o texto Ajuda do Brasil aos Países Pobres Pode Chegar a US$ 4 Bilhões desde 2003.

As ajudas foram feitas mediante o financiamento das nossas exportações. Porém, os adversários de Lula disseram que eram doações (dinheiro fornecido a fundo perdido), o que significaria num Desfalque no Tesouro Nacional, tal como voltaram a dizer em 2015, em razão do BNDES ter financiado as exportações de aviões da Embraer para os Estados Unidos.

Em contrapartida à ajuda aos países africanos, empresas brasileiras passaram a explorar minérios na África. Muitos daqueles países são os maiores produtores mundiais de determinados minérios. Em aliança com aqueles países e com os sul-americanos, o Brasil pode assumir o papel de (Global Player) grande negociador e formador dos preços de commodities e minérios.

Veja em Os Países e suas Reservas Minerais Estratégicas.

Além de ser um artigo que traz informações valiosíssimas para entendermos o novo lugar do Brasil no mundo, ele vem escrito com uma isenção que desconhecemos aqui.

Diante da campanha diuturna da nossa imprensa contra o Brasil, causa até um certo estranhamento ler, numa das mais importantes revistas de geopolítica do mundo, um artigo que exalta a política externa do Brasil. E que não venham, pelo amor de Deus, chamar a Foreign Affairs de “esquerdista” ou “bolivariana”…

A revista elogia a inteligência dos estrategistas do governo, que contornam o baixo orçamento militar através de parcerias estratégicas com outros países, que permitam ao Brasil exportar armas e tecnologia, e com isso, financiar sua própria indústria de defesa.

A gente bem que podia tentar traduzi-lo coletivamente, não é?

NOTA DO COSIFE:

O Texto Original, em inglês, está no Tijolaço.

Vamos tentar. Se quiser participar, basta traduzir um trecho e publicar aí nos comentários. Se quiserem ir juntando às traduções já prontas num comentário só, está valendo.

Eu já traduzi o título. Segue a tradução do primeiro parágrafo:

“Após anos firmando alianças na área de segurança com América Latina e Caribe, o Brasil agora está olhando para o leste, consolidando sua influência para além do oceano Atlântico. O Brasil começou discretamente, fornecendo à África assistência técnica em ciência, tecnologia e desenvolvimento profissional.”

Atualização: O leitor Tiago dos Santos fez a tradução. Ele deixou o seguinte recado: “Fiz a tradução da matéria, não ficou perfeito, mas vai dar pra entender bem. Se alguém quiser contribuir, por favor.”

1.2. A AMAZÔNIA AZUL [Referência ao Mar Territorial Brasileiro, de frente para o continente africano]

1.2.1. BRASIL CONSOLIDA A SUA POSITIVA INFLUÊNCIA NO ATLÂNTICO SUL

Por Nathan Thompson e Robert Muggah (Tradução de Tiago dos Santos).

Depois de anos firmando alianças de segurança na América Latina e no Caribe, o Brasil está agora olhando para o leste, firmando a sua influência através do Oceano Atlântico. O Brasil começou silenciosamente, proporcionando a África assistência técnica em ciência, tecnologia e desenvolvimento profissional.

Mas ao longo da última década, o Brasil tem tomado iniciativas em defesa da soberania com um considerável aumento da cooperação militar com a África, a realização de exercícios navais conjuntos, proporcionando transferências de treinamento e armas militares, e estabelecendo postos avançados nos portos em toda a costa ocidental do continente. Hoje, a postura oficial de defesa do Brasil tem maior alcance, envolvendo a capacidade de projetar sua influência desde a Antártida até a África.

As parcerias transatlânticas do Brasil baseiam-se em planos de longa data que se realizaram. Em 1986, ao lado de Argentina, Uruguai e 21 países africanos, o Brasil propôs um Pacto de Paz e Cooperação no Atlântico Sul. O objetivo não declarado outrora, seria o de minimizar a interferência externa na região, especialmente pela NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

NOTA DO COSIFE:

A NATO abriga os antigos países colonizadores do Terceiro Mundo (que são países do Hemisfério Sul ou mais precisamente os que estão abaixo do Trópico de Câncer). Aquele grupo conta com a presença de dois países da América do Norte (Canadá e EUA), que são os sócios ou sucessores do colonialismo econômico europeu, liderado pelos ingleses desde a sua Revolução Industrial.

Mas, o principal interessado naquele pacto é os Estados Unidos, além dos demais paises desenvolvidos, porque todos eles são os que mais dependem dos minérios extraídos na África e na Américo do Sul.

Portanto, um pacto entre todos os países da América do Sul e da África, indiretamente os colocaria como associados aos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Não foi à toa que a África do Sul foi convidada a participar dos BRICS. De outro lado, a Rússia têm grande influência na parte leste da Europa e a China no continente asiático. A Índia tem influência sobre seus vizinhos.

No hemisfério sul não se pode contar com a Austrália sob influência dos ingleses, nem com a Coreia do Sul,  Taiwan e Tailândia na Ásia porque estão sob forte influência norte-americana.

Essa é a grande razão do elogio à política externa do Governo Lula, para desespero dos entreguistas, oposicionistas.

Infelizmente, os maiores inimigos do Brasil não são aqueles países da OTAN. Os maiores inimigos são os nossos atuais oposicionistas no Congresso Nacional e todos aqueles outros que estão infiltrados nos governos federal, estadual e municipal, nesse rol incluindo-se o Distrito Federal.

Tais inimigos do Brasil também estão infiltrados nas empresas estatais, nas privatizadas e nas agências nacionais reguladoras, entre elas, o BACEN, CVM, SUSEP, PREVIC, nos sindicatos de trabalhadores, na Bolsa de Valores, etc..., os quais juntos formaram um verdadeiro Governo Paralelo contrário ao desenvolvimento do Brasil para que se perpetue como país vítima do neocolonialismo, mero exportador de matérias-primas por preços insignificantes para os países hegemônicos.

O desejo de manter os estrangeiros fora do Atlântico Sul é motivado em grande parte por interesses comerciais [os interesses colonialistas citados no quadro acima]. O Brasil, em particular, para proteger seus recursos naturais na chamada de Amazônia Azul [Águas da Plataforma Continental Brasileira]. Amazônia Azul que tem extensas reservas de petróleo e gás, bem como sobre ela o Brasil detém os direitos de pesca e mineração e além das suas atuais fronteiras marítimas.

Para os líderes brasileiros, preservar seu domínio sobre a Amazônia Azul é uma questão de segurança nacional e soberania. O Programa PROMAR (Programa de Mentalidade Marítima) da Marinha do Brasil promove atividades e campanhas de conscientização pública exaltando a importância econômica, ambiental e científica do Atlântico Sul.

Para proteger as fronteiras da Amazônia Azul, o Brasil está peticionando a ONU um alargamento dos limites da Plataforma Continental , a área que se estende a 200 milhas náuticas a partir da costa, zona econômica exclusiva, em que um país tem direitos especiais para explorar e utilizar os recursos marinhos.

Para reforçar suas demandas, o Brasil está criando um sofisticado sistema de vigilância para monitorar a Amazônia Azul. O chamado Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul pretende digitalizar mais de 4.600 milhas de costa para rastrear os navios militares e comerciais estrangeiras através de uma combinação de satélites, radares, aviões, navios de guerra e submarinos.

Em janeiro de 2015, o Brasil nomeou três finalistas na licitação feita para o projeto de 4 bilhões de dólares, um consórcio liderado pelo conglomerado aeroespacial Embraer, outro liderado pela empresa multinacional de construção Odebrecht, e um terceiro liderado pela Orbital Engenharia. O exército brasileiro também está construindo um sistema multibilionário de vigilância das fronteiras, e os dois programas podem, eventualmente, ser integrados.

NA ÁFRICA

Na África, a influência do Brasil se estende para além dos seis países de língua portuguesa daquele continente. Seu comércio com países africanos inflou de cerca de US$ 4,3 bilhões em 2000 para 28,5 bilhões dólares em 2013. Não é surpreendente que a parceria de segurança e defesa do Brasil com os países da África é a grande responsável pela a expansão dos negócios (entre os dois continentes).

Em 1994, por exemplo, o Brasil assinou um acordo de cooperação de defesa com a Namíbia [país rico em diamantes e urânio = 4º maior produtor mundial; o preço da exportação é tão baixo que só implica em 8% do seu PIB - Produto Interno Bruto]; Hoje, o Brasil é o fornecedor e parceiro de treinamento primário da Marinha da Namíbia. Em 2001, o Brasil garantiu sua presença na África Austral, abrindo uma missão consultiva naval em Walvis Bay, Namíbia, no maior porto comercial e único porto de águas profundas do pais.

Namíbia foi apenas o primeiro. O Brasil também assinou acordos de cooperação de defesa com Cabo Verde (1994), África do Sul (2003), Guiné-Bissau (2006), Moçambique (2009), Nigéria (2010), Senegal (2010), Angola (2010), e da Guiné Equatorial (2010 e 2013). Na sequência fez exercícios conjuntos com a Marinha Benin, Cabo Verde, Nigéria e São Tomé e Príncipe, em 2012, e exercícios adicionais com Angola, Mauritânia, Namíbia e Senegal, no ano seguinte (2013), o Brasil abriu uma outra missão naval, em Cabo Verde.

Enquanto isso, um acordo de cooperação de defesa com o Mali está atualmente sob revisão, e o Ministério da Defesa do Brasil anunciou planos para uma terceira missão naval em São Tomé e Príncipe, este ano (2015).

O Brasil também está fornecendo aos países da África formação militar, em conjunto com a formação da marinha. Entre 2003 e 2013, a Escola Naval brasileira e a Escola de Guerra Naval em conjunto treinaram cerca de 2.000 oficiais militares da Namíbia. A Força Aérea Brasileira tem prestado apoio aos pilotos de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. E desde 2009, a Agência Brasileira de Cooperação fez uma parceria com o Ministério da Defesa, com orçamento de aproximadamente 3,2 milhões de dólares para o período de 2009 a 2013, para ser usado em programas de formação de militares africanos.

A enxurrada de acordos de cooperação do Brasil com países da África (entre governos) ofereceu grandes oportunidades de negócios aos fabricantes de equipamentos bélicos brasileiros. Empresas públicas e privadas estão alinhadas e organizadas comercialmente, com a assessoria do Departamento da Indústria de Defesa da FIESP, Comdefesa, e com a Agência (Governamental) Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Os fabricantes de armas brasileiros estão envidando esforços para o desenvolvimento de armas e produtos com tecnologia para atender à demanda africana. A Embraer, por exemplo, tem oferecido uma de suas aeronaves, o Super Tucano A-29, acompanhada de treinamento de pilotos e mecânicos (manutenção e assistência técnica). A empresa assinou contratos com Angola, Burkina Faso ["Terra dos Homens Honestos" ou "Terra das Pessoas Íntegras" no dialeto local], Mauritânia com um valor total de US$ 180 milhões.

Da mesma forma, os governantes de Gana, Mali, Senegal assinaram contratos ou mostraram intenção de comprar os aviões "Super Tucanos" da Embraer. Estas negociações são insignificantes em comparação com aquelas que a empresa fez com os Estados Unidos, Suécia, e os Emirados Árabes Unidos, mas são significativas, porque representam o aprofundamento das relações diplomáticas e comerciais dos países da África com o Brasil.

O Brasil também tem participação em feiras internacionais de armas, e alguns de seus principais clientes são baseados na África. O país exportou mais de US$ 70 milhões em armas pequenas e munição para os governos de 28 países africanos de 2000 a 2013, de acordo com os últimos dados disponíveis da ONU. Argélia encabeça a lista de compradores de armas de pequeno porte e munição do Brasil, com compras de mais de US$ 23 milhões. Argélia é seguida por Botswana, África do Sul, Quênia e Angola.

Feiras de armas oferecem oportunidades importantes para o Brasil para aprofundar a sua cooperação Sul-Sul com a África. Em 2013 na Feira Latino-Americana de Aeronáutica e Defesa, a maior da região, o ministro da Defesa do Brasil reuniu-se com 14 ministros ou vice-ministros de países africanos e latino-americanos ao longo de apenas três dias. Tais acontecimentos confirmam que o Brasil está aumentando seus esforços de firmar acordos de cooperação entre os países do Atlântico Sul. No processo, o Brasil está usando a África para sinalizar a sua chegada como importante agente de negócios no cenário mundial.

NOTA DO COSIFE:

Trata-se de trabalho de suma importância, tal como aquele importantíssimo que resultou na criação da OPEP - Organização dos Países Produtores de Petróleo, que a partir da década de 1970 passou a enfrentar o domínio inglês e o dos demais países colonizadores.

Os BRICS, grupo de países em que estão a África do Sul e o Brasil, têm grande interesse na consolidação dessa nova ordem no Comércio Exterior especialmente administrado pelos países produtores de minérios e das demais matérias-primas, assim diminuindo a influência das multinacionais de paraísos fiscais e fugindo também da insana especulação bursátil, que sempre reduz os preços das commodities produzidas pelas antigas colônias europeias.