início > textos Ano XX - 19 de julho de 2019



QR - Mobile Link
DESVIO DE RECURSOS DE FUNDAÇÕES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA

QUEM ABRIU A PORTA À LAVAGEM DE DINHEIRO?

OS BANCOS COMO AGENTES DA LAVAGEM DE DINHEIRO E DA BLINDAGEM FISCAL E PATRIMONIAL

DESVIO DE RECURSOS DE FUNDAÇÕES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA (Revisado em 10-07-2018)

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Em razão da perseguição às notas fiscais frias e às operações day-trade nas Bolsas de Valores, os desvios de recursos financeiros para o Caixa Dois (economia informal) passaram a ser efetuados no mercado de títulos públicos custodiados no SELIC - Sistema Especial de Liquidação e Custódia, a partir de 1984 até o meado de 1985.

No início de 1987 foi possível concluir o último dos quase vinte relatórios sobre tais fatos e muitos outros casos ficaram por apurar. Na época, os dirigentes do Banco Central não deixaram que fosse feito o relatório sobre os desvios da fundação de previdência dos funcionários daquela autarquia federal.

O interessante é que o grupo de entidades do SFN incumbidas de desviar e sumir com o dinheiro contava com a participação de uma DTVM - distribuidora de títulos e valores mobiliários - pertencente ao filho do presidente do Banco Central que firmou a Resolução do CMN criando o MTF - Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes na antevéspera do natal de 1988.

O grupo de entidades do SFN que participavam dos esquemas de desfalque nos Fundos de Pensão podia ser considerado um “pool” ou Cartel porque se tratava de associação de empresas (não formalizada juridicamente) todas do mesmo ramo de atividade operacional com o propósito de eliminar a concorrência, fixar preços de mercado e repartir os lucros gerados pela manipulação das cotações. Enfim, formaram uma organização criminosa.

Isto significa dizer que os dirigentes das instituições do sistema financeiro formavam uma verdadeira quadrilha, pois eram muitas e tinham a intenção pré-determinada de desviar recursos patrimoniais de entidades previdência privada em proveito próprio e de seus asseclas, obviamente com a participação dos responsáveis pelas aplicações financeiras daqueles Fundos de Pensão.

Veja um roteiro de como se processavam os desvios de recursos financeiros de fundações de previdência privada (Fundos de Pensão).

Veja ainda outras formas de fraudes e desfalques em Fundações de Previdência Privada mediante operações "Day-Trade" com lastro em títulos públicos custodiados no SELIC.

O mesmo aconteceu nos Estado Unidos com os Fundos de Pensão estaduais quando eclodiram as falências encadeadas que resultaram na Crise Mundial de 2008. Mas, ao contrário do acontecido no Brasil, as perdas foram sofridas em Operações de Hedge pactuadas com instituições sem paradeiro conhecido, escondidas em paraísos fiscais. Ou seja, os dirigentes dos Fundos de Pensão eram idiotas ou sabiam muito que bem que iam perder o direito dos trabalhadores por eles administrado. Logo, receberam propina para fazer as aplicações altamente arriscadas (perigosas).

No Brasil aconteceu em 2013 ao parecido com alguns dos Institutos de Previdência Municipais.

PRÓXIMA PÁGINA: OPERAÇÕES "PASSA FICHA" NAS BOLSAS DE VALORES


(...)

Quer ver mais! Assine o Cosif Eletrônico.