início > textos Ano XX - 22 de setembro de 2019



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ASPECTOS OPERACIONAIS, CIENTÍFICOS E TECNOLÓGICOS SOBRE A PETROBRAS

A AVALIAÇÃO PATRIMONIAL E O FUNDO DE COMÉRCIO

ESTATIZAÇÃO DE EMPRESAS E PRIVATIZAÇÃO DAS ESTATAIS

São Paulo, 01/07/2013 (Revisado em 28-02-2019)

2. ASPECTOS OPERACIONAIS, CIENTÍFICOS E TECNOLÓGICOS

  1. A ATUAÇÃO DA PETROBRÁS NO GOLFO DO MÉXICO
  2. NOTÍCIAS SOBRE A DESCOBERTA DE PETRÓLEO NO GOLFO DO MÉXICO
  3. NOTÍCIAS NO SITE DA PETROBRÁS
  4. O ETERNO COMPLEXO DE VIRA-LATAS DOS BRASILEIROS
  5. JUSTIFICANDO O INTERESSE DO BRASIL EM ADQUIRIR REFINARIAS NO EXTERIOR

Veja também:

  • Erro do TCU identificou prejuízo em transação da Petrobras em Pasadena - Carta Capital - 18/02/2019
  • Nota do TCU sobre o publicado por Carta Capital em 18/02/2019 - Em síntese, entende-se que o TCU, julgando-se incompetente para analisar os fatos, tomou por base avaliações de consultoria externa contratada pela própria Petrobras, adotando cenário que considerava a situação do ativo no estado em que estava (“as is”) no momento da negociação. Assim, abdicou do direito e da necessidade de procurar a assessoria de auditores independentes ou de peritos contábeis especializados na avaliação do Fundo de Comércio mencionado nestas páginas do COSIFE. E, ainda, o TCU deixou de consultar os engenheiros da Petrobrás especializados refinarias. Na sua Nota o TCU ainda afirma que depois de decorridos mais de 10 anos, o processo se encontra atualmente [18/02/2019] em tramitação no Tribunal e o seu mérito será apreciado pelo Plenário da Corte após pronunciamento conclusivo da área técnica e do parecer do Ministério Público junto ao TCU.

A AVALIAÇÃO PATRIMONIAL DEVE SER FEITA POR CONTADORES

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

2.1. A ATUAÇÃO DA PETROBRÁS NO GOLFO DO MÉXICO

No caso em questão torna-se importante destacar que a Petrobras já opera no Golfo do México há décadas porque naquela região o petróleo está em águas profundas e somente a nossa Petrobras em todo o mundo detém a inovadora, exclusiva e avançada tecnologia para prospecção e extração do "ouro negro" nas profundezas marinhas ou marítimas ou, ainda, aquáticas (represadas, lacustres e fluviais).

Isto aconteceu porque, ao contrário das demais empresas exploradoras de petróleo, a nossa pensou no futuro, investiu no futuro, enquanto as demais empresas, privilegiando o imediatismo, pensavam apenas na obtenção de lucros que eram despendidos nababescamente por seus executivos, mais interessados na megalomaníaca e individual demonstração de riqueza.

2.2. NOTÍCIAS SOBRE A DESCOBERTA DE PETRÓLEO NO GOLFO DO MÉXICO

Sobre as atividades da Petrobras naquela região, em 29/10/2003, o Estadão publicou a seguinte notícia:

Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no prospecto de St. Malo, localizado no setor americano do Golfo do México. A descoberta foi feita pela subsidiária Petrobras America Incorporation, sediada em Houston, nos EUA. Esta foi a terceira grande descoberta consecutiva da Petrobras em águas profundas do Golfo do México nos últimos dois anos [desde 2001 - durante o Governo FHC]. As empresas consorciadas na descoberta são: Petrobras (25%), Unocal (operadora), com 28,75%, Devon Energy (22,5%), Chevron Texaco (12,5%), EnCana Gulf of Mexico (6,25%), Exxon Mobil (3,75%) e Eni Petroleum (1,25%).

O poço descobridor atravessou uma zona portadora de petróleo com cerca de 425m de espessura, contendo mais de 135m de reservatórios portadores de hidrocarbonetos, o que indica tratar-se de descoberta "muito importante", segundo o comunicado da empresa [Petrobras].

A companhia pretende realizar a perfuração de um poço de avaliação ainda no decorrer de 2004. A perfuração do local começou em julho deste ano [de 2003] e a profundidade total atingida foi de 8.836m, ao custo de US$ 62 milhões. O poço está localizado em águas de 2.100m de profundidade, cerca de 400 km a sul e sudoeste de New Orleans.

2.3. NOTÍCIAS NO SITE DA PETROBRÁS

No site da Petrobras Notícias, em 10/06/2011, lia-se e atualmente ainda lê-se:

Informamos duas importantes descobertas de petróleo e uma descoberta de gás em águas ultraprofundas na área de Hadrian, na concessão Keathley Canyon, na porção norteamericana do Golfo do México. Estima-se um volume recuperável superior a 700 milhões de barris de óleo equivalente no conjunto dos blocos de Keathley Canyon, configurando uma das maiores descobertas realizadas no Golfo do México na última década.

As descobertas de Hadrian estão localizadas a cerca de 400 km a sudoeste de Nova Orleans, em uma profundidade de água de aproximadamente 2,1 mil metros. Avaliações preliminares acenam para a existência de um importante conjunto de descobertas de hidrocarbonetos nessa região.

A descoberta ocorreu através da perfuração do poço KC 919#3, no bloco KC 919, e confirmou uma acumulação de petróleo com mais de 144 metros de espessura de reservatório. Objetivos mais profundos ainda serão perfurados.

Em atividades anteriores de perfuração já havia sido descoberto petróleo em blocos da Hadrian Norte e gás em blocos da Hadrian Sul. Em Hadrian Norte, foram encontrados petróleo de alta qualidade e gás associado nos reservatórios, com mais de 167 metros de espessura de acumulação de petróleo e uma pequena quantidade de gás, com potencial de volumes maiores. Em Hadrian Sul, foram descobertos cerca de 61 metros de acumulação de gás natural.

A ExxonMobil é a operadora do projeto, com 50% de participação nos blocos KC 918, KC 919, KC 963 e KC 964. A Petrobras America, nossa subsidiária com sede em Houston, Texas, detém 50% do bloco KC 918 e 25% dos blocos KC 919, KC 963 e KC 964. A Eni Petroleum US LLC participa com os 25% restantes.

Nossa presença no Golfo do México

Somos uma das líderes nas operações em águas ultraprofundas, sendo beneficiada pela experiência e tecnologia desenvolvidas em suas operações offshore [em mar aberto] no Brasil.

Somos a operadora nos campos de Cascade (100%) e Chinook (66,7%), atualmente em desenvolvimento, e temos participação nas descobertas de Saint Malo (25%), Stones (25%) e Tiber (20%). Além disso, detemos a concessão exploratória de uma área significativa e com características similares, a qual será testada, consolidando uma base sólida para a atuação da Companhia no Golfo do México.

2.4. O ETERNO COMPLEXO DE VIRA-LATAS DOS BRASILEIROS

Muitos brasileiros desconhecem ou fingem desconhecer essa realidade relativa à nossa alta tecnologia na prospecção e extração de petróleo em "águas profundas" em razão do seu eterno "complexo de vira-latas", disseminado pelas nossas elites oligárquicas, como já dizia escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues nas décadas de 1950 e 1960.

Significativa parcela dessa elite econômica e intelectual brasileira dá mais valor ao importado, mesmo que seja pirateado no Paraguai, do que ao produzido no Brasil.

Muitos estudantes brasileiros sonham em fazer cursos no exterior. Porém, quando conseguem seu intento, ao lá chegarem como mestres e doutores, ao fazerem o pós-doutorado, descobrem que pouco ou quase vão aprender. Muitos passam a ensinar aos estrangeiros o que aprenderam por aqui. Por isso, os brasileiros são tão procurados ou tão aceitos por universidades estrangeiras.

2.5. JUSTIFICANDO O INTERESSE DO BRASIL EM ADQUIRIR REFINARIAS NO EXTERIOR

Diante do exposto, relativamente à capacidade da Petrobras de comandar a extração de petróleo em qualquer parte do mundo, como também já fez no Golfo Pérsico, é natural que o Brasil na qualidade de acionista controlador da Petrobras tenha grande interesse na compra de refinarias de petróleo naquela região do território norte-americano nas proximidades do Golfo do México.

De controlado (ou colonizado pelos países desenvolvidos), o Brasil passaria a ser o controlador de significativa parcela do setor petrolífero norte-americano, um dos segmentos operacionais mais importantes na combalida economia daquele país.

Por isso, de antemão é impossível acreditar que a compra de refinarias em território ianque seja um ato impatriótico de brasileiros, mesmo que a Petrobras seja obrigada a pagar elevado valor a título de ágio (Fundo de Comércio).

Parece claro que os norte-americanos não vão vender tal controle "a preço de banana" tal como foram vendidas as nossas empresas estatais durante o Governo FHC. Isto, sim, foi impatriótico. Mas, ninguém resolveu apurar.

Resta saber se os sempre imperialistas governantes norte-americanos deixarão que a Petrobras se transforme na mais importante empresa petrolífera dos Estados Unidos e na maior do mundo depois que estiverem em plena produção os poços em águas profundas do litoral brasileiro.

Obviamente os ianques vão impingir ao povo brasileiro um novo governante que queira privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Amazônia e o Pantanal Mato-grossense. Assim foi dito por um apresentador de televisão brasileiro que obviamente foi demitido. Para evitar tais fatos ou desabafos, os programas de televisão agora são previamente gravados.

Talvez seja mais fácil para os ianques o financiamento de mais um Golpe de Estado, principalmente agora que a Presidenta Dilma Russeff quer que seja investigada a espionagem cibernética comandada pela CIA - Agência Central de Inteligência.

É importante destacar mais vez que as nossas elites oligárquicas sempre deixam aflorar o seu imenso complexo de vira-latas e sua eterna vontade de bem servir aos mais importantes estrangeiros.  Essas elites sempre tentam por todas as formas impedir o pleno desenvolvimento brasileiro, especialmente quando se destina à geração de empregos para os descendentes dos antigos escravos de seus antepassados.

Todos estes falsos brasileiros sempre fazem oposição aos governantes que pretendem gerar empregos para os nossos menos favorecidos compatriotas. Assim, esses oposicionistas vêm agindo desde os tempos em que Getúlio Vargas depôs os entes da nossa República Oligárquica.

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