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Ano XI - São Paulo, 7 de setembro de 2010
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A AJUDA DO BRASIL AOS PAÍSES POBRES PODE CHEGAR A US$ 4 BILHÕES

A AJUDA DO BRASIL AOS PAÍSES POBRES PODE CHEGAR A US$ 4 BILHÕES

AS INTENÇÕES MEGALOMANÍACAS DO GOVERNO LULA

São Paulo, 16/07/2010 (revisado em 20/07/2010)

Referências: imperialismo, neocolonialismo, discriminação, preconceito, racismo, escravidão, a elite oligárquica brasileira e seu crônico complexo de vira-latas, a oligarquia feudal brasileira e o coronelismo. Ajuda humanitária aos países pobres. Sonegação fiscal, lavagem de dinheiro em paraísos fiscais, lobistas, corrupção ativa e passiva. Balanço de Pagamentos, PIB - Produto Interno Bruto e Reservas Monetárias. Decreto 19.770/1931 - Lei dos Dois Terços - Os Sindicalista e o Sindicalismo.

Versão brasileira por: Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750

AS INTENÇÕES MEGALOMANÍACAS DO GOVERNO LULA

Não faz muito tempo, um comentarista que se apresenta no telejornalismo do STB com seu "direto ao assunto" classificou o Presidente Lula como megalomaníaco por acreditar que o Brasil pode figurar entre as cinco maiores Potências Mundiais.

Talvez o comentarista tenha usado tal qualificação em razão de muitas vezes a ter lido nos textos publicados no COSIFe, em que a palavra é sempre utilizada para adjetivar os gastos nababescos dos endinheirados (as elites oligárquicas e seus subalternos seguidores).

Mas, eis que agora o torneiro mecânico sindicalista está sendo indiretamente taxado de megalomaníaco pela revista inglesa “Economist” porque ousou chegar a presidência do Brasil e, pior, porque está fazendo um bom governo, jamais feito pelos letrados governantes anteriores.

Então, vamos "direto ao assunto": o preconceito e a discriminação social.

O presidente não é descendente da elite oligárquica advinda do coronelismo, nem um daqueles riquinhos desajustados aos quais quase sempre se referia o ex-apresentador do jornalismo da RedeTV Marcelo Rezende. E, como o Presidente Lula sempre relembra em suas falas, nunca cursou uma universidade. Na verdade aprendeu tudo que sabe dentro de um sindicato de trabalhadores. Por esse especial motivo desagrada a muitos e principalmente aos preconceituosos.

Da mesma forma como pensam os editores da revista inglesa "Economist" também pensa a feudal oligarquia brasileira, fielmente seguida pela doutrinada camada de subalternos (capatazes) guindada por essa falsa elite à sofisticada condição de classe média emergente.

Conforme sempre repetia nas décadas de 1950 e 1960 o escritor, comentarista e dramaturgo Nelson Rodrigues, a oligarquia elitista brasileira e seus seguidores sofrem de um secular “complexo de vira-latas” por acharem que o estrangeiro é sempre melhor que o brasileiro. Por esse motivo essa falsa elite tem o hábito de consumir somente produtos importados e a sanha de inferiorizar a inegável capacidade do trabalhador descendente dos ex-escravos de seus antepassados, os antigos coronéis (senhores feudais brasileiros).

Em razão desse complexo de inferioridade, depois da abolição da escravidão em 1888, essa elite oligárquica resolveu importar trabalhadores europeus para substituírem os brasileiros (os da Silva = da Selva) que passaram a ser taxados de vagabundos, tal como foram especialmente denominados, pelo Presidente FHC, os aposentados. Diante do infeliz pronunciamento durante seu governo de 1995 a 2002, pudemos perceber o quão latente está esse antigo preconceito e a discriminação social contra nossos trabalhadores menos favorecidos. Alguns apresentadores de televisão vez por outra também deixam escapar semelhante preconceito, como fez Boris Casoy no jornalismo da Band quando, nos bastidores com microfone aberto, se referiu pejorativamente aos lixeiros entrevistados por seus companheiros de emissora no final do ano de 2009.

Para combater essa discriminação e esse preconceito, o Presidente Getúlio Vargas, depois de desbancar a República Oligárquica (de 1889 a 1930), firmou o Decreto 19.770/1931 que regulamentou a constituição de sindicatos que deveriam ter pelo menos 2/3 (dois terços) de brasileiros entre seus afiliados. Ou seja, de modo geral a quantidade de trabalhadores estrangeiros sindicalizados no Brasil não poderia ultrapassar a um terço do total de trabalhadores existentes em nosso território. O mesmo procedimento foi adotado por vários países europeus. Em alguns, os estrangeiros não têm direito à sindicalização e, por esse motivo, não têm direitos trabalhistas. Na era da República Oligárquica brasileira acontecia o inverso: somente os estrangeiros tinham direitos trabalhistas e humanitários.

Em 2002, acreditando nas potencialidades brasileiras, os nossos trabalhadores elegeram um sindicalista como presidente da república que, para descontentamento da elite oligárquica, está mostrando que o nosso país pode ser tão importante como qualquer outro que esteja entre as dez maiores potências mundiais em PIB - Produto Interno Brasil e em reservas monetárias.

Tal como acontece com os filmes estrangeiros dublados no Brasil para que sejam exibidos na televisão sem palavrões e outras asneiras, vejamos, pois, a versão brasileira do que realmente queria escrever a citada revista inglesa e quais foram as frases destacadas pelos órgãos de imprensa que difundiram parte do escrito.

AJUDA DO BRASIL AO EXTERIOR CHEGA A US$ 4 BI POR ANO, CALCULA “ECONOMIST”

Publicado por: Estadão e G1/Globo tendo como fonte a BCC Brasil

Com esse título os jornais eletrônicos de hoje (16/07/2010), usando outras palavras menos contundentes nos deixam perceber que a revista inglesa "Economist" especula (portanto está chutando a esmo) que os recursos gastos pelo Brasil em ajuda humanitária e para o desenvolvimento dos países pobres “podem chegar a US$ 4 bilhões por ano”.

Com base nesse cálculo especulativo, a revista inglesa menciona que tal doação brasileira refere-se à assistência técnica, cooperação agrícola e ajuda direta a países da África e América Latina. Ainda com base nessa especulação, conclui a revista que o Brasil "está se tornando rapidamente um dos maiores doadores mundiais de ajuda aos países pobres".

Na verdade o governo está tentando gastar os dólares acumulados antes que eles deixem de ter valor liberatório por não serem lastreados em ouro ou outras reservas monetárias. Para outras informações sobre essa afirmação, leia os textos indicados ao final deste.

Segundo a revista, conforme texto distribuído para o mundo pela BBC com exclusividade e mediante pagamento (vendendo notícia fabricada), a doação brasileira é proveniente de “recursos da Agência Brasileira de Cooperação, projetos de cooperação técnica, ajuda humanitária a Gaza e ao Haiti, recursos destinados ao programa de alimentos da ONU e outros, e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, nos países emergentes”, sendo, portanto, passível de verificação a sua veracidade visto que foram citadas as fontes “exclusivas”.

Será que o governo brasileiro forneceu os dados somente àquela revista, que os repassou à BBC para venda com exclusividade ao “resto do mundo” (nós mesmos)?

Seria mais um caso de corrupção, ou melhor, de espionagem da imprensa internacional, de “inteligência” ou de “jornalismo investigativo”?

Diante do texto veiculado podemos dizer que a revista "Economist" está utilizando seus cálculos especulativos com o intuito de criticar e questionar as intenções do governo brasileiro quando diz que a “estrutura burocrática brasileira dedicada a encaminhar esta ajuda está sobrecarregada”. A palavra “sobrecarregada”, cujo real significado não foi explicado no texto publicado, pode ter várias definições ou traduções, entre elas a de alegar que a estrutura burocrática brasileira é ineficiente, por ser “cabide de emprego”, visto que, para se proteger dos eventuais opositores infiltrados, o governante nas esferas federal, estadual e municipal é obrigado a nomear para os chamados “cargos de confiança” pessoas conhecidas (correligionários).

Aliás, o mesmo procedimento é comum em todos os países, inclusive na Inglaterra, país em que surgiu o “lobby” ou os “lobistas” ("agentes de pressão") tão utilizados para corromper, digo, “pressionar” os políticos e funcionários públicos corruptos com maletas cheias de "verdinhas", as quais são obtidas por intermédio da sonegação fiscal e da "lavagem" em paraísos fiscais daquele dinheiro obscuro, oriundo de práticas ilegais.

A revista inglesa lembra, ainda, que “o Brasil precisa combater bolsões de pobreza dentro de seu próprio território”, que, sabemos, não é combatido por incompetência ou descaso dos governos estaduais e municipais incumbidos da tarefa mediante o recebimento de verbas federais.

De fato podemos dizer que em alguns dos estados federativos brasileiros grande parcela da população ainda continua sofrendo desse antigo problema, principalmente naqueles situados nas regiões norte e nordeste em que os mais ricos empresários receberam incentivos fiscais desde a década de 1960 exatamente para combater a citada pobreza e o analfabetismo, entre outros problemas sociais.

Notícia recente veiculada pela televisão alertou-nos que nos Estados do Maranhão, Piauí e Alagoas, os três mais subdesenvolvidos do Brasil, ainda existe mais de 50% da população em extrema pobreza. E, em pelo menos um deles, a população analfabeta, fora da capital, chega a 80%. Isto é, embora tenham recebido os incentivos fiscais, os empresários, que também são os políticos locais, nada fizeram para redução desses problemas sociais, que também incluem o saneamento básico, a saúde pública e os direitos humanos.

Ainda usando outras palavras menos contundentes, os citados jornais eletrônicos deixam transparecer que a análise especulativa feita pela revista “Economist” foi propositalmente publicada no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornava de uma viagem por seis países da África, nos quais promoveu parcerias no campo do biocombustível e reiterou a existência de linhas de crédito do BNDES para projetos no continente africano e latino-americano.

Como é possível observar, a referida revista continua criticando o Governo Lula ao dizer que "este esforço em ajuda, embora não seja chamado assim pelo governo, tem grandes implicações" subliminares, aquelas que não são ditas diretamente de forma que se possa entender, artifício dissimulador também utilizado no texto publicado pela revista inglesa e destacado pelos citados órgãos de imprensa.

Afinal, continua a revista, "distribuir assistência na África ajuda o Brasil a competir com a China e a Índia por influência no mundo em desenvolvimento. Também angaria apoio para a campanha solitária do país por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU".

Outro fator que leva o Brasil a conceder essa ajuda, segundo a revista inglesa, “seria a abertura de mercados para os produtos brasileiros a partir das iniciativas de cooperação e a aproximação do Brasil com os países em desenvolvimento”.

A reportagem da revista inglesa compara a assistência brasileira com a chinesa. Afirma que a influência do Brasil é percebida (aceita) como mais simpatia porque se volta para programas sociais e agrícolas, enquanto a chinesa promoveria, aos olhos dos países ocidentais, práticas corruptas e polêmicas sobretudo no campo da infraestrutura.

Pelo visto os chineses também estão pisando nos calos dos incompetentes ingleses, que eram os donos do mundo até que os Estados Unidos da América lhes tomaram o lugar de maior destaque no cenário mundial. Agora, ambos estão próximos da bancarrota (falência).

A diferença entre esses dois citados países e o Brasil é que eles, mediante o neocolonialismo, sempre tiraram as riquezas dos países que agora o Brasil quer ajudar talvez até com o mesmo intuito colonialista. Mas, parece que a principal intenção do governo brasileiro é a de unir forças para combater o secular imperialismo daqueles, razão pela qual eles estão tão preocupados com o surgimento do Brasil como país importante no cenário mundial.

Segundo os mencionados órgãos de imprensa, a revista inglesa "Economist" vê "ambivalência" nos programas de ajuda do Brasil. Ao escrever a palavra “ambivalência”, a revista inglesa obviamente quis dizer que os programas brasileiros de ajuda aos países africanos e sul-americanos têm duplo sentido ou duplo caráter, sendo um deles de falsidade. Ou seja, o governo do torneiro mecânico está querendo enganar o mundo subdesenvolvido, tal como fizeram ingleses e norte-americanos e, segundo estes, da mesma forma estão agindo os chineses.

Depois os referidos órgãos de imprensa voltam a mencionar a afirmação da revista inglesa de que o Brasil "precisa combater bolsões de pobreza dentro de seu próprio território" (que de fato existem muitos), apontando que "existem deficiências na estrutura burocrática voltada para a cooperação internacional e avaliando que funcionários e instituições voltados para este fim estão 'sobrecarregados' (desta vez no sentido de que estão trabalhando acima de suas possibilidades) em razão do crescimento exponencial do volume de assistência durante os anos do governo Lula".

Para a revista inglesa, segundo se depreende, até que sejam resolvidos esses gargalos de ineficiência ou de excesso de trabalho, "o programa de ajuda do Brasil permanecerá um modelo global à espera (só no papel, “para inglês ver”) - um símbolo, talvez, do país como um todo".

Traduzindo o que de fato está escrito de forma subliminar ou nas entrelinhas desta última frase depreciativa feita pela revista inglesa, “os atos do governo Lula são exemplos do que realmente é o Brasil; um país insignificante sem qualquer propósito que se possa realmente conceber como sério e viável”.

Obviamente esse festival de besteiras não foi escrito por Contador. Afinal, os contabilistas sabem examinar os Balanços Patrimoniais das empresas públicas e privadas geradoras do inegável crescimento brasileiro que se vem constatando. E essas Demonstrações Contábeis, se bem analisadas, nunca mentem e de fato estão mostrando que o crescimento brasileiro é verdadeiro, ao contrário do “muito elevado” IDH inglês, que as insuficientes exportações daquele país não estão conseguindo manter. Veja na relação de textos abaixo indicados, o intitulado "A Crise de Insolvência dos Países Europeus".

Portanto, a Inglaterra, os Estados Unidos e muitos países europeus com “muito elevado” IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - poderão chegar a miserabilidade dentro de algumas décadas se o desgoverno dos mesmos, tão criticado por LULA em suas falas na ONU, continuar acontecendo, o que os levará à bancarrota por consumismo de produtos importados e por falta do que exportar.

Veja o roteiro de pesquisa e estudo sobre Análise de Balanços e o texto sobre Balanço de Pagamentos - Contas Nacionais e Reservas Monetárias.

Leia também os textos intitulados:

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