início > textos Ano XXII - 31 de julho de 2021


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CAPITAL INTEGRALIZADO COM SUCATA VINDA DO EXTERIOR

O FALSO E O VERDADEIRO CUSTO BRASIL

REDUÇÃO DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES - SEMI-ESCRAVIDÃO

Texto baseado em material distribuído em cursos ministrados na década de 1990. Escrito em 2002 (Revisada em 21-01-2021)

O VERDADEIRO CUSTO BRASIL - SUPERFATURAMENTO DAS IMPORTAÇÕES

1º CASO: CAPITAL INTEGRALIZADO COM SUCATA VINDA DO EXTERIOR

1. OS FALSOS INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS

Certa multinacional anuncia um investimento de US$ 2 bilhões no Brasil.

Ao contrário do que se imagina, o investimento não é feito em moeda estrangeira, possibilitando a compra ou fabricação de bens de produção no território nacional brasileiro.

Na prática, é enviada para o Brasil como investimento estrangeiro uma linha de produção contabilizada na Matriz (controladora) por US$ 100 milhões, cujo valor seria lançado a prejuízo, porque os equipamentos foram considerados obsoletos e inaproveitáveis.

Com a remessa da sucata para o Brasil, no lugar de contabilizar US$ 100 milhões de prejuízo no exterior, a Matriz (c0ntroladora) acaba lançando US$ 1,9 bilhões de lucro, que é contabilizado por uma empresa OFFSHORE constituída num paraíso fiscal, tida como a subscritora do capital investido no Brasil.

Por que?

Porque está remetendo para o Brasil uma sucata pelo preço de US$ 2 bilhões.

2. O ARTIFICIAL AUMENTO DOS CUSTOS OPERACIONAIS

Em razão desse investimento super avaliado (inflado artificialmente) os custos fixos de fabricação no BRASIL passam a ser vinte vezes maior do idêntico produto já obsoleto fabricado no exterior.

Por outro lado, na Matriz (controladora) a linha de produção estava instalada para produzir um milhão de unidades, enquanto que aqui no Brasil fabricará apenas duzentas mil, aumentando o custo fixo em 5 vezes.

Por isso sempre ouvimos falar que no nosso País a produtividade é baixa e que o parque industrial está produzindo bem abaixo da sua capacidade instalada.

Como vimos, sendo os bens de produção vinte vezes mais caros e a produção cinco vezes menor, o produto fabricado aqui no Brasil terá seu custo fixo 100 vezes mais caro do que na Matriz (controladora), compensado em parte pelos gastos com a mão de obra que aqui são dez vezes menores do que nos países tidos como ricos e desenvolvidos, não considerados os encargos sociais. Estes encargos correspondem no Brasil a aproximadamente 100% do valor da mão de obra.

3. A SONEGAÇÃO FISCAL É O FRUTO DESSE ARTIFICIALISMO

Com custos fixos tão elevados as multinacionais dificilmente têm lucros tributáveis no Brasil, razão pela qual os seus dirigentes vivem dizendo, em entrevistas pagas 9espaço comprado nos meios de comunicação), que vêm acumulando prejuízos ao longo do tempo em que aqui estão instaladas as suas indústrias.

Então, perguntamos: Se as multinacionais vêm acumulando prejuízos, por que não abandonam o negócio, retirando-se do País?

Não se retiram porque a verdadeira mina de ouro é aqui e porque o lucro já foi antecipadamente remetido para o exterior mediante a importação de maquinaria superfaturada (super-avaliada) e da exportação de produção subfaturada.

Essa fuga das multinacionais do território brasileiro só ocorreu a partir do golpe Institucional praticado por Michel Temer, agravando-se durante o Governo Bolsonaro, mas, por outras razões. Uma das razões foi a falta de consumidores (e a consequente inadimplência) provocada pela equivocada Política Econômica praticada a partir de Michel Temer que se agravou durante a desintegração nacional promovida pro Bolsonaro.

4. SUBFATURAMENTO DAS EXPORTAÇÕES

A exportação é feita por preços bem inferiores aos de venda no mercado interno, enquanto que a importação é feita por preços superiores aos de venda no exterior.

No subfaturamento das Exportações, parte da moeda estrangeira recebida é contabilizada em paraísos fiscais


(...)

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