início > textos Ano XXI - 21 de novembro de 2019



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A INSANA ESPECULAÇÃO NO MERCADO IMOBILIÁRIO ESTADUNIDENSE

A DERROCADA FINANCEIRA NORTE-AMERICANA

PRIVATIZAÇÃO DOS LUCROS E SOCIALIZAÇÃO DOS PREJUÍZOS

São Paulo, 20/09/2008 (Revisado em 13-09-2018)

MERCADO IMOBILIÁRIO, ESPECULAÇÃO E SUBPRIME

  1. A INSANA ESPECULAÇÃO NO MERCADO IMOBILIÁRIO ESTADUNIDENSE
  2. OS IMÓVEIS E O SUBPRIME

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

1. A INSANA ESPECULAÇÃO NO MERCADO IMOBILIÁRIO ESTADUNIDENSE

As grandes quedas (ou elevações) especulativas (sem verdadeiras razões lógicas) que sempre ocorrem nas Bolsas de Valores em todo o mundo, estiveram entre as principais manchetes dos jornais televisivos em 2008.

Segundo os “especialistas”, sustentados pelos especuladores para espalharem boatos, as quedas bruscas ocorridas naquela ocasião tiveram como motivo a instabilidade financeira nos Estados Unidos provocada pela forte especulação imobiliária verificada nos últimos dois anos (anteriores à eclosão da Crise de 2008). Daquela vez disseram a verdade porque não tinham mais como escondê-la.

Aquela insana especulação no mercado imobiliário redundou na quebra das instituições financeiras especializadas no financiamento imobiliário porque os compradores dos imóveis super-avaliados perderam seus empregos e não mais puderam pagar as prestações.

2. OS IMÓVEIS E O SUBPRIME

Retomados os imóveis dos inadimplentes, o principal banco a opera em crédito hipotecário norte-americano (o Lehman Brothers) foi obrigado a declarar sua falência. Veja a história das fraudes contábeis no texto sobre Manipulação de Resultados nas Demonstrações Contábeis com intuito de esconder a falência e também desviar verbas para o famoso "Caixa Dois" geralmente escondido em paraísos fiscais em nome de empresas fantasmas (offshore).

Foi descoberto o tal "SUBPRIME". Isto é, os imóveis hipotecados, depois de retomados dos inadimplentes, não valiam a metade dos valores recebidos pelos seus vendedores. Chegaram a essa conclusão porque era possível construir idênticos imóveis por, talvez, um quito do valor que o banco os tinha tomado como garantia hipotecária dos financiamentos liberados.

Quem perdeu?

Obviamente os vendedores ganharam. Em contrapartida, como se diz em contabilidade, os compradores dos imóveis perderam as prestações pagas ao banco. Como consequência, o Banco de Crédito Hipotecário não conseguiu resgatar os títulos de crédito hipotecários que foram vendidos para investidores de todo o mundo. O dinheiro captado com a venda dos títulos foi emprestado aos compradores do imóveis. Assim, os investidores nacionais e internacionais perderam suas aplicações nos Estados Unidos. Entre os investidores prejudicados estavam Fundos de Pensão de servidores públicos e de empresas que administravam seu próprio plano de previdência para pagamento das aposentadorias de seus próprios empregados.

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