início > textos Ano XXII - 26 de outubro de 2020


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SERVIÇO COMPLETO PARA O BEM DA SONEGAÇÃO FISCAL

PAÍSES DESENVOLVIDOS SÃO OS MAIS PREJUDICADOS PELA AÇÃO DANOSA DOS PARAÍSOS FISCAIS

ARQUIVOS SECRETOS EXPÕEM IMPACTO MUNDIAL DE PARAÍSOS FISCAIS

São Paulo, 04/04/2013 (Revisado em 05-03-2019)

Referências: Evasão Cambial ou de Divisas, Lavagem de Dinheiro, Sonegação Fiscal, Ocultação de Bens Direitos e Valore em Paraísos Fiscais - Offshore, Blindagem Fiscal e Patrimonial, Internacionalização do Capital, Fatos que levaram os países desenvolvidos à Bancarrota, Falência Econômica, Teoria Anarquista Neoliberal da Autorregulação dos Mercados Globais - Globalização, Especulação Financeira, Atuação dos Mercenários da Mídia, Contabilidade Criativa - Fraudulenta.

6. SERVIÇO COMPLETO PARA O BEM DA SONEGAÇÃO FISCAL

Coletânea por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Por ICIJ - International Consortium for Investigative Journalists (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) - "Rede independente de repórteres de mais de 60 países que colaboram em investigações internacionais. É um projeto do Center for Public Integrity, de Washington". Redação por  GERARD RYLE, MARINA WALKER GUEVARA, MICHAEL HUDSON, NICY HAGER, DUNCAN CAMPBELL e STEFAN CANDEA. Colaboraram Mar Cabra, Kimberley Porteous, Frederic Zalac, Alex Shprintsen, Prangtip Daorueng, Roel Landingin, Francois Pilet, Emilia Díaz-Struck, Roman Shleynov, Harry Karanikas, Sebastian Mondial e Emily Menkes. Tradução de Paulo Migliacci - Publicado por Folha.Uol.com.br em 04/04/2013. Com negritos e subtítulos, comentários e anotações por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE.

Os clientes de serviços offshore são atendidos por todo um setor de intermediários bem remunerados - contadores, advogados, [economistas] e bancos que oferecem cobertura, criam estruturas financeiras e transferem ativos em nome dos clientes.

NOTA DO COSIFE:

Esqueceram de colocar os economistas que são os artífices de toda a pilantragem mundial porque são mentores do neoliberalismo econômico e financeiro (autorregulação dos mercados = globalização). Foi esse neoliberalismo anárquico que provocou todo esse desgoverno econômico-financeiro mundial.

Documentos obtidos pelo ICIJ mostram como dois importantes bancos suíços, o UBS e o Clariden, trabalharam com a TrustNet a fim de prover aos seus clientes companhias protegidas pelas leis de sigilo das IVB e outros paraísos fiscais.

O Clariden, controlado pelo Credit Suisse, solicitava níveis de confidencialidade tão elevados para certos clientes, demonstram os registros, que um funcionário da TrustNet definiu as solicitações do banco como o "cálice sagrado" das entidades offshore - uma companhia tão anônima que a polícia e as autoridades regulatórias encontrariam "um muro de silêncio" caso tentassem descobrir as identidades dos proprietários.

O Clariden se recusou a responder perguntas sobre seu relacionamento com a TrustNet.

"Devido às leis suíças de sigilo bancário, não estamos autorizados a fornecer qualquer informação sobre titulares de contas, existentes ou supostos", o banco declarou. "Como regra geral, o Credit Suisse e as companhias a ele relacionadas respeitam as leis e regulamentos dos países nos quais se envolvem".

Um porta-voz do UBS disse que o banco aplica "os mais elevados padrões internacionais" para combater a lavagem de dinheiro, e que a TrustNet "é um dos 800 provedores de serviço com os quais os clientes do UBS escolheram trabalhar em todo o mundo a fim de atender às suas necessidades patrimoniais e de planejamento de sucessão. Esses prestadores de serviços também são empregados por clientes de outros bancos".

A TrustNet se descreve como prestadora de serviços completos - sua equipe inclui advogados, contadores e outros especialistas que podem formular pacotes de sigilo para atender às necessidades e aos patrimônios de seus clientes. Esses pacotes podem ser simples e baratos, a exemplo de uma companhia aberta nas IVB. Ou podem ser estruturas sofisticadas que combinam múltiplas camadas de fundos, companhias, fundações, produtos de seguros e os chamados "prepostos", para servirem como acionistas e conselheiros.

Quando criam companhias para seus clientes, os serviços offshore muitas vezes apontam falsos acionistas e conselheiros - testas de ferro que substituem os proprietários que não desejam ver suas identidades reveladas. Graças à proliferação de acionistas e conselheiros falsos, os investigadores que trabalham em casos de lavagem de dinheiro e outros crimes muitas vezes chegam a becos sem saída quando tentam descobrir quem realmente está no comando de uma companhia offshore.

Uma análise conduzida pelo ICIJ, "Guardian" e BBC identificou um grupo de 28 "conselheiros de fachada" que servem como representantes hipotéticos em mais de 21 mil conselhos de empresas, entre eles; alguns dos conselheiros individuais têm seus nomes identificados como conselheiros em mais de quatro mil companhias.

Entre os testas de ferro identificados pelos documentos obtidos pelo ICIJ está um operador britânico que serviu como conselheiro de uma empresa nas IVB, a Tamalaris Consolidated, que a União Europeia definiu como fachada para a Islamic Republic of Iran Shipping Line, companhia de navegação iraniana acusada pela União Europeia, ONU e Estados Unidos de ajudar no programa de desenvolvimento nuclear do Irã.

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