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Ano XVI - São Paulo, 31 de outubro de 2014



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HENRY FAYOL E OS SEUS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA BOA ADMINISTRAÇÃO


A TEORIA DE FAYOL APLICADA A CONTABILIDADE DE CUSTOS

HENRY FAYOL E OS SEUS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA BOA ADMINISTRAÇÃO

São Paulo, 28/09/2012 (Revisado em 27-05-2013)

Referências: Redução dos Custos de Produção, Produtividade, Qualidade, Lucratividade, Rentabilidade, Austeridade para Evitar Gastos Desnecessários, Combate ao Desperdício, às Despesas Supérfluas de Executivos e Acionistas Controladores e aos Exorbitantes Sinais Exteriores de Riqueza Nababesca e Megalomaníaca, Método 5S de Austeridade Administrativa, Combate à Contabilidade Criativa - Fraudulenta - Desfalques, Fraudes Contábeis, Operacionais e Financeiras, Falsificação Material e Ideológica da Escrituração Contábil e de seus Documentos Hábeis, Sonegação Fiscal, Planejamento Tributário Ilegal.

Por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750

Segundo os historiadores, Fayol estabeleceu os seguintes Princípios Gerais de Administração: (as frases destacadas da margem esquerda em caracteres itálicos são atribuídas à Fayol)

  1. Divisão do trabalho
  2. Autoridade e responsabilidade
  3. Disciplina
  4. Unidade de comando
  5. Unidade de direção
  6. Subordinação do particular ao geral
  7. Remuneração do pessoal
  8. Centralização
  9. Cadeia escalar
  10. Ordem
  11. Equidade
  12. Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal
  13. Iniciativa
  14. Espírito de equipe

1. Divisão do trabalho:

A divisão (distribuição) ou organização do trabalho consiste na especialização das tarefas e das pessoas com o intuito de aumentar a eficiência e consequentemente o seu rendimento (produtividade, qualidade, lucratividade, rentabilidade que são mensuradas por intermédio da contabilidade).

Diante da necessidade de melhor distribuição e organização do trabalho sugiram as linhas de produção nas indústrias. O grande precursor dessas linhas de montagem foi Henri Ford, fabricante de automóveis.

Na esfera administrativa surgiram os sistemas de processamento de dados entre outras modernidades utilizadas nos escritórios de modo geral, como os avanços nas telecomunicações escrita, falada e televisada. Assim, a divisão do trabalho ficou mais racionalizada (mais eficiente).

Atualmente as regras básicas de administração por cadeia produtiva ou por objetivos estão em todas as atividades administrativas e operacionais, inclusive no comércio e na prestação de serviços, nas escolas básicas, no ensino técnico (de nível médio) e nas universidades. Os resultados financeiros da aplicação desses princípios é mensurado pela contabilidade de custos.

Os governos também passaram a utilizar esses princípios gerais nos poderes executivo, legislativo e judiciário, o que se transformou na chamada burocracia. Esse é o grande problema enfrentado não somente no serviço público como também em muitas empresas.

A burocracia está diretamente ligada à incapacidade técnica e administrativa de alguns funcionários, geralmente apadrinhados. A excessiva burocracia nas empresas se justifica em razão das constantes fraudes praticadas pelos executivos.

No serviço público, o excesso de burocracia passou a ser uma fonte de renda complementar para os corruptos.

Por sua vez, o empresariado inescrupuloso, por intermédio de lobistas, aproveitam-se desse caos estrutural e conjuntural e da incompetência dos apadrinhados para conseguir regalias. Essas regalias vindas do governo são conseguidas mediante a obtenção de  incentivos fiscais, redução de tributos, privatizações de empresas públicas monopolizadores e altamente lucrativas, terceirizações de serviços que deveriam ser praticados exclusivamente pelo governo.

Dessa privatização ou terceirização (macro divisão do trabalho) ocorrem as fraudes em licitações públicas.

2. Autoridade e responsabilidade:

A autoridade e a responsabilidade estão diretamente ligadas à hierarquia administrativa e operacional.

A autoridade é o direito de dar ordens e o de esperar obediência.

Nos sistemas democráticos (nos Estados republicanos e nos parlamentaristas) as autoridades são eleitas pelo povo para gerir o patrimônio da nação (do povo).

Nas empresas as autoridades (as chefias) são nomeadas ou apadrinhadas pelo patrão, o dono do negócio, o ditador das ordens. O mesmo acontece nos Estados totalitários.

Mas, tanto no governo como nas empresas não basta ter o poder. É preciso ter competência técnica e científica para o exercício da autoridade.

O empresário (investidor ou empreendedor) que não tenha os suficientes conhecimentos técnicos e científicos, deve contratar os profissionais gabaritados para assessorá-lo. Isto também deve acontecer na esfera governamental. Com a assessoria de profissionais gabaritados, até um simples operário pode governar satisfatoriamente e muitas vezes bem melhor que seus letrados antecessores, geralmente totalitários (senhores de si; os suprassumos da competência).

A responsabilidade é uma consequência natural da autoridade. A responsabilidade é a obrigação de serem cumpridas as atribuições do cargo e a obrigação de responder pelas consequências dos próprios atos e decisões.

Considerando-se a comum hierarquia das entidades públicas ou privadas com ou sem fins lucrativos, a responsabilidade do seu presidente ou titular está acima de quaisquer outros de seus subalternos.

No que se refere à escrituração contábil e às respectivas demonstrações contábeis, o contador sempre estará no mesmo degrau hierárquico da alta administração porque somente ele, juntamente com o presidente das entidades ou com seus os diretores, é obrigado a assumir a responsabilidade pela contabilização de todos os atos e fatos administrativos, operacionais, financeiros e tributários ocorridos desde a sua constituição, continuando por toda a sua fase operacional. As atribuições do contador continuam mesmo na fase de liquidação ou extinção das entidades juridicamente constituídas.

Por tais motivos, o principal desses profissionais especializados em assessoria empresarial é o contador porque somente este, por exigência legal, o empresário e o governante devem obrigatoriamente contratar para que se responsabilize por toda a escrituração contábil, pelo levantamento das demonstrações contábeis, assim como para analisar dos demonstrativos contábeis das demais entidades privadas ou públicas.

Obviamente o empresário e o dirigente público realmente inteligentes vão se aproveitar de toda essa bagagem de conhecimentos necessários ao perfeito controle administrativo, econômico-financeiro, contábil, tributário e operacional. É importante destacar que, para a perfeita contabilização dos atos e fatos administrativos, o contador precisa conhecer todos as fases operacionais de cada empreendimento seja ele em regime empresarial ou não.

3. Disciplina:

A disciplina depende da obediência, diligência, energia, atitudes de cooperação e visíveis sinais de respeito. Corresponde ao cumprimento dos acordos estabelecidos e das determinações legais e normativas e/ou das rotinas internas vigentes.

A principal função do contador na área disciplinar está ligada à orientação de todos os funcionários em todos os degraus da pirâmide hierárquica para o cumprimento da legislação vigente, diretamente concernentes às fases constitutiva e operacional ou de extinção do empreendimento. Em razão da legislação e das normas regulamentares vigentes, serão efetuados todos os seguintes controles:

a) - Administrativos (contabilidade gerencial = gerenciamento de controles internos, de lucratividade e de rentabilidade, dos riscos inerentes ao processo produtivo ou operacional, orçamento de gestão e sua execução, contratação de seguros, gerenciamento de recursos humanos, entre outros)

b) - Financeiros (contabilidade financeira = controle do fluxo de caixa, realização aplicações e captações de recursos financeiros ou monetários, gerenciamento de contas a pagar e a receber, distribuição de resultados e tudo mais que redundar em movimentação de dinheiro)

c) - Operacionais (contabilidade custos = controle dos custos da produção, de revenda de mercadorias e de prestação de serviços; controles dos estoques e dos demais custos, receitas e despesas)

d) - Tributários (contabilidade fiscal e tributária = controle dos impostos federais, estaduais, municipais, taxas e contribuições; contabilidade social = controle dos direitos sociais dos trabalhadores - legislação trabalhista e previdenciária, contribuições sociais)

e) - Eletrônicos (contabilidade digital = NF-e - nota fiscal eletrônica e SPED - serviço público de escrituração digital; contabilidade integrada = sistemas eletrônicos de processamento de dados contábeis entre outros)

f) - Legais e Judiciários (contabilidade forense = obtenção de documentos para servir de prova ou comprovação em causas judiciais ou em arbitragens por acordos entre partes litigantes)

g) - Auditoria (auditoria interna [compliance] e externa [independente], comitê de auditoria, conselho fiscal ou governança corporativa)

4. Unidade de comando:

Cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o principio da autoridade única.

Partindo-se do mais alto escalão hierárquico (o topo da pirâmide hierárquica), o Presidente de uma entidade com ou sem fins lucrativos, pública ou privada, terá como primeiros subalternos os Diretores. Estes comandarão Departamentos. Os chefes dos departamentos terão sob seu comando as divisões. Os chefes das divisões comandarão seções. Os chefes das seções comandarão setores, e assim sucessivamente.

Veja o fluxograma em contabilidade de custos - centros de custeamento.

Com base nessa comum escala hierárquica, na qualidade de assessor direto da alta administração, o contador pode estabelecer os custos de produção e as respectivas receitas, custos e despesas (obtendo os seus resultados positivos ou negativos) por diretoria, por departamento, por divisão, por seção e por produto final.

Observe que o trabalho do contador não está restrito a um determinado segmento da empresa. Ele tem a obrigação de controlar através da contabilidade tudo aquilo que está acontecendo na empresa como um todo. Assim, pode mostrar, com base na contabilidade, qual ou quais dos segmentos operacionais estão apresentando lucros ou prejuízos, qual ou quais merecem maior atenção dos dirigentes, qual ou quais deveriam ser desativados ou reformulados (reestruturados).

Diante desses resultados apurados pelo contador, os dirigentes da empresa poderão tomar suas decisões quanto ao preço final dos produtos no sentido de disputar o mercado, concorrendo com outras empresas do mesmo ramo de atividade, entre muitos outros aspectos administrativos que podem ser examinados através da contabilidade.

5. Unidade de direção:

No gerenciamento de um processo produtivo deve haver uma cabeça e um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo.

Todo esse processo de desenvolvimento operacional tem um custo que precisa ser mensurado. Além do contador, outros profissionais podem ser convocados para que façam um estudo de viabilidade econômica do que está sendo proposto.

Um novo processo produtivo não pode ser iniciado sem planejamento e sem um estudo sobre os custos envolvidos desde a idealização do projeto até a comercialização do produto final. Empresas concorrentes podem ter custos menores. Assim sendo, sem os perfeitos controles contábeis, os prejuízos não mensurados ou não descobertos em tempo hábil podem ser fatais porque podem levar a empresa à falência.

Por isso, todo novo empreendimento deve ser estudado e aprovado por seus financiadores ou investidores, embora todo o processo possa ser dirigido por uma única pessoa, que deve prestar contas aos financiadores do novo empreendimento. Aí entra o contador para mensurar e fiscalizar todos os custos envolvidos (por intermédio da escrituração contábil e da auditoria, com a consequente elaboração das demonstrações contábeis que serviram de base para as análises).

Uma das principais finalidades da contabilidade e das demonstrações contábeis é a de sempre prestar contas aos financiadores (banqueiros, fornecedores, credores) e investidores (sócios, acionistas controladores e minoritários), além de servir de base para o tino dos administradores (presidentes, diretores, gerentes).

6. Subordinação do particular ao geral:

Os interesses setoriais devem subordinar-se aos interesses maiores, como o interesse pessoal deve subordinar-se ao interesse grupal.

Sobre os interesses coletivos e os particulares é importante levar em conta o que tem acontecido com grandes empresas pelo mundo afora, principalmente nos Estados Unidos da América e na Europa.

Grandes empresas faliram porque seus executivos praticaram desfalques, enganando os acionistas controladores e principalmente os investidores minoritários.

Os administradores essencialmente aventureiros engendravam grandes projetos de desenvolvimento organizacional e produtivo com a formação de conglomerados empresariais, criando cartéis, o que dificultava o controle principalmente em segmentos financeiros desconhecidos dos acionistas controladores e também dos auditores por se tratavam de apostas no grande cassino que se transformaram as bolsas de valores e de mercadorias e futuros.

Estimando superlativos lucros futuros, tais executivos se remuneravam com comissões e participações milionárias. Acontecia um verdadeiro desfalque no conglomerado empresarial que não foi descoberto por auditores internos e independentes em razão da alta complexidade das operações financeiras que nada mais eram do que mera jogatina com o dinheiro alheio. Empresas menores e outras constituídas em paraísos fiscais participavam das falcatruas. Em razão, desses desfalques não descobertos em tempo hábil, porque estavam escondidos ou dissimulados em subsidiárias constituídas em paraísos fiscais, empresas norte-americanas de auditoria foram obrigadas a encerrar suas atividades depois da falência das empresas insatisfatoriamente auditadas.

Isto significa dizer que naquelas empresas falidas, seus executivos estavam interessados apenas em seus lucros pessoais, deixando de lado os interesses coletivos não somente dos trabalhadores como também dos investidores controladores e minoritários, fornecedores, banqueiros e demais credores.

Veja o texto intitulado Como Quebrar um Empresa.

Os contadores sempre agem sob o ponto de vista geral da organização, obtendo uma visão ampla do empreendimento em auxílio ao seu presidente ou titular. Mas, como já foi mencionado, as Demonstrações Contábeis devem servir também para a análise de investidores, fornecedores, banqueiros, entre outras pessoas ou entidades interessadas em negociar com a empresa analisada (os clientes, por exemplo).

Porém, significativa parcela de diretores e gerentes empresarias age apenas em seus segmentos administrativos e operacionais, deixando de lado o empreendimento como um todo. Essa falta de unidade (o deixar de pensar no coletivo) faz com que muitas empresas percam seus principais clientes e ainda sejam processadas judicialmente para ressarcimento dos danos morais e materiais causados aos seus clientes.

7. Remuneração do pessoal:

Deve haver justa e garantida satisfação para empregados e empresa, em termos de retribuição.

Os executivos, os seus assessores e os acionistas controladores não devem viver de forma nababesca, esnobando com seus exorbitantes sinais exteriores de riqueza, enquanto seus operários sobrevivem mal e porcamente morando em favelas.

Por isso é importante a observação de eventuais sinais exteriores de riqueza que os salários normais de executivos e funcionários não tenham condições de comprar. Estes podem ser oriundos de desfalques ou de corrupção patrocinada por fornecedores entre outros interessados em obter vantagens ou regalias em detrimento dos honestos e zelosos.

Os planos de austeridade engendrados por governantes e por controladores de empresas não podem ser direcionados somente à massa trabalhadora (ao funcionalismo e ao operariado).

Para que o país e a empresa não quebre é preciso que os planos de austeridade sejam aplicados também aos profissionais mais bem remunerados e principalmente às classes sociais mais abastadas de cada país.

Muitas vezes o montante da remuneração atribuída aos executivos e controladores é bem superior a capacidade da empresa de gerar lucros. Se assim acontecer durante determinado período de tempo, fatalmente a empresa chegará à insolvência (à beira da falência).

Foi o que aconteceu com os países desenvolvidos a partir de 2008, em razão da crise mundial provocada pela falência econômica (bancarrota) dos Estado Unidos da América.

Para evitar tais descompassos econômicos e financeiros, em suma administrativos, torna-se necessário que o contador estabeleça qual seria a capacidade da empresa de gerar lucro antes do pagamento das remunerações, principalmente dos executivos e dos acionistas controladores (os acionistas minoritários devem receber antes destes).

Diante dessa premissa, podemos dizer que os membros da alta administração devem ser remunerados apenas com base em lucros passados (acumulados) e nunca com base em previsões de lucros futuros. A remuneração com base em previsão de lucros futuros foi a grande falha da anarquista teoria neoliberal da globalização dos mercados que nos levou à grande crise mundial iniciada em 2008. Por esse motivo, o governo norte-americano fixou limites para remuneração de executivos.

No Brasil, a Resolução CMN 3.921/2010 dispõe sobre a política de remuneração de administradores das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Segundo o disposto na Resolução CMN 4.019/2011 a remuneração dos dirigentes de entidades do sistema financeiro pode ser suspensa quando a instituição estiver apresentando riscos de liquidez. Isto é , quando estiver à beira da insolvência.

Na realidade, neste Século XXI as grandes empresas de modo geral e principalmente chamadas de multinacionais deixaram de viver dos lucros com a produção para viverem dos incertos lucros com a especulação ou mais precisamente com as apostas nas bolsas de valores, de mercadorias e de futuros tal como fazem os aventureiros apostadores em um cassino ou mais precisamente num jogo de pôquer com inconsequentes blefes.

Neste caso, por intermédio das demonstrações contábeis, cabe ao contador (e ao auditor) mostrarem aos investidores e financiadores que o objeto social da entidade analisada está sendo desvirtuado. Isto é, deve ser mostrado que os dirigentes não estão agindo dentro dos parâmetros para os quais a empresa foi constituída. As Demonstrações Contábeis não devem esconder o alto nível do risco de descontinuidade que está sendo enfrentado em razão de uma irresponsável utilização do patrimônio empresarial.

8. Centralização:

Refere-se ao grau de concentração da autoridade na hierarquia organizacional. Seu inverso é a delegação.

A centralização ou concentração da autoridade que foi delegada a um único executivo pelo acionista controlador pode gerar grande risco de descontinuidade para o empreendimento.

Como muitos problemas deste tipo aconteceram no mundo inteiro, para proteção dos investidores minoritários e também dos controladores, foram criados alguns órgãos de controle externo tanto nas empresas como na organização estatal.

Como já foi mencionado, na esfera governamental a partir de 2003 no Brasil foram criadas a CGU - Controladoria Geral da União e o CNJ - Conselho Nacional de Justiça. O mesmo foi feito na esfera estadual e até municipal.

Nas empresas desde o primeiro governo de Getúlio Vargas a lei das sociedades por ações instituiu o Conselho Fiscal. Por semelhança, foi instituído o Conselho Curador nas entidades sem fins lucrativos. Tal sistema de controle externo das entidades privadas agora é chamado de Governança Corporativa, conforme será explicado a seguir.

9. Cadeia escalar:

É a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É também denominado principio do comando.

Para fiscalizar a centralização ou a concentração do  poder de comando na pirâmide hierárquica de uma organização empresarial pública, privada ou de economia mista, atualmente existe o:

1) - Conselho de Administração

2) - Conselho Fiscal (Governança Corporativa)

3) - Comitê de Auditoria (Auditores Interno e Externo)

O Conselho de Administração geralmente é nomeado pelos acionistas controladores, que podem dar lugar a representantes dos minoritários, de conformidade com as regras básicas contidas na lei das sociedade por ações.

O Conselho Fiscal, para que possa agir com maior independência, deve ser nomeado somente pelos acionistas minoritários. Os conselheiros teriam a incumbência de nomear os representantes especializados na investigação de fraudes, como deve fazer o Compliance Office - Serviço de Gerenciamento de Controles Internos. Esse gerenciamento pode ser efetuado pelos auditores internos.

O Comitê de Auditoria, com representantes do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal em igual número de pessoas, ficaria como supervisor dos serviços de auditoria interna e externa.

10. Ordem:

Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu devido lugar; um tempo para cada coisa e cada coisa em seu tempo; uma função para cada pessoa e cada pessoa em sua função (em suma, "cada macaco no seu galho", como diz o velho ditado). É o princípio da ordem material, temporal e funcional.

Diante dessas premissas, as entidades com ou sem fins lucrativos, sejam elas públicas ou privadas, devem ter rígidos controles internos, necessários à boa ordem dos seus estoques, almoxarifados e arquivos.

Então, esses controles devem estar implantados:

1) - nos Estoques de mercadorias, matérias-primas, produtos acabados e em elaboração, peças e componentes utilizados na prestação de serviços.

2) - nos Almoxarifados de peças, equipamentos e materiais de reposição, de manutenção e de conservação dos bens e instalações, de materiais de expediente.

3) - na logística de compras e vendas, de transporte e de distribuição de produtos e mercadorias.

4) - no Arquivamento de Documentos Hábeis - Contábeis, Operacionais e Administrativos

11. Equidade:

Amabilidade e justiça para alcançar lealdade do pessoal.

Segundo o Dicionário Aurélio, equidade é a disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um; é o conjunto de princípios imutáveis de justiça que induzem o juiz a um critério de moderação e de igualdade, ainda que em detrimento do direito objetivo (em detrimento das normas impostas pelo Estado); é o sentimento de justiça (sendo amável, gentil, cortês, sem rancor, sem ódio) completamente avesso a um radical critério de julgamento ou tratamento rigoroso e estritamente legal (aos rigores da lei).

É comum encontrarmos empresas, entre outras entidades, que são atacadas por bandidos que têm como cúmplices um ou outro de seus empregados. Em muitos casos esses cúmplices são empregados infiltrados pelos próprios bandidos, que aceitam trabalhar com baixa remuneração.

Noutros casos, como também acontece com os empregados domésticos, o serviçal está descontente com a empresa porque não ganha o suficiente para comprar o mínimo necessário à sobrevivência de seus entes queridos, além de ser tratado como um ser desprezível. Em complementação, o empregado ainda se sente humilhado pelo esnobismo e pelos chocantes sinais exteriores de riqueza de seu patrão.

Então, quando despedido sem justa causa, presta as informações que os bandidos precisam, como vingança ou para receber  uma espécie de indenização pelos seus sofrimentos.

Portanto, é importante que o empregado receba um salário justo, que não seja diuturnamente humilhado (bullying ou assédio moral), nem seja tratado como um ser inferior. O elevado desnível social entre empregado e patrão não precisa ser demonstrado de forma humilhante, pelo contrário, deve ser evitada a acintosa lembrança do enorme desnível social existente.

12. Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal:

A excessiva rotatividade da mão de obra tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo, tanto melhor.

Os problemas enfrentados com a terceirização dos serviços estão diretamente ligados à alta rotatividade da mão de obra.

De outro lado, para que a empresa terceirizada tenha seus lucros maximizados é preciso contratar funcionários que aceitem baixos salários.

O problema é que os trabalhadores mal remunerados geralmente moram em favelas e podem ser facilmente subornados ou seduzidos por bandidos que tenham interesse em se infiltrarem em empresas, condomínios e residências.

Essa forma de agir tem sido a principal razão do elevado índice de criminalidade (roubo, furto e latrocínio).

Então, torna-se necessária a contratação de funcionários que tenham algum compromisso ou vínculo direto com a entidade para a qual prestam serviços.

A contratação de serviços terceirizados só se justifica quando for necessária a mão de obra extremamente especializada por um curto espaço de tempo e que o serviço prestado seja realmente esporádico, que não seja um trabalho contínuo, que não seja um trabalho exercido por mais de três dias por semana.

13. Iniciativa:

A capacidade de visualizar a necessidade de uma ação e executá-la sem precisar aguardar ordens superiores.

O profissional mal remunerado não se sente estimulado a bem servir. Isto pode acontecer em todos os segmentos públicos e privados.

Um funcionário público que, por exemplo, seja contratado por concurso para exercer uma função que não é aquela que durante anos se especializou, fatalmente ficará muitos anos apenas esperando a aposentadoria sem nada fazer ou produzir. Nenhuma iniciativa ou vontade de trabalhar demonstrará exatamente porque nunca pretendeu exercer aquela determinada função. Apenas aceitou "exercê-la" porque precisava ter um salário para sustentar sua família. Esse é o grande problema enfrentado pelas repartições públicas, o que também acontece em muitas empresas, principalmente as grandes.

Veja explicações complementares nos textos sobre Os Concursos Públicos para Contadores.

14. Espírito de equipe:

Harmonia e união das pessoas em torno de propósitos comuns, que asseguram o sucesso da organização.

Os executivos devem administrar as entidades privadas para o bem de todos os seus agentes (clientes, investidores, demais credores e funcionários) e os governantes devem administrar o país para a felicidade geral da nação (do povo).

De nada adianta que um grupo de profissionais zelosos trabalhem arduamente para o sucesso do empreendimento se nos mais altos escalões hierárquicos os seus ocupantes gastam de forma irresponsável tudo aquilo que foi conseguido com grande sacrifício pela maioria menos privilegiada, porém, bem mais conscientes de suas responsabilidades com a manutenção da integridade patrimonial da entidade jurídica e da perfeita satisfação dos anseios de seus clientes.

Portanto, é preciso que os executivos e os acionistas controladores também se sensibilizem com os esforços despendidos pelos trabalhadores. Por sua vez, o trabalhador pode se sentir desestimulado ao perceber que o alto escalão está apenas interessado nos seus mesquinhos sinais exteriores de riqueza, desprezando e não atendendo às necessidades mínimas de seus serviçais, tratando-os como meros escravos e enganando clientes com produtos de má qualidade.

Isto também pode acontecer com governantes que sempre atendem às reivindicações dos empresários e demais capitalistas, desprezando a necessária sobrevivência digna dos trabalhadores. Em razão de tais procedimentos insanos, tem aumentado a criminalidade nas grandes cidades brasileiras, que agora também atinge cidades que antes eram pacatas.





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