início > legislação Ano XXI - 13 de dezembro de 2019



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OBSERVAÇÕES SOBRE AS SOCIEDADES ANÔNIMAS

LEI 6.404/1976 - LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES

DECRETO-LEI 2.627/1940 - SOCIEDADE ANÔNIMA (Revisada em 07/03/2019)

CAPÍTULO VIII - SOCIEDADE ANÔNIMA ou COMPANHIA cujo funcionamento depende de autorização do Governo, SOCIEDADES ANÔNIMAS ou COMPANHIAS nacionais e estrangeiras

  1. A EXTINÇÃO DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS
  2. ARTIFICIALMENTE REVIVENDO AS SOCIEDADES ANÔNIMAS
  3. O GOVERNO CRIANDO UM CONGLOMERADO EMPRESARIAL
  4. SUBSIDIÁRIA INTEGRAL

Veja também:

  1. Aquisição de Controle Acionário por Fundo de Investimento - As Verdadeiras Sociedades Anônimas
  2. As Diversas Facetas dos Fundos de Investimentos - Modelos Operacionais Intrigantes - Participações Societárias

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

1. A EXTINÇÃO DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS

Com base na Lei 8.021/1990 e principalmente em razão do disposto no artigo 19 da Lei 8.088/1990, deixaram de existir no Brasil as antigas Sociedades Anônimas que passaram a ser denominadas como Sociedades por Ações na Lei 6.404/1976.

As Companhias Abertas (também chamadas de Sociedades de Capital Aberto), antes da posse do Presidente Collor em 1990 podiam ser chamadas de Sociedades Anônimas de Capital Aberto porque era permitida a emissão ações e outros títulos e valores mobiliários "ao portador" - sem a identificação do beneficiário.

Sobre os títulos aos portador, veja especialmente o artigo 907 do Código Civil de 2002 e de forma genérica os seus artigos 904 a 909 sobre os Títulos de Crédito "ao portador".

Veja também a NOTA DO COSIFE nos artigos 1.088 e 1.089 do Código Civil de 2002 que versa sobre as SOCIEDADES ANÔNIMAS que só podem ser constituídas mediante lei especial (individualizada = uma lei para cada pessoa jurídica constituída).

Veja ainda Contabilidade das Sociedades por Ações.

2. ARTIFICIALMENTE REVIVENDO AS SOCIEDADES ANÔNIMAS

Há a possibilidade da Sociedade por Ações (Nominativas) ser transformada em Sociedade Anônima (com ações ou cotas Ao Portador).

Para que isto aconteça é necessário que todas ações sejam de propriedade de Fundos de Investimentos em Participações Societárias sediados no exterior que emitam somente Cotas ao Portador.

Assim sendo, os acionistas ocultos seriam proprietários de Cotas sem identificação de seus proprietários, tal como existia no Brasil antes do Governo Collor de Mello ter sido sancionada a Lei 8.021/1990 e o artigo 19 da Lei 8.088/1990, acima mencionados.

Mas, graças a artimanhas engendradas por consultores em planejamento tributário, as Sociedades Anônimas podem ser revividas por Fundos de Investimentos em Participações societárias que estejam estabelecidos em Paraísos Fiscais que emitam cotas ao portador, cujos anônimos sejam controladores de empresas constituídas no Brasil.

Geralmente esses Fundos de Investimentos de Investimentos em Participações Societárias têm um único cotista ou tem um grupo de cotistas que são os controladores de determinada empresa. Nestes casos, em vez de serem vendidas cotas, geralmente é vendido o Fundo de Investimentos para outros controladores.

3. O GOVERNO CRIANDO UM CONGLOMERADO EMPRESARIAL

De acordo com o disposto na Lei 12.380/2011 o Tesouro Nacional brasileiro também pode ser titular desse tipo de fundo de investimento em participações societárias. Assim fazendo, fica difícil saber quantas empresas são de fato estatais. A referida Lei 12.380/2011 foi sancionada por Dilma Russeff.

No texto indicado, sobre os Fundos de Investimentos e Participações Societárias, há referência ao IRI - Instituto para Reconstrução Industrial da Itália depois da Segunda Guerra Mundial.

Em tese, até empresas privatizadas podem ser indiretamente estatizadas como controladas pelo Tesouro Nacional ou BNDES ou, ainda, por outras empresas estatais ou de economia mista. Podem ainda ser estatais aquelas empresas privadas que são chamadas de "campeãs nacionais".

Essa prática de o governo criar conglomerados empresariais e indiretamente controlá-los, já era realizada por intermédio do BNDES principalmente a partir do Governo Lula. Mas, muitos anos antes, semelhantes operações existiam, sabendo que as primeiras privatizações foram efetuadas no Governo Collor colocando à venda empresas controladas pelo BNDES.

Seguindo o exemplo do Brasil desde os governos militares (quando foram criadas muitas empresas estatais) e da Itália (que fez o mesmo a partir do término da Segunda Guerra mundial), a partir de 2019 a Alemanha e outros países europeus querem voltar a fazer o mesmo que quase todos os países europeus fizeram depois da Guerra. Querem adotar a mesma tática da assunção do controle acionário das mais importantes empresas de seus respectivos países (e até de outros países, com fez Lula) para evitar a perda das suas "Campeãs Nacionais" para sonegadores de tributos que se escondem em paraísos fiscais.

Veja também:

  1. Aquisição de Controle Acionário por Fundo de Investimento - As Verdadeiras Sociedades Anônimas
  2. As Diversas Facetas dos Fundos de Investimentos - Modelos Operacionais Intrigantes - Participações Societárias

4. SUBSIDIÁRIA INTEGRAL

Se a sociedade por ações tiver um único acionista, ele deve ser uma "sociedade brasileira" (pessoa jurídica). Então, a empresa com um único acionista pessoa jurídica passa a ser chamada de Subsidiária Integral.

Mas, para burlar as regras, a "sociedade brasileira" (pessoa jurídica) talvez possa ser uma empresa que tenha como sócios Fundos de Investimentos em Participações Societárias constituídos no exterior que emitam cotas ao portador.

Veja também: Subsidiária Integral


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