A CRISE DE INSOLVÊNCIA DOS PAÍSES EUROPEUS
EXCESSO DE IMPORTAÇÕES E ESCASSEZ DE EXPORTAÇÕES
São Paulo, 07/05/2010 (revisto em 25/05/2010)
Referências: Crise Financeira Mundial iniciada pela Bancarrota ou Falência dos Estados Unidos da América, Os Problemas Causados pela Sociedade Civil, pelos Neoliberais e pela Autorregulação dos Mercados, Países Desenvolvidos versus Países Fornecedores de Matérias-Primas, Reservas Minerais Estratégicas, O Muito Elevado IDH - Índice de Desenvolvimento Humano Não Significa Ser País Rico. Os Trabalhadores e as Empresas Terceirizadas, Terceirização da Mão-de-obra - semi-escravidão, Reforma Trabalhista - Segregação Social, Discriminação e Preconceito. As Empresas OFFSHORE e o Balanço de Pagamentos dos Paraísos Fiscais. Conversão da Dívida Externa.
Por Americo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750
DADOS DA CRISE EUROPÉIA
Segundo dados de 2008 publicados pelo sítio eletrônico do INDEX MUNDI com base em informações da ONU - Organização das Nações Unidas, embora existam algumas controvérsias nas publicações, podemos observar e comparar os números relativos ao PIB - Produto Interno Bruto, Dívida Externa e Reservas Monetárias dos Países do Mundo com o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano publicado pelo sítio eletrônico Wikipédia também tendo como fonte a ONU.
Então, com base nesses números podemos estabelecer quais são as dificuldades básicas enfrentadas pelos 38 países com mais alto índice de desenvolvimento humano.
O detalhe interessante é que parte dos países com “muito elevado” IDH é pequeno e insignificante no cenário mundial. Entretanto, podemos observar ainda que os países considerados como mais importantes são os que estão à beira da bancarrota.
Com dados de 2008, que ainda não mostram os efeitos provocados pela Crise Mundial que afetou mais violentamente os países com o "muito elevado" IDH, o Brasil estava em 10º lugar no cenário mundial em PIB. Em Reservas Monetárias o Brasil era o 7º colocado. Quanto à Dívida Externa, o Brasil era menos endividado que todos os mais importantes países europeus. Isto é, o Brasil tinha menor dívida proporcionalmente ao seu PIB e também a menor dívida em números absolutos.
Em suma, os países europeus com melhor IDH que o brasileiro são considerados países desenvolvidos, entretanto, são também os que mais devem e os que têm as mais baixas reservas monetárias.
O Brasil, que está na categoria de país em desenvolvimento, é o 7º em reservas monetárias. A China, que tem IDH inferior ao do Brasil, está em 1º lugar na lista de países com maiores reservas monetárias.
O GRANDE PROBLEMA DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS (“RICOS”)
Os países chamados de desenvolvidos ("ricos") geralmente não têm grandes reservas de matérias-primas e por isso dependem dos fornecimentos efetuados pelos países considerados subdesenvolvidos ("pobres").
Diante dessa lógica, podemos dizer que é considerado rico o país desenvolvido que NÃO possui matérias-primas e que é considerado pobre aquele que geralmente tem abundância de matérias-primas para vender.
O GRANDE PROBLEMA DOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS (“POBRES”)
Parece que está havendo uma inversão de valores em todo o mundo. O supérfluo tem grande valor comercial e o principal, o não supérfluo, que são as matérias-primas, tem pouco valor no mercado internacional.
Essa realidade automaticamente transforma os países ricos em países pobres, porque deveriam ser realmente ricos aqueles países que têm algo a exportar. Justamente por não terem o que exportar, os países desenvolvidos encontram-se endividados.
Por que isto acontece?
Além dos países ricos não terem grandes quantidades para exportar, o pouco que exportam não pode ser comprado pelos consumidores dos países periféricos do Terceiro Mundo porque nestes não existem consumidores em número suficiente e com nível salarial elevado que lhes possibilite importar o produzido pelos desenvolvidos. Aliás, a própria elite econômica desses países periféricos tenta impedir a qualquer custo que a parte empobrecida da população tenha condições de comprar tais produtos.
Outro detalhe importante sobre as matérias-primas: a China e a Índia, que ainda são consideradas como países subdesenvolvidos, também não possuem grandes reservas de matérias-primas, mas estão entre os mais importantes países em PIB, o que também acontece com alguns desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e os países europeus. Ou seja, a inversão de valores é a mesma: A Índia e a China estão crescendo mais rapidamente que os demais países justamente porque não têm matérias-primas.
Então, presume-se que a sina dos países ricos em matérias-primas seja a de serem eternamente considerados pobres e subdesenvolvidos.
Pergunta-se: Qual seria o motivo de os países subdesenvolvidos não crescerem?
Embora pareça uma pergunta difícil de ser respondida, na verdade é questão de fácil resposta. Basta que se olhe para o que vinha acontecendo no Brasil desde os tempos em que era colônia de Portugal, país que atualmente se revela insignificante diante das potencialidades e do gigantismo do Brasil.
Antes da resposta é importante observar que estão entre os mais importantes países em PIB exatamente os países gigantes em território e população. Sobre este fato será escrito mais adiante.
POR QUE OS PAÍSES RICOS EM MATÉRIAS-PRIMAS NÃO CRESCEM?
Não cressem por causa da mentalidade discriminadora (segregacionista) da elite empresarial e oligárquica que se autodenomina como “sociedade civil”. Essa é a classe social ou o clã em que se encontram alinhados os mais ricos empresários, os políticos dos partidos de extrema-direita que no Congresso Nacional representam os interesses mesquinhos dessa classe dominante, seus consultores econômicos e jurídicos, os seus executivos e a elite cultural, artística, jornalística e de profissionais liberais sustentada pelos citados.
Ou seja, estão alinhados na sociedade civil aquelas pessoas que têm dinheiro suficiente para comprar tudo aquilo que possa ser importado, os quais preferem importar exatamente para que não sejam gerados empregos para as classes sociais consideradas inferiores (os suburbanos, como dizem os cariocas ou os da periferia, como dizem os paulistas). Para que não sejam gerados os empregos, esses grandes empresários, incluindo os grandes agricultores e pecuaristas, preferem exportar matérias-primas (produtos não industrializados).
Por que só exportam matérias-primas?
Porque a industrialização dessas matérias-primas automaticamente criaria empregos para o povo e isto a "sociedade civil" verdadeiramente não quer.
Esse preconceituoso clã até se abstém do simples pensar na necessidade da geração de empregos para que seja evitada a criminalidade. Os membros dessa alta sociedade preferem conviver com a criminalidade, defendendo-se por intermédio da contratação de sistemas paramilitares de segurança privada, que os protegem do assédio dos pobres e miseráveis.
Mas, não é isto que está acontecendo na Índia e na China. Nesses países a intenção dos grandes empresários é exatamente a da criação de empregos para aproveitarem a possibilidade de utilização da mão-de-obra quase escrava, porque aqueles países não possuem legislação rígida de proteção ao trabalhador, ao contrário do que existe no Brasil.
Diante dos constantes movimentos da sociedade civil em prol da Reforma Trabalhista no Brasil no sentido de que haja a diminuição das “regalias” do nosso trabalhador, parece óbvio que os grandes empresários nacionais e estrangeiros somente passariam a gerar empregos no Brasil se fosse permitida a escravização do nosso povo. Embora não seja permitida a exploração do trabalho escravo no Brasil, muitos a praticam diuturnamente.
Especialmente para combater a escravidão na área rural, o Ministério do Trabalho foi obrigado a implantar um sistema rígido de fiscalização para combate dessa prática muito comum desde os tempos “áureos” da extração da borracha nas seringueiras na Amazônia. O mesmo vem acontecendo nos garimpos, na exploração ilegal de madeira e em fazendas que exploram os trabalhadores conhecidos como “bóias-frias”.
Sobre esse tema, veja o manifesto do Sindicato dos Fiscais do Trabalho sobre os crimes cometidos em Unaí - MG. Veja também o texto intitulado Desmatamento e Trabalho Escravo em Tailândia.
O MUITO ELEVADO IDH ESTÁ LIGADO À ENORME DÍVIDA EXTERNA
Como já foi mencionado, é importante notar que significativa parte dos países que têm o “muito elevado” IDH está também entre os que têm elevada Dívida Externa em relação ao seu PIB - Produto Interno Bruto. Na maior parte deles a Dívida é maior que o PIB.
Por que isto acontece?
Em primeiro lugar é preciso deixar claro que não se é contra o aumento do padrão de vida das populações. O que se quer mostrar é que a manutenção do “muito elevado” IDH pelos países do 1º mundo está acima da sua capacidade econômica e foi exatamente a manutenção desse padrão de vida, pelo qual não podem pagar, que os levou a ficarem endividados. Isto é, na verdade grande parte desses países não tem condições econômicas favoráveis à manutenção desse elevado padrão de vida de seu povo.
Por quê?
Porque a maior parte dos produtos que proporcionam esse alto padrão de vida vem do exterior e porque esses países importadores não têm exportações em valor suficiente para que possam efetuar o pagamento de suas importações.
É exatamente por essa razão que países como os PIGS (pejorativamente chamados de porcos, em inglês, pelos seus pares europeus) estão reformulando suas respectivas políticas econômicas. Os PIGS são: Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha (Spain em inglês).
A Grécia, por exemplo, anunciou, entre outras medidas, que serão aumentados os impostos e reduzidos os salários dos trabalhadores. Resta saber se o aumento de impostos será apenas para os empresários e para os entes mais ricos da população. Mas, se de fato fosse essa a intenção, não haveria a redução de salários do povo. Ou seja, como sempre a corda vai arrebentar do lado mais fraco e a sociedade civil grega, verdadeira causadora do desequilíbrio, vai ficar incólume (não será afetada).
Esse fato de não haver produção suficiente para exportação, como também está acontecendo com os PIGS, foi comentado especialmente no texto sobre a Islândia, onde há alto padrão de vida da população, sem que o país tenha o que exportar. Todos os produtos que mantêm esse alto padrão de vida do povo islandês são importados.
Esse mesmo problema está ocorrendo nos demais países com “muito elevado” IDH, embora alguns tenham o que exportar. Neste caso, é exatamente o alto padrão de vida que os impede de exportar.
Por quê?
Nesses países, para que seja possibilitado o alto padrão de vida, é necessário que os salários dos trabalhadores sejam muito elevados. Exatamente em razão dos altos salários de seu povo, o país não consegue exportar porque seus industrializados têm custo de produção muito elevado, não permitindo a competição em preços com os manufaturados em países em que a mão-de-obra é bem mais barata.
É exatamente por esse motivo que a China, a Índia e outros países asiáticos se tornaram grandes exportadores. Os produtos por eles fabricados são baratos justamente porque os salários em seus respectivos territórios são muito baixos, bem inferiores aos pagos no Brasil, por exemplo.
É com idêntica finalidade que a “sociedade civil” brasileira vem tentando reduzir os direitos sociais do nosso povo mediante uma Reforma Trabalhista invertida. Ou seja, segundo a “sociedade civil” segregacionista (racista), a reforma trabalhista brasileira deve ser feita contra os trabalhadores (nunca em favor deles).
Mas, essa reforma da legislação trabalhista em prejuízo do povo os políticos dos países com “muito elevado” IDH não querem fazer. Não querem diminuir o padrão de vida de sua população porque isto resultaria num sensível aumento da criminalidade e das favelas (“comunidades”), como aconteceu no Brasil a partir do Golpe Militar de 1964.
O ELEVADO PIB E O GIGANTISMO TERRITORIAL E POPULACIONAL
Os países com maior dimensão territorial são os que têm maior população e são também os que têm maior PIB.
Por que isto ocorre?
Assim acontece porque no cálculo do PIB é levada em conta a massa salarial dos trabalhadores. Nos países chamados de desenvolvidos a massa salarial é maior que a dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.
Nos países da Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na Austrália a massa salarial está em torno de 50% do PIB (IDH “muito elevado”), enquanto nos países em desenvolvimento essa massa salarial está em torno de 30% do PIB (IDH “elevado”). É o que acontece no Brasil. Por sua vez, na China e na Índia, onde o IDH é “médio”, a massa salarial é bem inferior a 30% do PIB.
Mesmo com essa massa salarial insignificante, a China e a Índia estão entre os principais países em PIB exatamente em razão da sua grande população. Enquanto os Estados Unidos tem pouco mais de 300 milhões de habitantes e o Brasil tem aproximadamente 200 milhões, a Índia tem mais de 1 bilhão e 100 milhões e a China tem mais de 1 bilhão e 300 milhões. Isto é, a população da China é mais de seis vezes a do Brasil e mais de quatro vezes a dos Estados Unidos.
Por terem essa gigantesca população, a Índia e China conseguem estar entre os maiores países em PIB. E chegariam facilmente às duas primeiras posições se os seus trabalhadores passassem a ganhar salário médio igual ao dos brasileiros, que é considerado baixo em relação ao pago nos países desenvolvidos. Bastaria que os chineses e os indianos elevassem o seu IDH de “médio” para “elevado” (igual ao brasileiro) para se tornarem as maiores potências mundiais em PIB, embora não tenham a tecnologia tão avançada como a norte-americana e como a de alguns países europeus.
A MÁSCARA DAS ESTATÍSTICAS
No texto denominado A Máscara das Estatísticas foram comentados idênticos números ilusórios. E tal como está acontecendo neste texto, podemos observar que existem muitas distorções nessas classificações. Muitas arestas devem ser aparadas para que se possa fazer uma avaliação razoável. Isto é, o atual método de avaliação é muito ruim e por esse motivo precisa ser repensado.
O valor do PIB é obtido com base em dados que são ajustados mediante formulações inventadas pelos mestres da economia usando a estatística.
A própria Dívida Externa vez por outra sofre ajustes, como aconteceu com a Islândia depois da quebra de seu sistema financeiro meramente especulativo. Segundo dados publicados pelo INDEX MUNDI, em 2008 a Islândia tinha dívida externa de 3 bilhões e PIB de 12 bilhões. No ano seguinte, a dívida passou para 5 vezes o valor do PIB (O PIB diminuiu e a Dívida aumentou).
Fato semelhante aconteceu com a Grécia principalmente depois da olimpíada de 2004. Em 2006 a dívida era de US$ 75 bilhões, em 2007 era de quase US$ 302 bilhões e em 2008 era superior a US$ 371 bilhões. São alterações exorbitantes para um país cujo PIB em 2008 era de US$ 326 bilhões, um sexto do PIB brasileiro. Obviamente algo estava errado, razão pele qual a dívida subiu tão vertiginosamente de 75 para 302 bilhões. Provavelmente muita coisa não estava contabilizada e talvez ainda não esteja.
Diante da Crise Mundial, provavelmente a dívida norte-americana também seja bem maior que a estampada em seu balanço de pagamentos. Se somarmos as reservas monetárias de todos os países, exceto a dos Estados Unidos, encontraremos o valor da verdadeira dívida externa dos ianques, porque as reservas monetárias são convertidas em dólares norte-americanos por imposição do FMI - Fundo Monetário Internacional.
Para chegarmos a essa conclusão é utilizada a máxima do frade Luca Pacciolo: cada débito deve corresponder a um ou mais créditos, e vice-versa. Logo a soma das reservas monetárias dos países credores deve corresponder ao débito (à dívida) dos norte-americanos. Esta é a máxima do velho método das partidas dobradas descrito pelo Frade Luca Pacciolo.
Mas, existe fato muito interessante a ser considerado. A soma das dívidas externas dos países devedores (por volta dos US$ 60 trilhões) não tem correspondência com créditos (reservas monetárias) de outros países que seriam os credores (por volta de US$ 7 trilhões). Isto pode significar que a diferente de US$ 57 trilhões perambulam clandestinamente pelo mundo afora como sendo oriundos de paraísos fiscais.
Por que isto ocorre?
Porque os credores desses países devedores são pessoas proprietárias empresas de empresas fantasmas (offshore) sediadas em paraísos fiscais. Os paraísos fiscais não lançam em seus respectivos Balanços de Pagamentos os créditos dos proprietários das empresas offshore (empresas de além-mar ou além da praia). Empresa offshore é aquela que não pode operar no território do paraíso fiscal que acolheu (arquivou ou registrou) o seu ato constitutivo.
Pergunta-se: Por que os paraísos fiscais não registram (não contabilizam) as suas respectivas dívidas externas, que seriam os créditos dos proprietários das empresas offshore?
Porque as pessoas físicas e jurídicas detentoras do capital das empresas offshore geralmente o obtiveram na informalidade ou na criminalidade. E mediante o registro de empresas “fantasmas”, os paraísos fiscais escondem os verdadeiros nomes desses criminosos. As empresas são “fantasmas” porque na verdade não têm dono nem capital. As operações das empresas offshore são controladas na informalidade em lugar incerto (sem qualquer registro no paraíso fiscal).
Veja as explicações de como era feita a lavagem do dinheiro obtido na informalidade no Brasil no texto que define os paraísos fiscais como "as ilhas do inconfessável".
Como exemplo dessa discrepância podemos citar que a maior parte dos credores externos do Brasil são paraísos fiscais. Os dados estão publicados no site do Banco Central do Brasil e podem ser obtidos através do texto denominado Balanço de Pagamentos.
Por sua vez, nos balanços de pagamentos dos paraísos fiscais credores, não consta o Brasil como devedor; não consta a nossa dívida, assim como também consta os valores remetidos por brasileiros que declararam ao Banco Central do Brasil terem investido em paraísos fiscais.
Então, se todos os países devedores cancelassem nos seus Balanços de Pagamentos os créditos e os débitos dos paraísos fiscais, grande parte da dívida externa de todos os países sumiria. Também sumiria o dinheiro que os brasileiros disseram ter investido em paraísos fiscais. Veja os textos denominados Os Estados Unidos e a Conversão de sua Dívida e Conversão da Dívida Externa no Governo Sarney.
ENTÃO: QUAIS SÃO OS PAÍSES REALMENTE RICOS?
Realmente ricos são aqueles países que não dependem das matérias-primas e dos produtos alimentícios adquiridos no exterior.
À bem da verdade e diante desses números estranhos podemos dizer que somente os países exportadores de matérias-primas e com elevadas reservas minerais poderiam ser considerados como países ricos, conforme foi descrito no texto intitulado Os Países e suas Reservas Estratégicas.
A REALIDADE BRASILEIRA
Ainda, à bem da verdade, podemos dizer que a pequena parte da população brasileira inserida no clã da chamada “sociedade civil” tem IDH “muito elevado”. Por sua vez, a população de nossos subúrbios ou das nossas periferias têm IDH “médio” ou “baixo”. Este último índice é semelhante ao dos mais subdesenvolvidos países africanos e asiáticos.
Devido a esse peso e contrapeso, o Brasil ficou na classe dos países com IDH “elevado”, que seria a média aritmética entre o “Muito Elevado” e o “Médio” ou "Baixo" IDH.
Isto também acontece com outros países, razão pela qual nenhum deles consegue o índice máximo que é igual a 1 (o índice varia de zero a 1). Pelo mesmo motivo não existe país com índice zero. Só ocorreria o índice zero se fosse retirada do contexto a dita “sociedade civil” dos países com IDH “baixo”.
Porque o Brasil não está na categoria de IDH “muito elevado”?
O Brasil só não está na categoria de IDH “muito elevado” porque a maioria de sua população (80%) ainda é tratada com desdém pelos membros da “sociedade civil”. Para essa classe social elitista, grande parte da população brasileira não é gente, assim sendo, deve ser tratada como indigente. Por esse motivo, a população de baixa renda, marginalizada no submundo da economia informal, não tem a menor oportunidade de melhoria econômico-social por falta de escolaridade, de saúde e de saneamento básico em sua “comunidade” (favela). E, sobretudo, não é dada a essa população segregada (discriminada) a oportunidade de conseguir emprego.
No Brasil, a falta de emprego está acontecendo principalmente naquela fatia populacional que tem alta escolaridade mas que não tem estirpe; não tem apadrinhamento ou quem a indique para que consiga o desejado cargo ou função que tem condições técnicas ou tecnológicas para desempenhar. Em razão da segregação social, esse tipo de trabalhador só encontra emprego mediante a sua participação em concursos públicos.
E, para evitar que esses empregos sejam gerados pelo governo, a dita “sociedade civil” prega o neoliberalismo e a privatização das empresas estatais e das tarefas atribuídas aos órgãos governamentais. Veja o texto sobre a Terceirização ou Privatização da Fiscalização.
Depois das privatizações, as empresas agora privadas contratam somente aquelas pessoas, direta ou indiretamente, ligadas à classe social de seus executivos ou por indicação de pessoas influentes. Assim, as empresas privatizadas foram transformadas em cabide de emprego.
Depois das privatizações, os trabalhadores de menor escolaridade são contratados por intermédio de empresas terceirizadas para que seus patrões possam ficar com significativa parte de seus salários. Isto também ocorre nos órgãos públicos. Nas repartições públicas muitos são contratados como estagiários, que depois de treinados não conseguem aprovação nos concursos públicos, o que significa tempo e dinheiro perdido pelo governo.
Obviamente, sensível parte dos proprietários dessas empresas terceirizadas é membro direto ou indireto dessa “sociedade civil” discriminadora. Aliás, a terceirização da mão-de-obra poderia ser encarada como uma forma de semi-escravidão dos trabalhadores. O Ministério do Trabalho precisa intensificar a fiscalização nas empresas que vivem à custa da terceirização (do fornecimento) da mão-de-obra.
Veja o texto sobre A Pesada Carga Tributária - Os Problemas Causados pela Sociedade Civil.
CONCLUSÃO
Do exposto podemos concluir que os habitantes dos países com “muito elevado” IDH estão vivendo à custa das dificuldades enfrentadas pelos habitantes dos países fornecedores de matérias-primas e daqueles que fornecem mão-de-obra barata e quase escrava principalmente às indústrias multinacionais.
Isto significa que os habitantes dos países desenvolvidos vivem de forma nababesca à custa do sacrifício das populações dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento em que os trabalhadores enfrentam sérios problemas de sobrevivência e de direitos humanos causados pela semi-escravidão imposta aos serviçais de baixa renda que se “escondem” (moram, residem, “vivem”, sobrevivem) nos bairros pobres ou nas favelas (“comunidades”) das periferias ou dos subúrbios.
MAPA-MUNDI INDICANDO O IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (2009)

Fonte: Wikipedia
| Legenda de Cores por nível de IDH | ||
| ██ = IDH acima de 0,950 | ██ = IDH de 0,700 a 0,749 | ██ = IDH de 0,450 a 0,499 |
| ██ = IDH de 0,900 a 0,949 | ██ = IDH de 0,650 a 0,699 | ██ = IDH de 0,400 a 0,449 |
| ██ = IDH de 0,850 a 0,899 | ██ = IDH de 0,600 a 0,649 | ██ = IDH de 0,350 a 0,399 |
| ██ = IDH de 0,800 a 0,849 | ██ = IDH de 0,550 a 0,599 | ██ = IDH abaixo de 0,350 |
| ██ = IDH de 0,750 a 0,799 | ██ = IDH de 0,500 a 0,549 | ██ = sem dados |
TABELAS COMPARATIVAS (Fontes: IndexMundi e Wikipedia)
|
IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO PAÍSES COM IDH "MUITO ELEVADO" |
|||||||
| PAÍSES (2008) | EM BILHÕES US$ | DÍVIDA | RESERVAS | IDH | POPULAÇÃO | OBS. | |
| DÍVIDA | PIB | nº x PIB | US$ Milhões | ||||
| Noruega | 558,500 | 253,200 | 2,206 | 56.840 | 0,971 | 4.660.539 | |
| Austrália | 770,300 | 752,200 | 1,024 | 71.150 | 0,970 | 21.262.641 | |
| Islândia | 3,070 | 12,000 | 0,256 | 2.436 | 0,969 | 306.694 | ? |
| Canadá | 762,200 | 1.263,000 | 0,603 | 39.310 | 0,966 | 33.487.208 | |
| Irlanda | 2.312,000 | 183,300 | 12,613 | 832 | 0,965 | 4.203.200 | |
| Holanda | 2.470,000 | 635,900 | 3,884 | 23.900 | 0,964 | 16.715.999 | |
| Suécia | 617,600 | 336,600 | 1,835 | 28.020 | 0,963 | 9.059.651 | |
| França | 5.002,000 | 2.074,000 | 2,412 | 98.240 | 0,961 | 64.057.792 | |
| Japão | 2.231,000 | 4.262,000 | 0,523 | 881.000 | 0,960 | 127.078.679 | |
| Luxemburgo | 0,000 | 37,780 | 0,000 | 265 | 0,960 | 491.775 | ??? |
| Suíça | 1.305,000 | 300,900 | 4,337 | 64.500 | 0,960 | 7.604.467 | |
| Finlândia | 332,200 | 184,100 | 1,804 | 7.804 | 0,959 | 5.250.275 | |
| Estados Unidos | 13.640,000 | 13.820,000 | 0,987 | 65.890 | 0,956 | 307.212.123 | |
| Áustria | 832,800 | 313,900 | 2,653 | 12.910 | 0,955 | 8.210.281 | |
| Dinamarca | 585,100 | 202,800 | 2,885 | 31.080 | 0,955 | 5.500.510 | |
| Espanha | 2.313,000 | 1.337,000 | 1,730 | 16.320 | 0,955 | 40.525.002 | |
| Bélgica | 1.354,000 | 375,600 | 3,605 | 16.500 | 0,953 | 10.414.336 | |
| Itália | 2.328,000 | 1.814,000 | 1,283 | 69.000 | 0,951 | 58.126.212 | |
| Listenstaine | 0,000 | 4,040 | 0,000 | 0,951 | 34.761 | ??? | |
| Nova Zelândia | 59,080 | 112,900 | 0,523 | 18.990 | 0,950 | 4.213.418 | |
| Alemanha | 5.250,000 | 2.816,000 | 1,864 | 111.600 | 0,947 | 82.329.758 | |
| Reino Unido | 9.170,000 | 2.154,000 | 4,257 | 47.040 | 0,947 | 61.113.205 | |
| Hong Kong | 659,900 | 281,400 | 2,345 | 152.700 | 0,944 | 7.055.071 | ??? |
| Singapura | 25,520 | 217,800 | 0,117 | 157.000 | 0,944 | 4.657.542 | ??? |
| Grécia | 504,600 | 320,500 | 1,574 | 2.700 | 0,942 | 10.737.428 | |
| Coreia do Sul | 381,100 | 1.243,000 | 0,307 | 262.200 | 0,937 | 48.508.972 | |
| Israel | 86,080 | 183,400 | 0,469 | 30.990 | 0,935 | 7.233.701 | |
| Andorra | 0,000 | 2,770 | 0,000 | 0,934 | 83.888 | ??? | |
| Eslovênia | 54,410 | 53,690 | 1,013 | 1.031 | 0,929 | 2.005.692 | |
| Brunei | 0,000 | 20,000 | 0,000 | 0,920 | 38.819 | ??? | |
| Kuwait | 36,930 | 131,300 | 0,281 | 19.630 | 0,916 | 2.691.158 | |
| Chipre | 0,000 | 6.176 | 0,914 | ??? | |||
| Qatar | 55,790 | 0,000 | 0,910 | 833.285 | ??? | ||
| Portugal | 484,700 | 232,300 | 2,087 | 10.400 | 0,909 | 10.707.924 | |
| Barbados | 0,670 | 5,220 | 0,128 | 620 | 0,903 | 284.589 | ??? |
| Emirados Árabes | 126,900 | 159,300 | 0,797 | 29.620 | 0,903 | 4.798.491 | ?? |
| República Checa | 80,430 | 242,600 | 0,332 | 32.320 | 0,903 | 10.211.904 | |
| Malta | 0,190 | 9,340 | 0,020 | 3.522 | 0,902 | 405.165 | ??? |
Legenda: IDH "muito elevado"
? = Islândia - dados alterados a partir de 2009 quando a dívida reclamada pelos credores passou a ser de 5 vezes o seu PIB
?? = Emirados Árabes Unidos = A dívida está concentrada em um dos emirados = Dubai (Paraíso Fiscal)
??? = Paraísos Fiscais em que não são computadas as empresas OFFSHORE.
Amarelo = Países com dívida aproximadamente igual ou superior à metade do seu PIB
Magenta = Países com dívida aproximadamente igual ou superior ao seu PIB
|
IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO PAÍSES COM IDH "ELEVADO" |
|||||||
| PAÍSES (2008) | BILHÕES US$ | DÍVIDA | RESERVAS |
IDH |
POPULAÇÃO | OBS | |
| DÍVIDA | PIB | nº x PIB | US$ Milhões | ||||
| Bahrein | 10,030 | 23,280 | 0,431 | 3.474 | 0,895 | 727.785 | ?? |
| Estônia | 26,820 | 26,740 | 1,003 | 3.605 | 0,883 | 1.299.371 | |
| Eslováquia | 52,530 | 101,700 | 0,517 | 17.720 | 0,880 | 5.463.046 | |
| Polônia | 243,600 | 596,700 | 0,408 | 61.460 | 0,880 | 38.482.919 | |
| Hungria | 212,100 | 193,100 | 1,098 | 24.250 | 0,879 | 9.905.596 | |
| Chile | 64,770 | 226,300 | 0,286 | 22.240 | 0,878 | 16.601.707 | |
| Croácia | 54,790 | 76,260 | 0,718 | 13.130 | 0,871 | 4.489.409 | |
| Lituânia | 32,470 | 56,100 | 0,579 | 6.302 | 0,870 | 3.555.179 | |
| Antígua e Barbuda | 0,360 | 1,490 | 0,242 | 0,868 | 85.632 | ??? | |
| Argentina | 128,200 | 494,300 | 0,259 | 46.180 | 0,866 | 40.913.584 | |
| Letônia | 42,050 | 37,030 | 1,136 | 5.160 | 0,866 | 2.231.503 | |
| Uruguai | 10,740 | 36,900 | 0,291 | 4.100 | 0,865 | 3.494.382 | |
| Cuba | 19,580 | 96,670 | 0,203 | 4.247 | 0,863 | 11.451.652 | |
| Bahamas | 0,340 | 8,980 | 0,038 | 0,856 | 309.156 | ??? | |
| Costa Rica | 9,210 | 44,060 | 0,209 | 3.915 | 0,854 | 4.253.877 | |
| México | 200,400 | 1.494,000 | 0,134 | 85.110 | 0,854 | 111.211.789 | |
| Líbia | 6,070 | 78,250 | 0,078 | 69.510 | 0,847 | 6.310.434 | |
| Omã | 6,880 | 59,500 | 0,116 | 7.004 | 0,846 | 3.418.085 | ?? |
| Seicheles | 1,110 | 1,600 | 0,694 | 118 | 0,845 | 87.476 | ??? |
| Venezuela | 47,350 | 314,600 | 0,151 | 31.630 | 0,844 | 26.814.843 | |
| Arábia Saudita | 75,360 | 535,100 | 0,141 | 34.000 | 0,843 | 28.686.633 | |
| Bulgária | 51,120 | 83,280 | 0,614 | 13.800 | 0,840 | 7.204.687 | |
| Panamá | 10,890 | 31,890 | 0,341 | 1.260 | 0,840 | 3.360.474 | |
| São Cristóvão e Neves | 0,310 | 0,730 | 0,425 | 0,838 | 40.131 | ??? | |
| Romênia | 101,600 | 238,600 | 0,426 | 37.240 | 0,837 | 22.215.421 | |
| Trindade e Tobago | 3,300 | 26,570 | 0,124 | 6.761 | 0,837 | 1.229.953 | |
| Montenegro | 0,650 | 5,790 | 0,112 | 0,834 | 67.218 | ? | |
| Malásia | 75,330 | 345,900 | 0,218 | 104.800 | 0,829 | 25.715.819 | |
| Bielorrússia | 15,150 | 95,830 | 0,158 | 1.474 | 0,826 | 9.648.533 | |
| Sérvia | 77,280 | 14.220 | 0,826 | ? | |||
| Santa Lúcia | 0,260 | 1,720 | 0,151 | 0,821 | 160.267 | ??? | |
| Albânia | 1,550 | 19,400 | 0,080 | 2.084 | 0,818 | 3.639.453 | |
| Macedônia | 4,360 | 16,840 | 0,259 | 2.219 | 0,817 | 2.066.718 | ? |
| Rússia | 483,500 | 1.985,000 | 0,244 | 470.000 | 0,817 | 140.041.247 | |
| Domínica | 0,210 | 0,690 | 0,304 | 0,814 | 7.266 | ??? | |
| Brasil | 262,900 | 1.794,000 | 0,147 | 178.000 | 0,813 | 198.739.269 | |
| Granada | 0,350 | 1,110 | 0,315 | 0,813 | 90.739 | ??? | |
| Bósnia e Herzegovina | 7,670 | 26,560 | 0,289 | 4.500 | 0,812 | 4.613.414 | ? |
| Colômbia | 46,400 | 358,900 | 0,129 | 23.140 | 0,807 | 45.644.023 | |
| Equador | 18,110 | 98,700 | 0,183 | 3.618 | 0,806 | 14.573.101 | |
| Peru | 34,590 | 206,800 | 0,167 | 24.060 | 0,806 | 29.546.963 | |
| Turquia | 277,100 | 853,600 | 0,325 | 74.390 | 0,806 | 76.805.524 | |
| Cazaquistão | 107,800 | 158,200 | 0,681 | 19.250 | 0,804 | 15.399.437 | |
| Maurícia | 2,480 | 13,850 | 0,179 | 1.772 | 0,804 | 1.284.264 | |
| Líbano | 34,030 | 39,850 | 0,854 | 19.400 | 0,803 | 4.017.095 | |
Legenda: IDH "elevado"
? = Países oriundos do desmembramento da Iugoslávia.
?? = Países árabes em torno da Arábia Saudita que geralmente são paraísos fiscais
??? = Paraísos Fiscais em que não são computadas as empresas OFFSHORE.
Amarelo = Países com dívida aproximadamente igual ou superior à metade do seu PIB
Magenta = Países com dívida aproximadamente igual ou superior ao seu PIB
|
IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO PAÍSES COM IDH "MÉDIO" |
|||||||
| PAÍSES (2008) | BILHÕES US$ | DÍVIDA | RESERVAS | IDH | POPULAÇÃO | OBS | |
| DÍVIDA | PIB | nº x PIB | US$ Milhões | ||||
| Armênia | 3,450 | 15,440 | 0,223 | 1.646 | 0,798 | 2.967.004 | |
| Ucrânia | 101,700 | 306,600 | 0,332 | 28.520 | 0,796 | 45.700.395 | |
| Azerbaijão | 3,000 | 56,040 | 0,054 | 4.000 | 0,787 | 8.238.672 | |
| Tailândia | 65,090 | 508,600 | 0,128 | 100.000 | 0,783 | 65.905.410 | |
| Irão | 21,920 | 733,000 | 0,030 | 69.200 | 0,782 | 66.429.284 | |
| Geórgia | 7,710 | 18,760 | 0,411 | 1.300 | 0,778 | 4.615.807 | |
| República Dominicana | 10,330 | 68,270 | 0,151 | 2.525 | 0,777 | 9.650.054 | |
| Belize | 0,950 | 2,420 | 0,393 | 92 | 0,772 | 307.899 | |
| China | 379,800 | 6.473,000 | 0,059 | 1.493.000 | 0,772 | 1.338.612.968 | |
| São Vicente/Granadinas | 0,220 | 0,990 | 0,222 | 0,772 | 104.574 | ? | |
| Maldivas | 0,480 | 1,520 | 0,316 | 0,771 | ? | ||
| Samoa | 0,180 | 0,990 | 0,182 | 70 | 0,771 | 219.998 | |
| Jordânia | 6,830 | 28,070 | 0,243 | 8.595 | 0,770 | 6.342.948 | |
| Suriname | 0,500 | 3,800 | 0,132 | 263 | 0,769 | 481.267 | |
| Tunísia | 20,810 | 73,490 | 0,283 | 7.183 | 0,769 | 10.486.339 | |
| Tonga | 0,080 | 0,540 | 0,148 | 41 | 0,768 | 120.898 | ? |
| Jamaica | 10,200 | 20,740 | 0,492 | 1.950 | 0,766 | 2.825.928 | |
| Paraguai | 3,510 | 25,560 | 0,137 | 2.463 | 0,761 | 6.995.655 | |
| Sri Lanca | 13,590 | 81,160 | 0,167 | 3.252 | 0,759 | 21.324.791 | |
| Gabão | 2,470 | 19,600 | 0,126 | 1.459 | 0,755 | 1.514.993 | |
| Argélia | 2,700 | 218,300 | 0,012 | 99.330 | 0,754 | 34.178.188 | |
| Filipinas | 61,410 | 285,600 | 0,215 | 33.710 | 0,751 | 97.976.603 | |
| Salvador | 10,690 | 40,650 | 0,263 | 2.198 | 0,747 | 7.185.218 | |
| Síria | 7,300 | 88,440 | 0,083 | 6.039 | 0,742 | 20.178.485 | |
| Fiji | 0,130 | 3,820 | 0,034 | 0,741 | 94.472 | ? | |
| Turquemenistão | 1,400 | 24,170 | 0,058 | 3.644 | 0,739 | 4.884.887 | |
| Palestina | 0,000 | 0,000 | 0,000 | 0,737 | ? | ||
| Indonésia | 155,100 | 810,900 | 0,191 | 53.270 | 0,734 | 240.271.522 | |
| Honduras | 2,900 | 30,500 | 0,095 | 2.892 | 0,732 | 7.792.854 | |
| Bolívia | 5,930 | 38,990 | 0,152 | 4.917 | 0,729 | 9.775.246 | |
| Guiana | 0,800 | 2,730 | 0,293 | 292 | 0,729 | 772.298 | |
| Mongólia | 1,600 | 7,910 | 0,202 | 0,727 | 3.041.142 | ||
| Vietname | 23,090 | 209,800 | 0,110 | 17.160 | 0,725 | 86.967.524 | |
| Moldávia | 4,130 | 9,660 | 0,428 | 1.050 | 0,720 | 4.320.748 | |
| Guiné Equatorial | 0,190 | 16,940 | 0,011 | 3.928 | 0,719 | 633.441 | |
| Quirguizistão | 3,470 | 9,950 | 0,349 | 1.293 | 0,710 | 5.431.747 | |
| Usbequistão | 3,990 | 60,050 | 0,066 | 5.600 | 0,710 | 27.606.007 | |
| Cabo Verde | 0,330 | 1,440 | 0,229 | 344 | 0,708 | 429.474 | ??? |
| Guatemala | 6,500 | 62,040 | 0,105 | 4.559 | 0,704 | 13.276.517 | |
| Egito | 32,120 | 386,500 | 0,083 | 31.140 | 0,703 | 83.082.869 | |
| Nicarágua | 3,280 | 15,760 | 0,208 | 1.075 | 0,699 | 5.891.199 | |
| Botsuana | 0,420 | 25,170 | 0,017 | 9.629 | 0,694 | 1.990.876 | |
| Vanuatu | 0,080 | 0,870 | 0,092 | 41 | 0,693 | 218.519 | ??? |
| Tajiquistão | 1,640 | 11,310 | 0,145 | 301 | 0,688 | 7.349.145 | |
| Namíbia | 0,800 | 12,200 | 0,066 | 750 | 0,686 | 2.108.665 | |
| África do Sul | 71,810 | 453,100 | 0,158 | 32.980 | 0,683 | 49.052.489 | |
| Marrocos | 21,220 | 125,600 | 0,169 | 23.800 | 0,654 | 34.859.364 | |
| São Tomé e Príncipe | 0,320 | 0,250 | 1,280 | 36 | 0,651 | 212.679 | ? |
| Butão | 0,710 | 2,730 | 0,260 | 0,619 | 691.141 | ||
| Laos | 3,180 | 12,100 | 0,263 | 514 | 0,619 | 6.834.942 | |
| Índia | 229,300 | 2.816,000 | 0,081 | 239.400 | 0,612 | 1.166.079.217 | |
| Ilhas Salomão | 0,170 | 0,910 | 0,187 | 0,610 | 595.613 | ? | |
| Congo - Kinshasa | 10,000 | 18,210 | 0,549 | 0,601 | 68.692.542 | ||
| Camboja | 4,270 | 24,150 | 0,177 | 1.662 | 0,593 | 14.494.293 | |
| Mianmar (ex-Birmânia) | 7,740 | 52,740 | 0,147 | 0,586 | 48.137.741 | ||
| Comores | 0,230 | 0,740 | 0,311 | 0,576 | 752.438 | ||
| Iêmen | 5,980 | 51,750 | 0,116 | 7.871 | 0,575 | 23.822.783 | ?? |
| Paquistão | 44,150 | 392,500 | 0,112 | 16.030 | 0,572 | 176.242.949 | |
| Suazilândia | 0,550 | 5,360 | 0,103 | 395 | 0,572 | 1.123.913 | |
| Angola | 7,620 | 83,460 | 0,091 | 12.290 | 0,564 | 12.799.293 | |
| Nepal | 3,290 | 28,760 | 0,114 | 0,553 | 28.563.377 | ||
| Bangladeche | 21,520 | 201,000 | 0,107 | 5.293 | 0,543 | 156.050.883 | |
| Madagáscar | 2,120 | 17,720 | 0,120 | 745 | 0,543 | 20.653.556 | |
| Papua - Nova Guiné | 1,650 | 11,620 | 0,142 | 1.664 | 0,541 | 6.057.263 | |
| Quênia | 7,080 | 56,540 | 0,125 | 3.100 | 0,541 | 39.002.772 | |
| Haiti | 1,510 | 10,980 | 0,138 | 221 | 0,532 | 9.035.536 | |
| Sudão | 31,500 | 75,040 | 0,420 | 1.245 | 0,531 | 41.087.825 | |
| Tanzânia | 5,350 | 47,270 | 0,113 | 2.441 | 0,530 | 41.048.532 | |
| Gana | 5,420 | 30,140 | 0,180 | 2.837 | 0,526 | 23.832.495 | |
| Camarões | 3,090 | 39,830 | 0,078 | 2.341 | 0,523 | 18.879.301 | |
| Djibouti | 0,000 | 0,520 | 516.055 | ? | |||
| Mauritânia | 0,000 | 6,030 | 0,000 | 0,520 | 3.129.486 | ||
| Lesoto | 0,620 | 2,940 | 0,211 | 889 | 0,514 | 2.130.819 | ? |
| Uganda | 1,720 | 33,910 | 0,051 | 2.100 | 0,514 | 32.369.558 | |
| Nigéria | 8,320 | 299,400 | 0,028 | 50.330 | 0,511 | 149.229.090 | |
Legenda: IDH "médio"
? = Países de pequena expressão.
?? = Países árabes em torno da Arábia Saudita que geralmente são paraísos fiscais
??? = Paraísos Fiscais em que não são computadas as empresas OFFSHORE.
Amarelo = Países com dívida aproximadamente igual ou superior à metade do seu PIB
Magenta = Países com dívida aproximadamente igual ou superior ao seu PIB
| IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO = "BAIXO" | |||||||
| PAÍSES (2008) | BILHÕES US$ | DÍVIDA | RESERVAS | IDH | POPULAÇÃO | OBS | |
| DÍVIDA | PIB | nº x PIB | US$ Milhões | ||||
| Togo | 2,000 | 4,970 | 0,402 | 363 | 0,499 | 6.019.877 | |
| Malawi | 1,040 | 10,070 | 0,103 | 140 | 0,493 | 14.268.711 | |
| Benim | 1,200 | 11,720 | 0,102 | 825 | 0,492 | 8.791.832 | |
| Timor Leste | 0,000 | 2,060 | 0,000 | 0,489 | 1.131.612 | ?? | |
| Costa do Marfim | 14,480 | 32,570 | 0,445 | 2.500 | 0,484 | 20.617.068 | |
| Zâmbia | 2,860 | 15,540 | 0,184 | 1.100 | 0,481 | 11.862.740 | |
| Eritréia | 0,310 | 3,830 | 0,081 | 22 | 0,472 | 5.647.168 | |
| Senegal | 1,770 | 20,070 | 0,088 | 1.350 | 0,464 | 13.711.597 | |
| Ruanda | 1,400 | 8,090 | 0,173 | 511 | 0,460 | 10.473.282 | |
| Gâmbia | 0,630 | 2,020 | 0,312 | 120 | 0,456 | 1.782.893 | |
| Libéria | 3,200 | 1,300 | 2,462 | 0,442 | 3.441.790 | ||
| Guiné | 3,530 | 9,990 | 0,353 | 119 | 0,435 | 10.057.975 | |
| Etiópia | 3,160 | 55,270 | 0,057 | 840 | 0,414 | 85.237.338 | |
| Moçambique | 4,330 | 16,620 | 0,261 | 1.451 | 0,402 | 21.669.278 | |
| Guiné-Bissau | 0,940 | 0,850 | 1,106 | 0,396 | 1.533.964 | ||
| Burundi | 1,200 | 2,870 | 0,418 | 118 | 0,394 | 8.988.091 | |
| Chade | 1,600 | 15,780 | 0,101 | 997 | 0,392 | 10.329.208 | |
| Burquina Faso | 1,670 | 16,460 | 0,101 | 897 | 0,389 | 15.746.232 | |
| Congo - Brazzaville | 5,000 | 14,660 | 0,341 | 2.242 | 0,389 | 4.012.809 | |
| Mali | 2,800 | 13,620 | 0,206 | 0,371 | 12.666.987 | ||
| Rep Centro-Africana | 1,150 | 3,000 | 0,383 | 0,369 | 4.511.488 | ||
| Serra Leoa | 1,610 | 3,820 | 0,421 | 0,365 | 6.440.053 | ||
| Afeganistão | 8,000 | 19,210 | 0,416 | 0,352 | 28.396.000 | ?? | |
| Níger | 2,100 | 8,890 | 0,236 | 0,340 | 15.306.252 | ||
Legenda: IDH "baixo"
?? = Países asiáticos; os demais não assinalados são africanos.
Amarelo = Países com dívida aproximadamente igual ou superior à metade do seu PIB
Magenta = Países com dívida aproximadamente igual ou superior ao seu PIB