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O QUE A MÍDIA MERCENÁRIA NÃO PUBLICA

O QUE A MÍDIA MERCENÁRIA NÃO PUBLICA

EXÉRCITO DEVOLVE 150 MILHÕES DE OBRA PÚBLICA E A ENTREGA DENTRO DO PRAZO

São Paulo, 27/03/2013 (Revisado em 26-04-2019)

Referências: Impressa falada, escrita e televisada, mídia, meios de comunicação, parcerias público privadas, a incompetência ou o extremismo do empresariado nacional e estrangeiro, desvio de verbas públicas, propinas, teoria anárquica neoliberal da autorregulação dos mercados globais - globalização, segregação social dos trabalhadores, Cartel dos Supermercados.

Índice dos textos desta página:

  1. O GOVERNO ADMINISTRANDO O DESENVOLVIMENTO NACIONAL
  2. EXÉRCITO DEVOLVE 150 MILHÕES DE ''SOBRA'' DE OBRA PÚBLICA E ENTREGA O TRABALHO DENTRO DO PRAZO
  3. EXÉRCITO ANDA MAIS RÁPIDO QUE EMPREITEIRAS NA OBRA DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO
  4. FRAUDES EM LICITAÇÕES PÚBLICAS - A DESONESTIDADE DAS EMPREITEIRAS DE OBRAS PÚBLICAS

1. O GOVERNO ADMINISTRANDO O DESENVOLVIMENTO NACIONAL

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Como se tem repetido em vários textos publicados neste COSIFE, a Mídia Mercenária, não somente a brasileira como a de todo o mundo, nada publica que possa prejudicar os interesses mesquinhos e impatrióticos de seus eventuais anunciantes (os detentores do poderio econômico).

As publicações ou veiculações feitas pelos meios de comunicação geralmente têm a finalidade de combater os seus adversários políticos, principalmente quando estes defendem os interesses básicos da espoliada população.

Os capitalistas sempre defendem a perpetuação de extrema segregação social dos trabalhadores, a exemplo de como também estão praticando os governantes dos países desenvolvidos, depois da eclosão da crise mundial iniciada em 2008, provocada pela insana e anárquica teoria neoliberal da autorregulação dos mercados globais, chamada simplesmente de "globalização".

1.1. A DIFICULDADE DE SE ENCONTRAR EMPRESÁRIOS HONESTOS

É fato que os governos federais brasileiros, principalmente a partir de 2003, têm tido grande dificuldade em conseguir parceiros privados que queiram trabalhar honestamente para agilizar o desenvolvimento nacional brasileiro. Ao contrário de muitos estrangeiros, os extremistas (elitistas) brasileiros querem impedir que o Brasil possa realizar eventos antes atribuídos somente aos países desenvolvidos agora falidos.

Existem diversos outros elitistas tentando impedir a execução de obras extremamente importantes para o desenvolvimento brasileiro. O presidente Lula chegou a dizer que o Brasil não podia ser condenado a ficar eternamente no subdesenvolvimento, a mercê dos defensores de interesses estrangeiros, que querem impedir a concorrência brasileira no mercado internacional.

1.2. OS EXTREMISTAS E O AUMENTO DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

A campanha desses capitalistas extremistas nacionais e estrangeiros é tão grande que, apesar do governo brasileiro vir reduzindo os tributos sobre os bens mais consumidos pela população de baixa renda, os preços desses mesmos produtos têm sido elevados, o que deixou a Presidente Dilma enraivecida, a ponto de reprovar o empresariado em rede nacional de rádio e televisão. Em seu pronunciamento a presidenta dirigiu-se especialmente aos brasileiros e estrangeiros controladores de redes de supermercados (cartel dos supermercados).

1.3. A PARCIALIDADE DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A prova dessa mencionada parcialidade dos agentes dos meios de comunicação está no importante fato não publicado pela mídia brasileira. O Exército Brasileiro realizou obra no Aeroporto Internacional de Guarulhos em que foi gasto menos de dois terços do valor orçado e a obra foi entregue dentro do prazo previsto, o que é raro acontecer quando os empreendimentos são efetuados sob o comando da iniciativa privada.

Veja o texto a seguir publicado somente no site do Exército Brasileiro.

2. EXÉRCITO DEVOLVE 150 MILHÕES DE "SOBRA" DE OBRA PÚBLICA E ENTREGA O TRABALHO DENTRO DO PRAZO

Publicado em 15/03/2013 pela Resenha do site Exercito.gov.br (CenárioMT). Editado com subtítulos e anotações por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE.

Política Brasil

A obra foi orçada em 430 milhões porém custou apenas 280 milhões. Como não houve desvios e comissões, 150 milhões retornaram aos cofres públicos.

2.1. OBRAS DENTRO DO PRAZO E COM MENOR CUSTO

Pergunta-se: Seria caso de trabalho de baixa qualidade ou talvez de um sistema onde o número de beneficiários seja menor?

Em razão da questão formulada pelo articulista do CenárioMT.com.br tornam-se necessárias explicações complementares, tendo-se em vista os conhecimentos científicos e práticos relativos à Contabilidade de Custos. Então, de início faz-se necessária uma resposta à seguinte questão:

Por que os custos governamentais são sempre menores que os da iniciativa privada?

Embora os manipuladores da opinião pública (mercenários da mídia) afirmem que a privatização e a terceirização seja mais barata e mais eficiente, é fácil provar ou comprovar que estão mentindo. Primeiramente porque as instituições governamentais não visam lucros e porque os salários dos dirigentes públicos são bem inferiores aos exorbitantes honorários dos dirigentes privados.

Quando o governo contrata qualquer entidade privada para realização de quaisquer tipos de atividades está pagando todo o elevado "status" dos seus dirigentes e controladores. Entre esses custos suplementares estão os altos honorários profissionais de executivos e consultores especializados em falcatruas, que sempre são bem superiores aos proventos, subsídios ou soldos recebidos pelos servidores públicos civis e militares. De outro lado, os dirigentes privados usam parte do dinheiro recebido do governo para a prática da corrupção mediante o financiamento de campanhas eleitoreiras dos falsos representantes do povo, que é intermediada por caríssimos lobistas ou consultores especializados.

Semelhantes textos foram escritos em outras publicações deste COSIFE. Veja especialmente o intitulado Contabilidade de Custos nas Empresas Privatizadas.

2.2. DEVOLUÇÃO DOS VALORES ECONOMIZADOS PELO EXÉRCITO BRASILEIRO

No ano de 2012, o Exército Brasileiro entregou a ampliação do Aeroporto de Guarulhos, dentro do prazo e como se não bastasse, ainda devolveu aos cofres públicos um montante de 150 milhões que "sobraram" do valor previsto. Apenas agora nossa equipe tomou conhecimento do fato pois na época houve um veto a imprensa [pelos dirigentes da Infraero].

2.3. A EFICIÊNCIA DO TRABALHO REALIZADO PELO EXÉRCITO

Um trecho de 1060 m – de um total de 3.700 m – foi inteiramente reformado pelo Departamento de Engenharia do Exército, com apoio de empreiteiras privadas.

Em quatro meses de trabalho, em turnos que começavam às 6h e terminavam às 22h, inclusive aos sábados, a pista foi recuperada dentro do prazo (com quatro dias de antecedência).

A obra consistiu na construção de duas pistas secundárias de saída rápida, reasfaltamento de 1.060 m, iluminação, sinalização e grooving (ranhuras para facilitar a frenagem). Os demais 2.640m passarão pela mesma reforma, em datas não fixadas.

2.4. AS FORÇAS ARMADAS COMO ESCOLAS PROFISSIONALIZANTES

Considerando que o governo é obrigado a gastar com a manutenção das Forças Armadas mesmo que o Brasil não venha enfrentando guerras desde 1945 (apenas atua a pedido da ONU - Organização das Nações Unidas em missões pacificadoras) e considerando ainda que as Forças Armadas têm a necessidade de formar cabos, sargentos e oficiais especializados em toda a logística necessária à plena ação durante guerras, as instituições militares poderiam ser transformadas numa monumental escola técnica profissional principalmente para os jovens a partir dos 14 anos de idade e para os soldados oriundos das camadas mais pobres da população, além de serem extremamente úteis na pesquisa científica e tecnológica de nível superior (bacharelado, mestrado e doutorado).

A primeira fase desse monumental treinamento técnico-profissional de futuros cidadãos seria o de combater o analfabetismo dos menos favorecidos. A qualificação cívica, ética e profissional de nível técnico dos jovens (mediante a obediência à hierarquia nos lares e nas entidades públicas e privadas) seria uma importante forma de combater a criminalidade juvenil.

Considerando também que os recursos financeiros repassados pelo governo e pelos empresários a entidades privadas (administradas por elitistas) não estão conseguindo qualificar os trabalhadores que o empresariado de pequeno e médio porte necessita, conforme foi explicado no texto denominado Os Culpados pela Falta de Mão de Obra Qualificada, as Forças Armadas poderiam ser a maior e a mais eficaz escola técnica do Brasil, disseminando a experiência técnico-profissional que os líderes do empresariado brasileiro se recusam a prestar. A transferência dessa atividade para as Forças Armadas obviamente resultaria no fortalecimento das instituições militares, em busca da plena eficiência governamental na aplicação dos recursos públicos, como vem acontecendo na área estratégica da engenharia e da construção necessária ao desenvolvimento nacional.

Fato Curioso

A FALSA INEFICIÊNCIA DA MÍDIA MERCENÁRIA

A cerimônia [de entrega da obra realizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos] aconteceu em maio de 2012 e foi realizada sem a presença da imprensa, pois houve um veto aos jornalistas por parte da INFRAERO. Apenas militares prestigiaram o evento.

Resta saber o por que de não divulgar um ato tão importante visto que o Brasil sofre com atrasos em obras importantes, grandes desvios de dinheiro público além de obras superfaturadas.

Quem sabe, divulgando que o Exército Brasileiro é capaz de fazer melhor e com preço mais em conta, seque a fonte de muita gente por ai.

Ninguém se propôs a um "furo de reportagem" ou a fazer uma "reportagem exclusiva". Ninguém se infiltrou no recinto da comemoração como é tão comum quando o fato é de real interesse da Mídia sensacionalista e contrária à real democracia (livre manifestação popular).

Afinal, a divulgação do fato deporia contra a dita eficiência das empresas privadas de grande porte, que são as principais anunciantes dos meios de comunicação.

Desse parcialismo dos dirigentes dos meios de comunicação resultou a explosão das manifestações populares por intermédio da Internet - Rede Mundial de Computadores com bilhões de páginas lidas diariamente.

A obra [do Aeroporto Internacional de Guarulhos] foi orçada em 430 milhões porém custou apenas 280 milhões. Como não houve desvios e comissões, 150 milhões retornaram aos cofres públicos.

3. EXÉRCITO ANDA MAIS RÁPIDO QUE EMPREITEIRAS NA OBRA DA TRANSPOSIÇÃO

Destaques:

Do G1 de Pernambuco - Publicado em 07/02/2012, com subtítulos, comentários e anotações por Américo G Parada Fº - Contador Coordenador do COSIFE

3.1. OBRAS DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

As obras da Transposição das águas do Rio São Francisco tinham o término previsto para este ano [de 2012], mas estão atrasadas - em alguns lugares, os trabalhos estão paralisados [pelos empresários privados].

A obra começou em agosto de 2007, com investimento previsto de R$ 6,8 bilhões. São dois canais: o Eixo Leste - 71% concluído - vai ter 287 quilômetros, começando em Floresta, em Pernambuco, e indo até Monteiro, na Paraíba. O Eixo Norte parte de Cabrobó (PE), corta o Rio Grande do Norte e vai até o Ceará, com 426 quilômetros de extensão - nem a metade foi concluída (46%).

3.2. AS OBRAS SOB A RESPONSABILIDADE DO EXÉRCITO BRASILEIRO

O projeto foi dividido em 14 lotes e a maior parte ficou com os consórcios das construtoras. Os trechos que ficaram sob a responsabilidade do Exército estão quase prontos. Neles, no ano passado, o avanço foi três vezes maior que o das empreiteiras no Eixo Norte e cinco vezes maior no Eixo Leste.

Para que fosse comprovada a incompetência do empresariado, o governo federal espertamente colocou o Exército Brasileiro nas obras de transposição do Rio São Francisco como também fez nas obras de conservação das Rodovias Federais. Em todos os casos o Exército Brasileiro demonstrou mais eficiência que os sabidamente incompetentes empresários.

3.3. FALTAVAM APENAS AS OBRAS EM CONCRETO, QUE SÃO COMPLEMENTARES

Em Cabrobó (PE), os soldados [competentemente gerenciados pelos seus superiores] finalizam a barragem de Tucutu. Quando tudo estiver pronto, os militares vão terminar de retirar as plantas de uma área que tem o tamanho equivalente ao de 480 campos de futebol e será transformada em um imenso reservatório com capacidade para acumular quinze bilhões de litros de água. “Faltam apenas as obras em concreto, que são complementares, e elas devem ser concluídas no mês de abril de 2012”, explica o engenheiro do exército Aedson José.

Esperança?

POR INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA, VÁRIAS EMPREITEIRAS ABANDONARAM AS OBRAS

A transposição vai levar água a doze milhões de pessoas em Pernambuco, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Ceará, uma movimentação que encheu de esperança o povo das cidades da região. Mas das nove mil pessoas que chegaram a trabalhar nos canteiros de obras, menos de 4 mil continuam. “Foi embora a empresa e a gente tá esperando nesse vai e vem, vai e vem e nunca que chega essas empresas”, disse Cícero Ferreira de Oliveira, ex-agricultor e ajudante de terraplanagem.

Isto significa que os incompetentes empresários deixaram de lado a Contabilidade de Custos e por isso não souberam montar um orçamento compatível com a realidade da obra a ser realizada.

NOVAS LICITAÇÕES PÚBLICAS

Para o governo, o atraso nas obras é consequência da diferença entre o que foi acertado nos contratos e a realidade encontrada na região. Agora serão feitas novas licitações para os trechos que tiveram o trabalho interrompido. “Vamos iniciar em fevereiro, março e abril [de 2012] as licitações dos saldos remanescentes para que a gente possa no segundo semestre de 2012 atingir o nível máximo de execução e de contratação de mão de obra mobilizada no projeto da integração do São Francisco”, disse o ministro da integração Fernando Bezerra Coelho.

4. FRAUDES EM LICITAÇÕES PÚBLICAS

4.1. A DESONESTIDADE DAS EMPREITEIRAS DE OBRAS PÚBLICAS

Resumo de notícias publicadas por jornais sobre a utilização do Exército para realização de obras públicas. Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Em 04/01/2003, nos primeiros dias do primeiro período do Governo LULA, o jornal Folha de São Paulo publicou notícia sob o título: Exército é Disputado por Ministros para Ajudar em Projetos.

O artigo destaca que durante o Governo FHC os recursos destinados às Forças Armadas foram reduzidos a ponto de serem dispensados 44 mil recrutas nas fileiras do Exército e a Marinha reduziu a sua semana de trabalho por falta de verbas governamentais.

Mas, já no início do Governo Lula, os Ministros nomeados por determinação do nosso novo presidente mostraram interesse na utilização das Forças Armadas para realização de obras de recuperação de estradas e portos que se encontravam abandonados pelo governo anterior.

Ainda em 04/01/2003, o Jornal folha de São Paulo publicou outro artigo denominado Ministro quer Ajuda do Exército para Recuperação de Estradas.

O articulista escreveu em seu primeiro parágrafo:

"Além de suspender todos os processos de licitação para recuperação, construção e duplicação de estradas, o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, quer encontrar caminhos para reduzir o custo das obras rodoviárias".

E continua explicando no terceiro parágrafo:

"Adauto disse que a parceria [com as Forças Armadas] também será útil para que o Ministério dos Transportes tenha uma referência de custos. O Exército, segundo ele, poderá dar uma noção mais precisa sobre o custo para a recuperação de cada quilômetro".

Em 09/01/2003 o Jornal Folha de São Paulo publicou no artigo com o título: Lula Quer Apoio do Exército para Fiscalizar Obras Viárias.

Nos primeiros parágrafos lê-se:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que seja avaliada a compra de máquinas e equipamentos para os batalhões de engenharia e construção do Exército, para que eles possam participar da construção e recuperação de rodovias.

Lula também quer que o Exército passe a fiscalizar obras de construção e recuperação de estradas que estejam sendo executadas por empresas privadas. Essa função pode vir a ser mais importante do que a de construção e recuperação, segundo o Planalto.

Essa seria uma das formas de combate às fraudes em Licitações Públicas. A Contabilidade de Custos da atuação do Exército Brasileiro serviria de parâmetro para aceitação ou reprovação dos orçamentos fornecidos pelas empreiteiras de obras públicas.

Diante do exemplar trabalho realizado pelo Exército Brasileiro desde aquela época até os dias de hoje, tornou-se praxe a utilização dos custos do Exército Brasileiro como parâmetro para licitações públicas.

Diante do trabalho realizado pelo Exército nestes dez últimos anos, até 2013, alguns governos estaduais aliados do governo central também passaram a utilizar o Exército para fiscalização de obras realizadas pelas empreiteiras.