início > contabilidade Ano XXII - 20 de setembro de 2021


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CONTABILIDADE DE CUSTOS

CONTABILIDADE DE CUSTOS

INTRODUÇÃO (Revisada em 07-04-2021)

1. ORIGEM DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

Alguns autores de livros sobre contabilidade de custos, buscando dados históricos, dizem que ela surgiu com a revolução industrial e por isso foi implantada inicialmente nas empresas industriais como forma de apuração de custos para efeito da fixação de preços ao consumidor. Depois foi desenvolvida e aprimorada em razão da competitividade entre as empresas.

Mas, por dedução podemos dizer também que a aplicação da contabilidade de custos talvez tenha iniciado de forma primária ou elementar logo depois que Luca Paccioli publicou a sua teoria sobre o método das partidas dobradas, que deu à contabilidade uma forma mais consequente para apuração de resultados dos empreendimentos agrícolas de sua época, as Aziendas ou Fazendas.

Isto significa dizer que a contabilidade de custos é tão antiga quanto a contabilidade mais rudimentar, se considerarmos que esta surgiu em razão da necessidade de artesãos e fazendeiros terem controles financeiros, administrativos e patrimoniais que possibilitassem a apuração de resultados (lucros ou prejuízos) em suas atividades produtivas e comerciais.

2. A CONTABILIDADE DE CUSTOS NA ATUALIDADE

A contabilidade de custos atualmente pode ter infinitas ramificações em sua aplicação, dependendo das particularidades operacionais de cada tipo de entidade juridicamente constituída e dependendo ainda do estudo pormenorizado de suas necessidades de controles de custos com a finalidade de redução destes, como forma de aumentar a competitividade entre empresas no mercado consumidor nacional e internacional.

Assim sendo, hoje em dia a contabilidade de custos pode ser aplicada na quase totalidade dos empreendimentos com maior ou menor complexidade. É exatamente isto que se pretende mostrar de forma sintética e clara, não com ilações teóricas, mas sim com base em experiências práticas nas diversas áreas de Especialização da Contabilidade.

3. NECESSIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

As empresas industriais têm grande necessidade de uma perfeita contabilidade de custos, principalmente aquelas que têm grande número de departamentos ou linhas de montagem em uma única fábrica e também em várias fábricas.

Mas, atualmente todos os tipos de empreendimentos necessitam da contabilidade de custos principalmente com a finalidade de fixação de preços da grande quantidade de produtos e serviços comercializados.

Com outras finalidades, como por exemplo de redução de custos setoriais, é necessário saber os resultados de cada departamento ou linha de montagem e os resultados de cada uma das fábricas, para que os dirigentes possam refletir sobre as decisões a tomar quanto ao redimensionamento e até o fechamento de unidades ou departamentos deficitários.

4. PONTO DE EQUILÍBRIO, LUCRATIVIDADE E RENTABILIDADE

Como as empresas de modo geral são obrigadas a diversificar seus produtos e serviços para compensação de eventuais perdas setoriais, torna-se necessária a implantação de perfeito sistema de contabilidade de custos para que estes sejam plenamente rateados a cada uma dessas áreas de atuação efetivas ou temporárias. A diversificação dos produtos e serviços, com a implantação da contabilidade de custos, passa a ser possível a obtenção da lucratividade e rentabilidade de cada uma das operações realizadas.

Assim sendo, destaca-se a importância da contratação de um contador especializado em custos operacionais, principalmente quando possua experiência profissional no tipo de atividade empresarial explorada.

Porém, se o contabilista tiver frequentado um curso técnico na área operacional de determinado segmento ou setor, ele será muito mais útil à entidade jurídica, visto que já possui a formação contábil, que cientificamente está ligada à auditoria operacional de quaisquer atividades empresariais ou não, seja no setor público ou privado.

A auditoria interna, também conhecida como "compliance officer", têm a finalidade dar conformidade aos atos operacionais, principalmente no que se refere a redução de custos e no combate às eventuais fraudes contra o patrimônio das entidades juridicamente constituídas.

Com essa primordial tarefa acima explicada, o contabilista terá como incumbência planejar, organizar, controlar, implantar, gerir e operacionalizar o empreendimento com ou sem fins lucrativos, podendo elaborar fluxogramas de Auditoria Analítica para que os dirigentes da entidade possam ter ampla visão dos segmentos operacionais no sentido da tomada de todas as decisões necessárias à manutenção das operações de conformidade com os recursos financeiros existentes, dentro dos parâmetros fixados de lucratividade e rentabilidade, mesmo em tempos difíceis.

Nesses tempos difíceis torna-se importante a manutenção da atividade mesmo que seja apenas para pagamento dos custos fixos e variáveis, sem lucratividade operacional e sem rentabilidade para o capital investido. Desse modo, o capital inicialmente aplicado não deteriora porque todos os bens estarão sendo naturalmente conservados pelos funcionários existentes.

Por isso é importante a busca do ponto de equilíbrio entre o lucrativo e o não lucrativo, entre o rentável e o não rentável.

Nem sempre o que é lucrativo está fornecendo a renda mínima estipulada para o capital investido.

No GRÁFICO acima pode ser observado que, havendo o aumento do Custo Fixo, há a diminuição da Área de Lucro. Assim, o ponto de equilíbrio desloca-se para a direita, o que resulta na necessidade do aumento da quantidade produzida para a empresa tenha lucro. Mas, nem sempre há tanta demanda para aquele produto. No lugar do aumento da produção também haveria a alternativa do aumento do preço pago pelo consumidor, o que poderia resultar em perda de mercado para alguma empresa concorrente.

No caso da Resposta "C", havendo a diminuição do Custo Fixo, aumenta a Área de Lucro. Assim, o ponto de equilíbrio desloca-se para a esquerda, o que resulta em maior lucro ou menor possibilidade da ocorrência de prejuízo. A redução de custo possibilita a venda do produto por preço menor ao consumidor, aumentando a competitividade da empresa no mercado em que opera.

5. PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO X PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL

Para obtenção do Ponto de Equilíbrio Contábil, no Custo Fixo estão computadas as depreciações ou amortizações que não geram pagamento em dinheiro no momento da produção. Ou seja, os bens de produção foram comprados outrora (à vista ou a prazo). As depreciações e amortizações são efetuadas (aprovisionadas) para acumulação do capital necessário à substituição dos bens de produção, quando os atualmente em uso tornarem-se obsoletos ou desgastados pelo uso.

Assim sendo, para ser obtido o Ponto de Equilíbrio Financeiro, no custo fixo não serão computadas as depreciações ou amortizações dos bens de produção.

6. PROBLEMAS ENFRENTADOS POR CONTADORES, AUDITORES E PERITOS CONTÁBEIS

O grande problema enfrentado não somente pelos contadores, como pelos auditores internos e externos, assim como pelos fiscalizadores da Receita Federal, do Banco Central, da CVM - Comissão de Valores Mobiliários, da SUSEP - Superintendência de Seguros Privados e pelas demais Agência Reguladoras é que os grandes empresários (ricaços), devidamente assessorados por consultores em planejamento tributário e por importantes lobistas, estão enveredando por caminhos tortuosos no sentido praticar a sonegação fiscal disfarçada como Planejamento Tributário para redução da Carga Tributária empresarial.

Essa dita Carga Tributária Empresarial não é maior que a incidente sobre os trabalhadores, que são vítimas da bitributação, porque além de terem seus salários tributados pelo IRPF - Imposto de Renda - Pessoa Física, pagam esse tributo e os demais tributos embutidos nos preços dos produtos consumidos, que também são pagos pelos seus PATRÕES, quando estes estão na condição de consumidores. Por quê?

Porque a CONTABILIDADE DE CUSTOS existe para que todos os custos empresariais (inclusive os lucros e tributos) sejam repassados aos consumidores, ou melhor, sejam pagos pelos consumidores. Assim sendo, podemos dizer, como foi escrito, que os PATRÕES só pagam tributos quando estão na condição de consumidores. Até os tributos pagos pelos investidores (rentistas ou financistas) que são os membros da FINANCEIRIZAÇÃO, recebedores de juros e dividendos pagos pelas empresas, são repassados aos consumidores.

Esses membros da FINANCEIRIZAÇÃO também recebem juros sobre os títulos públicos emitidos para cobrir déficits orçamentários (federais, estaduais e municipais) e para cobrir os défices no Balanço de Pagamentos (nacional). E esses juros são retirados dos tributos pagos pelos citados consumidores que, como foi dito, pagam todos os tributos embutidos em produtos, mercadorias e serviços por eles adquiridos.

Logo, para que não haja a bitributação dos trabalhadores, estes deveriam ser isentos do pagamento do Imposto de Renda incidente sobre as Pessoas Físicas.

Maior problema ainda é que os mencionados profissionais especializados não querem reduzir a carga tributária incidente sobre os trabalhadores. Pelo contrário, querem aumentá-la.

Então, para deixar as grandes empresas sem qualquer tributação, os tais consultores especializados pregam a internacionalizam do capital em paraísos fiscais, provocando a falência econômica e monetária de todos os países, o que aconteceu especialmente com os chamados de países desenvolvidos, principalmente a partir de 2008.

Entretanto, tal processo de enfraquecimento das nações vem acontecendo desde a década de 1970, quando foi extinto o Padrão Ouro para o Dólar.

Na década de 1980, por iniciativa de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, entramos na era do Neoliberalismo Anárquico, que resultou no endividamento dos antigos (ou tradicionais)  países tidos como ricos e desenvolvidos, que neste século XXI são os mais endividados.

Para que fosse possível a implantação desse Liberalismo Anárquico, aconteceu a Proliferação dos Paraísos Fiscais. Com a transferência das sedes (matrizes) das grandes empresas mundiais para esses PARAÍSOS FISCAIS, elas se transformaram em MULTINACIONAIS que passaram a estender seus tentáculos a todos os países, mediante a incorporação de empresas familiares locais, cujos titulares, sócios e/ou acionistas tornaram-se sócios ou acionistas das dessas multinacionais (holding).

Então, 10 Corporações (verdadeiro CARTEL) passaram a controlar quase tudo que consumimos num supermercado. E o mesmo vem acontecendo em todos os demais segmentos operacionais. Esse controle  econômico-financeiro privado pode ser chamado NEOCOLONIALISMO PRIVADO.

A Teoria Keynesiana explicada em seu livro editado a partir da Crise de 1929, em síntese nos adverte que o ESTADO ou PAÍS como NAÇÃO política organizada deve ter o pleno controle de sua ECONOMIA. Porém, os neoliberais são contrários a essa teve. Deixadas essa brecha pela Extrema Direita Mundial, as Multinacionais implantaram o NEOCOLONIALISMO PROVADO, cujos valores circulam diuturnamente no SHADOW BANKING SYSTEM - Sistema Bancário Fantasma de Paraísos Fiscais ao qual todos nós temos acesso por meio do PIX implantado pelo Banco Central do Brasil.

Veja também também: O ESTADO EMPREENDEDOR E A FALTA DE INICIATIVA PRIVADA.


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