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MAIS UMA VEZ OS TRABALHADORES ESTÃO PAGANDO A CONTA

MAIS UMA VEZ OS TRABALHADORES ESTÃO PAGANDO A CONTA

QUEM DEIXOU A CONTA PARA O POVO PAGAR FOI O COPOM

São Paulo, 30/10/2015 (Revisada em 11-12-2016)

Referências: Aumento das Taxas de Juros - Taxa SELIC, Tudo em Benefício dos Mais Ricos e Nada para o Povo, este é o lema dos membros do COPOM - Comitê de Política Monetária.

QUEM DEIXOU A CONTA PARA O POVO PAGAR FOI O COPOM

Por Américo G Parada Fº - Contador Coordenador do COSIFE

Diante da crise institucional patrocinada pelos INIMIGOS DO BRASIL, que querem ver o nosso País como eterna colônia dos países do PRIMEIRO MUNDO, parece óbvio que, como sempre fizeram os gestores da nossa Política Econômica e Monetária, a conta novamente deve ser paga pelo Povo.

Isto também vem sendo feito nos chamados de países desenvolvidos. Por isso eles estão falidos (o POVO). Entretanto, os seus governantes, corrompidos pelos detentores do Grande Capital, estão sempre de bem com a boa vida, aproveitando-se das mordomias oferecidas por seus corruptores.

Como os economistas de plantão nos Bancos Centrais de todos os países sempre defendem exclusivamente os interesses mesquinhos do GRANDE CAPITAL, evidentemente eles sempre agem no sentido de implementar PLANOS DE AUSTERIDADE em que somente os trabalhadores devem pagar a conta.

Por sua vez, com tais PLANOS MIRABOLANTES os ricos passam a ter mais lucros, principalmente os banqueiros, e passam a gerar uma ARTIFICIAL INFLAÇÃO para sugar a poupança popular.

Gerada a artificial inflação, os economistas de plantão (os monetaristas, ortodoxos, conservadores, defensores do capitalismo excludente) abrem sua arcaica BÍBLIA e dizem que lá está escrito que o combate à inflação e aos desajustes fiscais deve ser feito mediante a elevação da taxa de juros e a geração de recessão com alto índice de desemprego. E assim fazem. E ainda dizem que o Povo brasileiro é ignorante.

Satisfeitos com o aumento das taxas de juros, os produtores, os intermediários e os varejistas de alimentos, diminuem os preços apresentados em suas prateleiras e desse jeito o Povão passa a acreditar que de fato o aumento de juros combate a inflação. Ninguém acredita que a artificial inflação faz parte de uma TRAMOIA.

Então, não mais havendo inflação, também não haverá motivo para reajustar o salário dos trabalhadores. As perdas geradas por aquela artificial inflação não são repostas. Isto também vem acontecendo com os funcionários do Banco Central, sem que eles percebam que estão sendo vítimas da mesma tramoia que sempre lhes foi imposta pelos que dentro do Banco Central representam somente os interesses escusos dos espertalhões do sistema financeiro.

De outro lado, ainda diante daquela artificial inflação, os empresários endividados (geralmente os micros, pequenos e médios) passam a ter seus custos operacionais aumentados pela enorme elevação das taxas de juros, patrocinada pelos membros do COPOM - Comitê de Política Monetária.

Como esse acréscimo na taxa de juros, os todo-poderosos senhores feudais daquele comitê desviam ou desfalcam dos cofres do Tesouro Nacional significativa parcela dos tributos arrecadados, para que sejam transformados em juros (uma espécie de restituição dos impostos pagos pelos mais ricos).

Desse modo, aqueles representantes dos mais poderosos senhores feudais passam a ser agradáveis aos profissionais intermediários das operações realizadas no Mercado de Capitais.

Com tal ação, os membros do COPOM passam a ser endeusados pelos Mercenários da Mídia defensores dos interesses de seus mais endinheirados anunciantes, os quais são os principais beneficiados pelo aumento da taxa de juros.

Diante dessa trama, os mais prejudicados são sempre os trabalhadores em todo o mundo. Nesse rol também estão incluídos os servidores públicos de modo geral.

Por isso A MISÉRIA GRASSA e os ricaços estão cada vez mais ricos, com seus lucros obtidos na economia subterrânea devidamente blindados em Paraísos Fiscais.

Desse jeito, os principais membros do capitalismo bandido (o 1% mais rico) deixam de pagar os tributos que deveriam ser pagos, porque o montante realmente desembolsado por eles, foi restituído na forma de juros sobre os seus investimentos em títulos públicos.

Logo, só resta ao Governo criar a CPMF que incide sobre o dinheiro movimentado principalmente pelos mais ricos. Mas, os parlamentares defensores dos interesses mesquinhos desse 1% mais rico são contrários à implantação da CPMF. Estão até fazendo campanha na televisão com o DIGA NÃO À CPMF.

Observe que, no texto a seguir transcrito, os dirigentes do SINAL não deixaram devidamente claro aquilo que o Povo (o cidadão comum) de fato precisa saber. Se dissessem com letras maiúsculas o que deveria ser dito, os representantes dos mais ricos infiltrados no Banco Central e em outros órgãos públicos, deixariam de receber em seus blindados gabinetes esses e outros sindicalistas nos momentos em que houver a necessidade de serem reivindicados os reajustes salariais previstos na Constituição Federal de 1988.

Para se ter uma ideia dos danos causados pelos gestores de nossa Política Econômica e Monetária, o reajuste (aumento) na taxa de juros feito durante o Governo Dilma pelos membros do COPOM (em 6,75%), só em 2015 gerará um GASTO PÚBLICO suplementar de R$ 180 bilhões. Esse valor é pelo menos três vezes maior que o AJUSTE FISCAL que está sendo feito pela Presidenta.

E a principal recebedora desses R$ 180 bilhões é aquela facção dos 1% mais ricos. Assim sendo, os 99% restantes ficarão na MERDA, inclusive os funcionários do Banco Central. Ou seja, os PILANTRAS são tão presunçosos que nem oferecem um "cala boca" para seus diretos funcionários.

CARTA DO CONSELHO DELIBERATIVO DO SINAL

Texto em letras pretas redigido pelos Dirigentes do SINAL - Sindicato dos Funcionários do Banco Central, publicada pela  Revista POR SINAL edição 49 de OUT/2015. Aqui com negritos, anotações, endereçamentos e comentários em letras azuis por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE (funcionário inativo do Banco Central, associado ao SINAL)

NA CONTA DOS SERVIDORES FEDERAIS

Dormia, a nossa Pátria mãe tão distraída,
Sem perceber que era subtraída, em tenebrosas transações.
Por Chico Buarque, em Vai Passar

NOTA DO COSIFE:

Torna-se importante destacar que a letra e música de Chico Buarque foi composta na década de 1980, durante o Governo Militar, mas só foi gravada em 1986, depois do lançamento da TABLITA do PLANO FUNARO instituído pelo Ministro Dilson Funaro no Governo Sarney.

A Tablita do Plano Funaro teve como principal intento reduzir a dívida das pessoas físicas e dos setores empresariais (os pequenos) que foram os mais massacrados ou prejudicados pela inflação reinante durante o Regime Militar.

Em contrapartida, o Plano Funaro teve a intenção também de diminuir os rendimentos dos beneficiados pelas altas taxas de juros, as quais, nitidamente geraram a absurda inflação reinante, por aumentavam os custos operacionais das empresas.

A empresa do referido Ministro tinha sido uma das grandes prejudicadas pelas regras anteriormente impingidas pelos gestores da nossa Política Econômica e Monetária, sempre favorável ao Grande Capital (brasileiro e multinacional).

CRITICANDO O GOVERNO DILMA

O ano de 2015 anuncia com LETRAS GARRAFAIS ser o segundo consecutivo de encolhimento do PIB - Produto Interno Bruto brasileiro, acompanhado do aumento do desemprego e um índice de inflação dois a três pontos acima do teto da meta fixada pelas autoridades monetárias do governo DILMA.

NOTA DO COSIFE:

O PODER ABSOLUTISTA DOS DIRIGENTES DO BANCO CENTRAL DO BRASIL

Torna-se importante explicar para o leitor do COSIFE que os dirigentes do SINAL, e também os servidores autárquicos federais que os elegeram, são favoráveis à independência do Banco Central em relação às decisões do Poder Executivo gerido pela Presidência da República.

Assim sendo, os problemas gerados pelas nossas autoridades monetárias não podem ser atribuídos ao Governo Dilma, justamente porque os dirigentes de um Banco Central independe tomam suas arbitrárias decisões sem ouvir os demais entes governamentais.

Isto significa dizer que a Presidência da República e os demais poderes da Nação estão subjugados às decisões despóticas dos membros do COPOM - Comitê de Política Monetária.

Diante dessa tese capitalista extremista defendida pelos dirigentes do SINAL (a da Independência do Banco Central), ficaria como única atribuição da Presidência da República a administração da Política Fiscal.

Por sua vez, o Banco Central seria o único e todo-poderoso órgão público a decidir sobre as Políticas Econômica e Monetária. Doa a quem doer. Que se danem os menos favorecidos. O mais importante é fazer o que os detentores do grande capital querem que seja feito.

Porém, esse tipo de política monetarista injusta que vem sendo aplicada pelos dirigentes dos Bancos Centrais no mundo inteiro tem levado todos os países filiados ao FMI - Fundo Monetário Internacional a uma situação de insolvência, insustentável para o Povo, pois será transformado em mero escravo dos capitalistas excludentes.

Portanto, a total responsabilidade pelos fatos ocorridos no Brasil a partir de 2011 deve ser atribuída às nossas autoridades monetárias lotadas no Banco Central (dito independente), porque as tais autoridades têm o total poder de decidir sobre as Políticas Econômica e Monetária, sem qualquer interferência dos Três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário). Essa é a verdade.

O PODER ABSOLUTISTA DO BANCO CENTRAL EUROPEU

O mesmo vem fazendo o Banco Central Europeu. Com seu poder absolutista e ditatorial, aquele órgão da União Europeia está levando os países europeus menos expressivos à total falência econômica.

Sob o jugo dos detentores do Poderio Econômico, tais países ficarão totalmente submissos ao neocolonialismo impingido pelos países belicamente mais fortes.

Para os déspotas de plantão, os países mais fracos seriam uma espécie de SUBPRIME (Paises Sem Valor ou com valor irreal, valorizado acima do normal admissível), porque nada ou quase nada têm para exportar, salvo a mão de obra de suas respectivas populações, que podem ser exploradas em regime de semiescravidão.

OS PROBLEMAS GERADOS PELOS CAPITALISTAS EXTREMISTAS

Um cenário internacional adverso é condicionante?

Talvez, mas os vizinhos e as economias centrais têm crescido a ritmo mais alentador e poderão repetir suas performances neste ano. Seguramente não é só por isso.

NOTA DO COSIFE:

É fato que muitos países, principalmente os desenvolvidos, que nitidamente estão com problemas muito mais graves que os brasileiros (porque eles quase nada têm para exportar), estão manipulando seus dados sobre o PIB - Produto Interno Bruto.

Essa nítida manipulação, com a substituição de índices negativos por positivos, tem o intuito de não deixar patente a inferioridade daqueles em relação aos países do Hemisfério Sul, que são os países ricos em matérias-primas e em outros tipos de recursos naturais.

Desde 1500 os chamados de países do Terceiro Mundo (o colonizado), vêm sustentando os países desenvolvidos principalmente com matérias-primas e alimentos.

Esses fatos diuturnamente veiculados na Internet nos apresentam quais seriam os países que realmente não têm plenas condições de sobrevivência. Quase todos eles estão no Hemisfério Norte. Por isso, no século XV os monarcas europeus passaram a financiar os corsários que se aventuravam na busca das prováveis riquezas existentes no além-mar.

Nos dias de hoje, para manutenção de seu pretensioso "status quo", os representantes do capital estrangeiro no Brasil tentam eternizar o nosso país como dependente do capital que foi levado daqui para a Europa, depois transferido para paraísos fiscais, de onde foi investido no Brasil.

Tal rotina ainda é utilizada por aquelas pessoas físicas e jurídicas acusadas de Lavagem de Dinheiro e de Blindagem Fiscal e Patrimonial.

As verdadeiras razões, pelas quais o Brasil não vem crescendo estão nos textos publicados por este COSIFE. E os dirigentes do SINAL, como são inteligentes, porque todos eles têm escolaridade de nível superior, sabem muito bem sobre os fatos aqui explicados.

Portanto, os dirigentes do SINAL ficam impossibilitados de dizer a verdade nua e crua, porque precisam ser atendidos pelos dirigentes do Banco Central nas ocasiões em que forem necessárias as reuniões para tratamento de temas relacionados ao funcionalismo.

O mesmo deve estar acontecendo com todos os demais sindicatos de trabalhadores.

O SUBLIMINARMENTE ESCRITO NA REVISTA POR SINAL

Nesta edição 49 (de outubro de 2015), a Por Sinal procura jogar mais luz sobre a questão do desenvolvimento da economia brasileira.

O desajuste das contas públicas, patrocinado pelos membros do COPOM, como não poderia deixar de ser, abre a edição.

A preferência pelos cortes de despesas sociais e o aumento da tributação de forma indiscriminada sobre toda a economia afetam todos os setores da nacionalidade. Todos?

Todos não, porque não afetam os detentores do grande capital, os quais são ferrenhamente protegidos pelos dirigentes do Banco Central.

NOTA DO COSIFE:

Pior mesmo é o aumento indiscriminado das taxas de juros, o qual aumenta indiscriminadamente o GASTO PÚBLICO.

Esse suplementar Gasto Público, que vem enriquecendo cada vez mais os grandes capitalistas (em detrimento dos trabalhadores), não foi previsto nos nossos Orçamentos Anuais desde 2011 pela Presidência da República, nem foi aprovado pelo Congresso Nacional.

Logo, o descompasso fiscal só pode ser atribuído aos dirigentes do Banco Central. Não pode ser atribuído a mais ninguém.

Conforme foi explicado acima, em letras azuis, e em outras páginas deste COSIFE, o que mais tem afetado o mundo inteiro são as excludentes Políticas Econômicas e Monetárias impostas pelos radicais dirigentes dos Bancos Centrais.

Essas inconsequentes políticas são sempre favoráveis aos detentores do Grande Capital e são sempre prejudiciais aos trabalhadores e também aos aposentados e pensionistas.

Por isso, não mais é possível ficar de boca calada esperando que os indecisos sindicalistas resolvam os problemas na qualidade de representantes dos trabalhadores.

Não se trata de uma campanha contra o sindicalismo. Trata-se de uma campanha de enfrentamento, no sentido de que seja abandonada a tese de que os Bancos Centrais devem ser independentes das decisões nacionais.

Os Bancos Centrais controlados pelos economistas monetaristas devem ser impedidos de criar problemas para serem resolvidos exclusivamente pelos governantes do mundo inteiro.

Da forma como as coisas vêm acontecendo, melhor seria que não existissem os Banco Centrais.

Se devemos optar pelo liberalismo, que seja sem a intervenção absolutista e ditatorial de um Banco Central.

A INCOMPREENSÍVEL INTENÇÃO DE PREJUDICAR OS TRABALHADORES

Um dos grandes problemas criados pelos dirigentes dos Bancos Centrais, que o leitor não terá dificuldade de adivinhar qual seria, parece escapar da tesoura dos ajustes fiscais ou planos de austeridade: em Os bancos vão bem, obrigado.

No citado artigo, a Revista Por Sinal faz um retrato de um segmento altamente lucrativo que ganha na riqueza e na pobreza.

São Poucos os Bancos Privados no Brasil, mas são poderosos. Os seis gigantes financeiros concentram 80% dos recursos movimentados pelos brasileiros.

No artigo da Revista Por Sinal denominado Um exemplo de inclusão financeira você saberá mais sobre o que são e o papel que cumprem e podem cumprir as cooperativas de crédito, na construção de um sistema financeiro cidadão.

Também é apresentado ao leitor o Registrato - Extrato do Registro de Informações no Banco Central, sistema que fornece para o cidadão informações disponíveis em cadastros administrados pelo Banco Central do Brasil.

Três importantes assuntos são abordados pelos articulistas da edição 49 (de outubro de 2015) da Revista Por Sinal:

Os dois primeiros são Especialistas e a terceira é Procuradora, todos das carreiras do Banco Central do Brasil.

A Por Sinal teve a honra de entrevistar Luiza Trajano, exemplo de mulher batalhadora e vitoriosa. Conhecida pela sua pujante atividade no comércio, a conversa revelou outros aspectos da sua contribuição ao país, como autoridade olímpica e liderança de vanguarda na modernização do varejo.

OS JUROS FIXADOS PELO COPOM NÃO FORAM PREVISTOS NEM APROVADOS

Constam como principal na peça orçamentária despesas destinadas ao serviço da dívida pública [cujas taxas de juros que desfalcam o Tesouro Nacional foram arbitrariamente fixadas pelos membros do COPOM] e à sustentação do câmbio, em uma economia com [artificial] dependência de capitais externos e importação de insumos e produtos de consumo.

NOTA DO COSIFE:

O leitor mais atento facilmente perceberá que os países do Terceiro Mundo, como o Brasil, são os maiores possuidores desses mencionados insumos (matérias-primas in natura), que depois são industrializados nos países desenvolvidos.

Desse modo, os representantes do dito capital estrangeiro no Brasil, aqui geram desemprego e geram empregos no exterior, condenando o nosso País ao eterno neocolonialismo que nos é imposto desde o nosso falso Grito de Independência. Apenas a nossa tutela foi transferida de Portugal para a Inglaterra. E nós ainda assumimos a dívida dos portugueses.

Do mesmo modo como fizeram com o Brasil, agora estão fazendo com a Grécia. Está sendo obrigada a assumir a dívida deixada por seus banqueiros. O Brasil também foi obrigado a assumir a dívida dos portugueses a partir de 1822, para obter a proteção daquele Senhor Feudal chamado de Inglaterra.

A Islândia fez diferente em 2009: entregou os bancos privados falidos aos estrangeiros e fechou todas as suas dependências naquele país. Apenas continuou a funcionar o Banco Estatal.

A partir da segunda Guerra Mundial a nossa ELITE VIRA-LATA queria transferir a tutela ainda conduzida pelos ingleses para os norte-americanos. Salvou-nos o brado de "O Petróleo É Nosso".

Então, chegou a hora do Golpe Militar de 1964, tão defendido por Carlos Lacerda, que depois transformou-se em adversário do Governo Militar porque queria ser Presidente da República. Por sua vez, Plínio Salgado, do informal Partido Integralista (de extrema-direita) disse aos seus correligionários que o Golpe Militar de 1964 representava a vitória do fascismo (do italiano Benito Mussolini) no Brasil. Ingressou na ARENA - Aliança Renovadora Nacional.

Atualmente, dizendo-se mais diplomatas, os representantes do capital estrangeiro, agora vindo de paraísos fiscais, tentam um novo tipo de Golpe, mais uma vez financiado não se sabe exatamente por quem.

O MONTANTE DOS ETERNOS DESFALQUES NO TESOURO NACIONAL

A melhor estimativa é que se gastará, em 2015, cerca de três vezes mais com juros e derivativos cambiais do que com a folha de pagamento dos servidores da União, múltiplo que sobe até 12 vezes ou além quando o assunto é saúde ou educação.

NOTA DO COSIFE:

Por que foi destacada a ARTIFICIAL dependência de capitais externos?

Porque essa é a forma de melhor alertar o leitor do COSIFE sobre o neocolonialismo sofrido pelo Brasil.

O mesmo sistema de dependência monetária está sendo imposto pelo Banco Central Europeu aos países mais fracos da chamada de União Europeia.

Depois de estabelecida a irreversível dependência ao Capital Externo, aqueles países mais fracos terão seus trabalhadores escravizados nos países mais fortes. Tal fato já vinha acontecendo com os imigrantes que chegaram à Europa desde a década de 1970.

Como as atuais crises no Norte da África estão cada vez mais fortes, mais de um milhão de migrantes passarão a disputar as vagas de trabalho pretendidas pelas populações dos países europeus enfraquecidos pelo seu Banco Central.

Os planos de submissão econômica do Banco Central Europeu, aliado aos Planos de Austeridade em que somente para trabalhadores pagam a conta, com a concorrência dos migrantes africanos e asiáticos, fará com que seja indiretamente implantado um sistema de semiescravidão dos imigrantes nos países mais ricos da Europa.

Essa é a verdadeira previsão de futuro nada promissor para os paises europeus que se submeterem aos insanos caprichos do grande capital blindado em paraísos fiscais.

E no Brasil não vai ser diferente. Inegavelmente a nossa Elite Vira-Lata quer destruir a Classe Média surgida durante os últimos doze anos de Governo Populista.

CAMPANHA PARA DESESTIMULAR O FUNCIONALISMO PÚBLICO

Neste período de ajuste fiscal, servidores públicos federais, como aqueles que desempenham no Banco Central do Brasil a missão de resgatar o poder de compra da nossa moeda e assegurar a solidez e eficiência do sistema financeiro nacional, são chamados a pagar do bolso uma parte da conta do orçamento deficitário da União.

Enquanto os membros COPOM tem a sua disposição todo aquele dinheiro da arrecadação tributária guardado nos cofres do Tesouro Nacional, para ser entregue ou restituído aos grandes capitalistas, os dirigentes do Banco Central não determinam o pagamento da Dívida a que seus funcionários têm direito por julgamento da maior autoridade do Poder Judiciário. E ainda zombam dos juízes e da Justiça com recursos protelatórios.

Ademais, a redução dos salários públicos, mediante a combinação de congelamento nominal e subcorreção da inflação, que desde o Regime Militar vem sendo feito e como o governo atual anuncia fazer [em razão da elevada taxa de juros fixada pelo COPOM], longe de promover o ajuste fiscal, tende a agravá-lo com a redução do consumo e, por consequência, da atividade econômica e da arrecadação tributária, aumentando o buraco que parece estar sendo cavado sob os pés de todos os brasileiros.

Então, para que não haja o tal buraco, as taxas de juros devem ser reduzidas pelo COPOM.

Tal Ajuste Fiscal pode levar a um enfraquecimento ainda maior do Estado nacional, defesa última daqueles que têm como seu o título de cidadão brasileiro.

Com os bolsos vazios, mas o coração cheio de esperança e fé no nosso Brasil, vamos à leitura da Por Sinal, edição n° 49!

NOTA DO COSIFE:

Encarando a questão sob outro prisma, deixando de lado a desonesta campanha eleitoral empreendida pelos oposicionistas ao Governo Federal, poderíamos dizer que a Presidenta Dilma está fazendo uma campanha subliminar, que é muito difícil de ser entendida pelo cidadão comum.

O ato de desprezar trabalhadores e servidores públicos, para que consiga pagar os juros impingidos pelos membros do COPOM, pode ser encarado como um pedido de socorro feito pela Presidenta, que os sindicalistas não estão querendo ou não estão conseguindo entender.

Quem viu a propaganda eleitoral veiculada pelo PCdoB na Televisão em 29/10/2015, deve ter percebido a gravidade do Golpe de Estado que os oposicionistas de forma descarada querem aplicar.

Aquele vídeo do PCdoB indiretamente convocou os trabalhadores e os servidores públicos a lutarem contra a DITADURA DO GRANDE CAPITAL que é aplicada em todo o mundo pelos dirigentes dos Bancos Centrais.

Portanto, precisamos combater e anular as decisões arbitrárias e despóticas dos membros dos Comitês de Políticas Monetárias em todo o mundo. Estes são os verdadeiros inimigos a serem combatidos. Os demais, são meras marionetes.